Sede de Viver (1956)

Sede de Viver (1956)

Interpretar Vincent Van Gogh renovou minha teoria sobre o significado de ser ator. Para mim, representar é criar ilusão, fazendo uso de disciplina rígida para não se perder na personagem em questão. O ator nunca pode se confundir com a personagem, o público sim. Enquanto se está representando, tenta-se incorporar seus pensamentos; quando o filme acaba, deve-se voltar a si mesmo. É necessário controlar-se. Entretando, por pouco não me perdi em Van Gogh.” – Kirk Douglas

Falta pouco mais de um ano para o centenário do Kirk Douglas. Um dos atores mais versáteis e completos de que já ouvimos falar. Foi indicado três vezes ao Oscar, sem nunca faturar a estatueta (DiCaprio feelings). Somente em 1996, a Academia resolveu homenagear o astro com um Oscar honorário e o anúncio que antecedeu a entrega do prêmio o descreveu como “um ator que não marcou somente em um filme, mas no conjunto de sua obra”. Bullshit! Nossa humilde opinião é de que Kirk foi subestimado diversas vezes por membros da Academia, que só enfatizaram seu trabalho bem mais tarde. Antes tarde do que nunca, devem ter pensado “vamos dar logo um prêmio honorário pra não ficar assim tão feio, né”.

Quarenta anos antes desse tapa-gafe do Oscar, em 1956 Kirk era indicado ao prêmio de Melhor Ator por sua performance em Lust for Life (Sede de Viver, no Brasil). O filme é baseado no bestseller “Lust for Life”, lançado em 1934 e retrata o trabalho e vida pessoal de Van Gogh. Dirigido por Vincente Minnelli, o longa-metragem captura imagens autênticas de diversas obras do gênio, cedidas por museus e instituições que colaboraram com a produção.

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Agora Seremos Felizes (1944)

O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!

O mundo estava em guerra em 1944 e “Meet Me In St. Louis” era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: “Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas.”

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou “Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis”. Mais que um clássico Natalino, “Agora Seremos Felizes” deve ser descoberto em qualquer estação!

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