A mulher do dia (1942)

A mulher do dia (1942)

Hoje seria aniversário de uma das mulheres mais influentes e pra frentex que já tivemos em Hollywood. Em um sistema dominado por homens, em que as mulheres tinham bem menos poder do que atualmente, ela atreveu-se a quebrar regras. Não foram as calças compridas que tornaram Katharine Hepburn mundialmente famosa; e sim sua personalidade, que muitas vezes atravessava os papeis que fez no cinema.

A mulher do dia é um desses incontáveis trabalhos de uma atriz que foi indicada 12 vezes ao Oscar. Sua personagem, Tess Harding, é uma mulher completamente fora dos padrões esperados em 1942. Apesar da lição de moral sexista dada no final do filme (segura o spoiler!), Kate aproveita para dar aquela sapateada básica na cara do cinema. Aqui ela é uma mulher influente, independente, tudo que gostaríamos de ver mais em filmes antigos. Além disso, A mulher do dia foi o primeiro filme da parceria Katharine-Spencer Tracy dentro e fora das telas. Continue Reading…

A costela de Adão (1949)

A costela de Adão (1949)

Nunca escondi aqui no blog que Katharine Hepburn é a minha atriz favorita, e que o casal que ela formou com Spencer Tracy dentro e fora das telas me deixa em modo sofrência. Já dediquei um post antes para falar da história dos dois, e do quanto admiro/invejo a capacidade de Kate ter amado esse cara de maneira tão incondicional e não-egoísta (logo ela, que era uma pessoa tão “eu, eu, eu”).

Bom, essa linda química não ficava só nos bastidores: eles fizeram nove filmes juntos, e se tornaram o casal-modelo das comédias românticas da maneira que as conhecemos hoje – o par que se detesta e se alfineta o tempo todo, mas que no fim das contas, acaba junto; a velha comédia da guerra dos sexos. Esse foi um tema que permeou alguns de seus filmes. O exemplo mais claro disso – e também meu favorito da dupla – é A costela de Adão, de 1949.

Katharine Hepburn sempre foi uma mulher fora do comum, a frente do seu tempo. Em uma sociedade machista e patriarcal, ela sempre fez o que quis sem perguntar a opinião de alguém. Foi a mulher fabulosa que sua família a criou para ser. Mas o que isso tem a ver com o filme? Pois é. Acontece que Amanda, a personagem da atriz em Adam’s Rib, é mais uma daquelas que deixa transparecer nas telas muito do que ela pensava e era. Não tinha pra ninguém. Muito menos para o pobre personagem de Spencer, Adam.

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Kate & Spence: “um sentimento ímpar”

Kate & Spence: “um sentimento ímpar”
Amor não tem nada a ver com o que você espera obter, mas apenas com aquilo que você espera dar, o que vem a ser tudo. (…) Eu amei Spencer Tracy. Ele, os interesses dele e as exigências dele estavam em primeiro lugar. Isso não foi fácil, porque definitivamente eu era do tipo ‘eu-eu-eu’. Foi um sentimento ímpar o que tive por S. T.
Esse ano tive, finalmente, a oportunidade de ler a autobiografia de uma das minhas atrizes favoritas de todos os tempos, Katharine Hepburn. Sempre a admirei por sua atuação e tinha uma vaga noção de sua personalidade de leituras que fiz aqui, ali e em todo lugar. No entanto, “Eu: histórias de minha vida” me surpreendeu por não ser uma biografia convencional. Bom, não deveria ser surpresa: a autora da biografia não poderia ser menos convencional. Kate traz histórias maravilhosas de uma vida brilhante, com seus altos e baixos, mas o que mais me marcou ao final da leitura foi, sem dúvidas, o amor desmedido que ela sentia por Spencer Tracy, e que rendeu uma das histórias mais marcantes de Hollywood. Amor desinteressado, amor incondicional; eis a lição que Hepburn me ensinou.

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Adivinhe quem vem para jantar (1967)

Adivinhe quem vem para jantar (1967)
A questão do preconceito racial já foi tema de muitos filmes, de diversas formas, e atualmente talvez não seja grande novidade falar disso no cinema. Mas, em 1967, Stanley Kramer dirigiu Guess who’s coming to dinner, um filme que falava não só do preconceito recíproco entre “brancos” e “negros”, mas também falava sobre temas como intolerância, relação entre pais e filhos, casamento inter-racial e hipocrisia. Constantemente considerado como datado, o filme conta com ótimos diálogos e tem a fantástica dupla Katharine Hepburn e Spencer Tracy (em sua última atuação), além de Sidney Poitier (em ótima atuação) e Katharine Houghton, sobrinha de Hepburn.

Mostrando a tensa relação entre as famílias Drayton e Prentice, Stanley Kramer nos faz refletir sobre o que somos e o que achamos que somos.

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