O sinal da cruz (1932)

O sinal da cruz (1932)

Uma mulher tomando banho de leite. Orgias. Insinuação LGBT. Cenários de tirar o fôlego. Pelas palavras escolhidas, você provavelmente pensou que eu estaria descrevendo algum filme da atualidade. Mas não. Estamos falando de O sinal da cruz, produção de 1932, dirigida por Cecil B. DeMille.

Para os defensores da moral e dos bons costumes, esse épico foi o que faltava para a criação de um código que ditava o que podia e o que não podia em Hollywood, o tão famoso Código Hayes, do qual sempre estamos falando por aqui. Para os não apreciadores de filmes épicos (como eu), foi uma surpresa muito feliz. A ousadia e a alegria nunca foram tão levados a sério nessa trama que retrata o período em que cristãos eram perseguidos em Roma.

Foi com O sinal da cruz que Cecil B. DeMille mandou um beijinho no ombro aos que achavam que ele estava acabado enquanto diretor e produtor.

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Carol (2015)

Carol (2015)

You seek resolutions because you are young.

Carol é uma gota d’água no meio do deserto. Uma pequena gota em meio à areia pesada do deserto. Você olha para o horizonte e só enxerga areia, areia, areia. No entanto, apesar de pequena, essa gotinha é poderosa. Ela não deixa que a tempestade de areia seja um empecilho, e faz com que o horizonte – mesmo distante – não pareça algo inatingível. Carol é uma história poderosa que restaura minha fé em Hollywood, uma crença quase cega de que um novo horizonte de tramas emocionantes nos espera. Um sopro de vida nesse deserto de histórias que não representam a comunidade LGBQT.

As definições de fé no cinema foram devidamente restauradas. Continue Reading…

Edie & Thea: um longo compromisso (2009)

Edie & Thea: um longo compromisso (2009)

Edith Windsor e Thea Spyer me escolheram. Agora tenho certeza disso. Conheci essas simpáticas moças da foto acima quando estava olhando algumas fotos históricas de mulheres lésbicas. Elas eram as últimas e a foto delas me chamou muito a atenção: estavam muito perto, prestes a se beijarem. Aquela foto refletia tanto amor que imediatamente coloquei de fundo da minha área de trabalho. Sem ao menos conhecê-las. Eu ficava olhando para essa foto fascinada. Queria decifrar os traços de cada uma delas, o que estavam pensando quando aquela foto foi tirada? O que aquele momento realmente capturou?

Minha alma de tradutora, incansável nas pesquisas, levou-me a pesquisar mais sobre essas duas mulheres maravilhosas. Edie e Thea foram uma inspiração para a comunidade LGBQT, um exemplo de resistência. E não é a toa que existe um documentário sobre as duas, Edie & Thea: um longo compromisso.

Aí começou a via crucis que passo toda vez que fico obcecada para encontrar algum filme ou documentário:

1) Quase contamina o computador com um Cavalo de Troia;

2) Desiste por algumas semanas;

3) Olha todos os vídeos no Youtube, fica mais obcecada ainda e decide que vai achar. É agora ou nunca!

4) Acha o arquivo e deixa o computador ligado por dias esperando ansiosamente o download terminar;

E vou dizer: valeu cada minuto essa espera. As palavras “resistência”  e “amor” vão adquirir outro significado quando você assistir a esse documentário. E se você não chorar, ou pelo menos derramar uma lágrima que seja, não sei mais o que pode lhe tocar.
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Clube de compras Dallas (2013)

Clube de compras Dallas (2013)

No sábado à noite, quando Jared Leto ganhou o prêmio SAG por sua atuação em Dallas Buyers Club, percebi que já passava da hora de escrever um post sobre esse filme para o blog. Isso porque a vitória do ator, que interpretou uma transexual, é digna de destaque. Michael Douglas também tem seus méritos, afinal em seu Behind the candelabra (outro filme digno de review!), ele também interpreta um personagem portador do vírus HIV, mas que descobre o vírus quase no final da vida. Existe uma diferença importante entre os dois filmes. Dallas buyers club é cru, sem rodeios e tem o propósito de retratar como a AIDS e seus efeitos nos anos 80; Behind the candelabra centra-se na figura do pianista Liberace e não tem tanto apelo social como o primeiro. O discurso de Leto no SAG deixa bem claro, para mim, a importância de um filme como Dallas buyers no cinema. Principalmente concorrendo à categoria tão desejada de “melhor filme” no Oscar.

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