Vítimas do divórcio (1932)

Vítimas do divórcio (1932)

Não é segredo para quem acompanha esse blog que a minha atriz favorita, dona do meu coração, é a Katharine Hepburn. Não foi surpresa então que, em incursões em sebos de São Paulo, eu dei aquela surtada básica quando achei duas (DUAS!) biografias da rainha suprema. Mas eu não podia levar nenhuma, afinal já tinha gastado os tubos em outras sessões de surto na Livraria Cultura e na Fnac. No entanto, minha melhor amiga e companheira de passeio, decidiu me presentear com uma delas; eu precisava escolher. Decidi que aceitava, sim, e que levaria Uma mulher fabulosa, de Anne Edwards – a outra tinha um viés meio sensacionalista, e eu não sei se já estava preparada para derrubar alguns mitos sobre minha diva. Sou dessas.

Todo esse prólogo é apenas para dizer que ler esse livro, me fez querer ver depressa alguns filmes que ainda não vi da Kate, pois ele é rico em detalhes de bastidores e produção de cada um. E por que não começar pelo começo?

A bill of divorcement é o primeiro filme de Katharine Hepburn, em uma época em que ela atuava apenas no teatro, e ainda não era uma estrela – longe disso. A verdade é que o destino – e o diretor George Cukor, futuro de BFF de Kate –  deu uma mãozinha para que Hepburn estreasse finalmente no cinema, ao lado de John Barrymore, e ainda por cima, com um salário bastante alto para a época – 1500 dólares por semana – deixando muita gente no estúdio RKO de cabelos em pé. E, de quebra, mostrasse a que veio.

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A mulher do dia (1942)

A mulher do dia (1942)

Hoje seria aniversário de uma das mulheres mais influentes e pra frentex que já tivemos em Hollywood. Em um sistema dominado por homens, em que as mulheres tinham bem menos poder do que atualmente, ela atreveu-se a quebrar regras. Não foram as calças compridas que tornaram Katharine Hepburn mundialmente famosa; e sim sua personalidade, que muitas vezes atravessava os papeis que fez no cinema.

A mulher do dia é um desses incontáveis trabalhos de uma atriz que foi indicada 12 vezes ao Oscar. Sua personagem, Tess Harding, é uma mulher completamente fora dos padrões esperados em 1942. Apesar da lição de moral sexista dada no final do filme (segura o spoiler!), Kate aproveita para dar aquela sapateada básica na cara do cinema. Aqui ela é uma mulher influente, independente, tudo que gostaríamos de ver mais em filmes antigos. Além disso, A mulher do dia foi o primeiro filme da parceria Katharine-Spencer Tracy dentro e fora das telas. Continue Reading…

A costela de Adão (1949)

A costela de Adão (1949)

Nunca escondi aqui no blog que Katharine Hepburn é a minha atriz favorita, e que o casal que ela formou com Spencer Tracy dentro e fora das telas me deixa em modo sofrência. Já dediquei um post antes para falar da história dos dois, e do quanto admiro/invejo a capacidade de Kate ter amado esse cara de maneira tão incondicional e não-egoísta (logo ela, que era uma pessoa tão “eu, eu, eu”).

Bom, essa linda química não ficava só nos bastidores: eles fizeram nove filmes juntos, e se tornaram o casal-modelo das comédias românticas da maneira que as conhecemos hoje – o par que se detesta e se alfineta o tempo todo, mas que no fim das contas, acaba junto; a velha comédia da guerra dos sexos. Esse foi um tema que permeou alguns de seus filmes. O exemplo mais claro disso – e também meu favorito da dupla – é A costela de Adão, de 1949.

Katharine Hepburn sempre foi uma mulher fora do comum, a frente do seu tempo. Em uma sociedade machista e patriarcal, ela sempre fez o que quis sem perguntar a opinião de alguém. Foi a mulher fabulosa que sua família a criou para ser. Mas o que isso tem a ver com o filme? Pois é. Acontece que Amanda, a personagem da atriz em Adam’s Rib, é mais uma daquelas que deixa transparecer nas telas muito do que ela pensava e era. Não tinha pra ninguém. Muito menos para o pobre personagem de Spencer, Adam.

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TOP 10 remakes que deveríamos lembrar

TOP 10 remakes que deveríamos lembrar


Hoje vamos falar deles, os remakes. Preparamos uma lista (para esse tema caberia uma, duas, três listas se incluirmos os mais cafonas) daqueles que valeram a pena e também das bombas que jamais deviam ter alcançado a luz do dia. Caso tenha perdido algum, sempre pode-se recorrer ao torrent. Alguns desses filmes sofreram adaptações em relação ao original, mas retratam a mesma história.

 

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Quando o coração floresce (1955)

Quando o coração floresce (1955)

“All my life I stayed at parties too long because I didn’t know when to go.”

Ser solteira é quase… uma profissão, digamos assim. Não uma profissão fácil, nem sempre feliz. Você pode ir em qualquer festa e existe aquele clima aparentemente forçado de “somos todos muito felizes, que ótimo, que barato”, etc, etc. E no fundo, todo mundo espera alguma coisa acontecer, a qualquer hora, como se nossa vida fosse um filme, e o ponto alto, ou mesmo o plot twist ainda não tivesse chegado. No fim das contas, a maioria das pessoas – ou as pessoas muito viciadas em cinema, como essa que vos fala – espera esse tal de milagre, que muda tudo, e aí toca Ain’t no Mountain High Enough quando você anda na rua, e fica tudo ótimo. Bem, muitas vezes esse plot twist demora, e talvez não venha nunca. Na verdade, isso parece coisa de gente que vive no mundo da lua. Mas bem lá no fundo, todo mundo espera o mesmo.

Essa busca por algo que é difícil de ser nomeado, é um dos motivos que levam Jane Hudson (Katharine Hepburn), uma secretária de Ohio, até Veneza. Na história de Quando o coração floresce (Summertime), ela embarca em uma jornada de autodescoberta e de aventura, e descobre que o tal do milagre não é tãããão impossível assim de acontecer.

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Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver

Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver
I think he’s probably the best actor who ever hit the screen.
(Frank Capra)

Hollywood sempre foi um lugar onde as unanimidades são raras. Mas, um desses casos, sem dúvida nenhuma, é James Stewart. Um dos astros mais versáteis que o cinema produziu, Jimmy no início de sua carreira fixou no público a imagem do sujeito de bom coração,  trabalhador e honesto. Essa ideia que se tem dele condizia totalmente com a realidade; nunca houve alguém com algo ruim para dizer sobre ele. A carreira de James Stewart foi brilhante, com mais de oitenta filmes e trabalhos com grandes diretores como Alfred Hitchcock, John Ford e Frank Capra. Sua carreira teve duas fases: antes e depois da Segunda Guerra Mundial. A primeira é marcada por comédias românticas e personagens no melhor estilo Frank Capra. No entanto, Jimmy abandonou Hollywood temporariamente para ir à guerra. Esse acontecimento mudou totalmente a visão do ator, tornando sua atuação ligeiramente mais sombria, menos ingênua, digamos assim. Quem explorou essa nova faceta do astro, foi Alfred Hitchcock, com quem Jimmy fez quatro filmes.

Foi um desafio escolher cinco filmes estrelados por ele para recomendar. Eu já vi muitos filmes de Jimmy; nenhum que eu possa chamar de ruim. Deixei  fora propositalmente A felicidade não se compra,  de 1946, pois já escrevi sobre ele antes. Por fim, convido você a descobrir mais preciosidades da carreira desse grande astro. É garantia de nunca se decepcionar quando você quer algo realmente ótimo para assistir. Continue Reading…

Kate & Spence: “um sentimento ímpar”

Kate & Spence: “um sentimento ímpar”
Amor não tem nada a ver com o que você espera obter, mas apenas com aquilo que você espera dar, o que vem a ser tudo. (…) Eu amei Spencer Tracy. Ele, os interesses dele e as exigências dele estavam em primeiro lugar. Isso não foi fácil, porque definitivamente eu era do tipo ‘eu-eu-eu’. Foi um sentimento ímpar o que tive por S. T.
Esse ano tive, finalmente, a oportunidade de ler a autobiografia de uma das minhas atrizes favoritas de todos os tempos, Katharine Hepburn. Sempre a admirei por sua atuação e tinha uma vaga noção de sua personalidade de leituras que fiz aqui, ali e em todo lugar. No entanto, “Eu: histórias de minha vida” me surpreendeu por não ser uma biografia convencional. Bom, não deveria ser surpresa: a autora da biografia não poderia ser menos convencional. Kate traz histórias maravilhosas de uma vida brilhante, com seus altos e baixos, mas o que mais me marcou ao final da leitura foi, sem dúvidas, o amor desmedido que ela sentia por Spencer Tracy, e que rendeu uma das histórias mais marcantes de Hollywood. Amor desinteressado, amor incondicional; eis a lição que Hepburn me ensinou.

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Adivinhe quem vem para jantar (1967)

Adivinhe quem vem para jantar (1967)
A questão do preconceito racial já foi tema de muitos filmes, de diversas formas, e atualmente talvez não seja grande novidade falar disso no cinema. Mas, em 1967, Stanley Kramer dirigiu Guess who’s coming to dinner, um filme que falava não só do preconceito recíproco entre “brancos” e “negros”, mas também falava sobre temas como intolerância, relação entre pais e filhos, casamento inter-racial e hipocrisia. Constantemente considerado como datado, o filme conta com ótimos diálogos e tem a fantástica dupla Katharine Hepburn e Spencer Tracy (em sua última atuação), além de Sidney Poitier (em ótima atuação) e Katharine Houghton, sobrinha de Hepburn.

Mostrando a tensa relação entre as famílias Drayton e Prentice, Stanley Kramer nos faz refletir sobre o que somos e o que achamos que somos.

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Levada da breca (1938)

Levada da breca (1938)

Junte um Cary Grant nerd, sério e comprometido, uma Katharine Hepburn ingenuamente maluca e hiperativa, um cachorrinho que ama ossos de brontossauro e um leopardo chamado Baby. Reunindo tudo isso com maestria, a direção do gênio Howard Hawks. Como resultado você terá uma das comédias mais insanas de todos os tempos: Bringing up Baby, de 1938.

O enredo é aparentemente simples, mas ao mesmo tempo não é. Katharine Hepburn é Susan, a sobrinha de uma milionária em vias de decidir seu testamento. Cary Grant é David, um paleontólogo que está de casamento marcado (com uma mulher que é um verdadeiro pesadelo), tentando conseguir uma doação de um milhão de dólares  para o museu onde trabalha, e conseguir completar o seu tão querido esqueleto de brontossauro. Continue Reading…

                                    
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