Eu sei o que aconteceu a Baby Jane

Eu sei o que aconteceu a Baby Jane

Quando Harry Potter and the Cursed Child foi finalmente anunciado, minhas melhores amigas (e revisoras do Cine Espresso) ficaram muito eufóricas com a possibilidade de assistir algo que elas amavam tanto pela primeira vez no teatro. Embora eu tivesse ficado muito contente por elas, não entendia de verdade a dimensão de algo que forma o seu caráter “estar de volta” e causar os mesmos frissons adolescentes de 10 e tantos anos atrás. Até que um belo dia tomei conhecimento de que O que terá acontecido a Baby Jane?, um dos filmes que formou meu caráter como cinéfila, seria adaptado para palcos brasileiros. Aí, meus senhores, eu senti na pele os arrepios ao olhar uma simples foto dos ensaios ou ao assistir à coletiva de imprensa com o diretor e o elenco.

E, depois de ter tido a oportunidade de assistir a essa adaptação teatral na primeira fila, tentarei descrever um pouco do que senti ao ver Eva Wilma e Nicette Bruno representando as personagens tão consagradas por Bette Davis e Joan Crawford.

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5 momentos que nos remeteram ao cinema em RuPaul’s Drag Race

5 momentos que nos remeteram ao cinema em RuPaul’s Drag Race

RuPaul’s drag race é aquele tipo de programa que nos deixa vidrados em frente à televisão. Coisas misteriosas acontecem quando você começa a assisti-lo, como terminar as seis temporadas em menos de uma semana. Para os fãs de cinema, o programa tem um gostinho diferente. Cada vez que RuPaul cita Joan Crawford, Judy Garland ou Mamãezinha Querida, nossos ovários explodem! Compilamos cinco momentos que nos fizeram nós, cinéfilos, adorar ainda mais esse reality show.

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Grande Hotel (1932)

Grande Hotel (1932)

Grand Hotel was a grand film, a grand experience in my life. I’m so proud. I was thrilled when I heard I was going to do be doing it. I only wanted to be worthy.

Joan Crawford

No começo dos anos 30 não tinha para ninguém: Irving Thalberg era o cara. Este moço na casa dos 20 anos , ambicioso e com um faro incrível para o que agradava as plateias, realizou uma revolução silenciosa no cinema. Quando pensamos na MGM dos anos 30, no “sistema” que elevou esse estúdio ao posto de um dos maiores da época, é o nome Irving Thalberg que vem aos lábios. Ao lado de Louis B.Mayer, ele formou uma das duplas mais dinâmicas de figurões do cinema. Grande Hotel é a política Thalberg-Mayer levada ao extremo: grandes estrelas, orçamentos caros, glamour, muitas reescritas e retakes. E os caras entendiam tanto do riscado que esse filme foi um dos grandes hits de 1932 e ainda faturou o Oscar de melhor filme!

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De Mulher Para Mulher (1941)

De Mulher Para Mulher (1941)

Não é comercial da Marisa! “De Mulher Para Mulher” (título nacional de “When Ladies Meet”, de 1941) é um daqueles filmes de triângulo amoroso que a gente adora, estrelando Joan Crawford, Greer Garson, Robert Taylor e Herbert Marshall. O trailer deixa claro que a produção foi uma tentativa da MGM para repetir o sucesso de “Núpcias de Escândalo” e “Fruto Proibido” que também reuniram as maiores estrelas daquele período em ótimas comédias. A fórmula não deu tão certo assim, tanto que nem sequer sabíamos da existência dele até pouco tempo.

“When Ladies Meet” pode não ser tão engraçado quanto os filmes que citamos, na verdade é repleto de momentos dramáticos que podem tê-lo prejudicado como comédia. Talvez ele tenha sido “vendido” da maneira errada.

Após finalmente assistí-lo posso afirmar que o filme me surpreendeu em todos os sentidos, e que é muito mais que um punhado de estrelas de cinema. Comédia ou drama, trata-se de uma boa história. Continue Reading…

Uma aventura em Paris (1942)

Uma aventura em Paris (1942)

 A Segunda Guerra Mundial foi um período bastante fértil para o cinema. Depois de chutar o pau da barraca e resolver romper com a colaboração alemã (sim, os americanos colaboraram para difundir ideias fascistas com seus filmes, mais detalhes no texto sobre o filme Tempestades d’alma), os americanos decidiram que era hora de arregaçar as manguinhas e detonar os alemães da melhor forma possível: fazendo filmes.

Essa atitude foi motivada por questões financeiras, uma vez que os filmes americanos não podiam mais entrar na Alemanha. Isso gerou uma grande perda de dinheiro, pois o segundo maior mercado de exportação de filmes pertencia aos alemães. Os estúdios ficaram furiosos. Como consequência temos diversos filmes de guerra contra o nazismo, que passavam pela OWI (Office of War Information), órgão criado por Franklin D.Roosevelt. A pergunta chave desse escritório, que tinha uma subdivisão dedicada ao cinema, era: “Este filme irá ajudar a ganhar a guerra?”.

Talvez Uma aventura em Paris (Reunion in France) não tenha ajudado a ganhar a guerra, mas certamente mostrou-se eficaz ao retratar a vida na França ocupada pelos alemães.

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Alma em suplício (1945)

Alma em suplício (1945)
Veda, I think I’m really seeing you for the first time in life and you’re cheap and horrible!

James M. Cain era a galinha dos ovos de ouro do cinema. Em três anos consecutivos três de seus livros seriam transformados em filme: Dupla indenização (1944), A história de Mildred Pierce (1945) e O destino bate a sua porta (1946). Não foi à toa, estávamos no auge da era noir do cinema e o público desejava grandes histórias. A história de Mildred Pierce carrega algo que poucos filmes noir tem: uma protagonista. Aos homens, o papel secundário. Alem disso, Alma em suplício é o primeiro filme de Joan Crawford na Warner Brothers, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

Minhas experiências ao ler livros adaptados para o cinema, especialmente depois de ter visto as adaptações cinematográficas 340 vezes, vão da surpresa à decepção. Há muito tempo que deixei de dizer a famosa frase “o livro é muito melhor que o filme”, pois acredito que se tratam de dois suportes diferentes. O livro funciona de um jeito e o filme de outro. Porém com A história de Mildred Pierce meu queixo simplesmente caiu. Porque, ao terminar de lê-lo, ficou evidente como esses dois suportes funcionam de formas completamente distintas. No livro você consegue odiar Veda ainda mais (e isso é possível? SIM, É!) , mas muito mais do que isso, a gente entende porque o romance foi mutilado. Em 1945 ninguém iria mostrar uma cena de estupro no cinema. Ninguém iria deixar o personagem sem levar o que ele merecia. A simples ideia de o vilão sair impune, nessa época, era inaceitável. Se o filme seguisse a risca o livro, duvido muito que fosse realizado.

 

Neste post tentaremos mostrar alguns pontos interessantes entre o livro e o filme, sem deixar de lado os bastidores, afinal Alma em suplício tem história pra contar, hein!

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TOP 10 remakes que deveríamos lembrar

TOP 10 remakes que deveríamos lembrar


Hoje vamos falar deles, os remakes. Preparamos uma lista (para esse tema caberia uma, duas, três listas se incluirmos os mais cafonas) daqueles que valeram a pena e também das bombas que jamais deviam ter alcançado a luz do dia. Caso tenha perdido algum, sempre pode-se recorrer ao torrent. Alguns desses filmes sofreram adaptações em relação ao original, mas retratam a mesma história.

 

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Parabéns Joan Crawford (1905-1977)

Parabéns Joan Crawford (1905-1977)
Hoje celebra-se Lucille Fay LeSueur. Nascida em 23.03.1905, iniciou sua brilhante carreira na década de 20, ainda no cinema mudo onde apareceu em diversos filmes, alguns inesquecíveis como O Monstro do Circo, de Tod Browning. Mais tarde, a jovem, doce (e belíssima!) caiu nas graças de todo o mundo estrelando filmes românticos com Clark Gable, que aliás alcançou o estrelato impulsionado por ela. Joan Crawford revelou-se uma dançarina carismática e competente no maravilhoso “Dancing Lady” de 1933. O que difere Joan Crawford de outras atrizes é que o trabalho era sua prioridade, ela dedicou sua vida, quase que inteiramente para o show business. Sempre fez questão de ter uma relação próxima com os fãs e responder suas correspondências, era muito grata pela posição que alcançou. Todos que trabalharam com ela, a definem como extremamente profissional e perfeccionista. Me parece que mais que qualquer adjetivo, Joan Crawford foi uma perfeccionista.

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Sob o signo do sexo (1959)

Sob o signo do sexo (1959)

O cinema é o espelho da sociedade. Os valores pregados por ela estão em cada filme que assistimos, diretamente ou não. Talvez a percepção disso tenha me estragado como cinéfila. Não há filme que espelhe mais a sociedade dos anos 50 do que Sob o signo do sexo. Mas não se engane, pois você vai encontrar muitos ecos do que este filme preconiza nos dias de hoje. E é por isso que o escolhi, numa tentativa de mostrar que ainda pensamos como a sociedade dos anos 50 sob muitos aspectos. Sim, lá vem um post feminista.

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GUILTY PLEASURE: Dez fracassos de bilheteria que amamos!

GUILTY PLEASURE: Dez fracassos de bilheteria que amamos!

Preparamos uma lista com nossos fracassos/FLOPS/veneno de bilheteria/bombas/fiascos comerciais favoritos! Por diversos motivos esses filmes foram rejeitados, mas passaram em um dos testes mais importantes: sobreviveram ao tempo. Cleópatra e O Mágico de Oz não foram citados, mas são um ótimo exemplo. Não podemos deixar de fora as produções de baixo orçamento, alguns são irrelevantes até hoje e outros causaram um grande impacto na cultura popular com o passar dos anos.

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