Viva Maria! (1965)

Viva Maria! (1965)

Achei Jeanne simples, mas sofisticada, calorosa mas dura, sedutora mas temível, enfim, eu a achei tal qual a imaginava, com seu extraordinário poder de sedução que mal dissimulava seu caráter de aço temperado. Eu não a achava bonita, mas pior, perigosa. Ensaiamos nossas canções abraçadas pelas cinturas como duas crianças. Minha voz se esganiçava, a dela desabrochava. Ela me sorria gentilmente. Compreendi por que os homens eram loucos por ela.  – B.B. sobre Jeanne Moreau.

Talento, beleza e ousadia: acho que são as três palavras que mais definem Jeanne Moreau e Brigitte Bardot. Ambas frutos da década de 50 do cinema francês compartilharam mesmo sem saber, gosto, sonhos e até homens. Um dos grandes eventos da década de 60 não poderia ser nada mais, nada menos do que um filme entre essas duas divas eternas, “Viva Maria!” de Louis Malle. Gravado no México durante quatro meses, “Viva Maria!” foi uma super produção que contou com mais de 150 técnicos. Malle chamou o produtor de Buñuel para as filmagens – Óscar Dancigers – além de utilizar a casa do diretor no México, para hospedar algumas pessoas. Continue Reading…

Top 10 filmes de Jeanne Moreau

Top 10 filmes de Jeanne Moreau

No dia 23 de janeiro uma das maiores atrizes que o cinema francês já conheceu  – e não estamos falando sobre Catherine Deneuve, pardon – estará completando 87 anos. Jeanne Moreau tem uma carreira que se confunde com a própria história do cinema. Com 146 filmes no currículo ela se envolveu em muitos projetos ousados, incluindo um filme rodado no Brasil, Joana Francesa.

 

E como nem só de Jules e Jim vive o homem, muito menos a carreira de Jeanne Moreau, o Cine Espresso homenageia esta legendária atriz escolhendo seus 10 melhores filmes. Eles não estão agrupados do mais fraco ao mais forte, para nós é muito difícil escolher apenas 10, acreditamos que todos são maravilhosos. Vem!

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Corações loucos (1974)

Corações loucos (1974)

 Há mais ou menos um ano atrás estava eu descobrindo o cinema francês, aliás estava descobrindo o cinema em si, e eis que me deparo com um filme estilo Lolita, só que francês, chamado “A filha da minha mulher” (1981) dirigido por Bertrand Blier, com o ator Patrick Dewaere, Maurice Ronet e Ariel Besse. Impressionada com a atuação de Dewaere, fui procurar mais filmes para assistir e escolhi ”Corações Loucos”, também de Bertrand Blier, pois tinha o Depardieu no elenco. Desse dia em diante, esse filme começou a ocupar um lugar muito importante em meu coração, pois foi através dele que conheci Jeanne Moreau, sim! Jules et Jim ou qualquer outro grande sucesso seu dos anos 50/60 não foi meu primeiro filme com a Jeanne, mas sim essa pequena participação de 19 min nesse longa metragem. Claro, foi amor à primeira vista!


Corações loucos não é um filme para ver junto com toda a família, pois trata do politicamente incorreto. Seu próprio nome em francês já deixa isso bem claro, quando traz uma das gírias para testículos como nome do filme. Ele é ousado para os dias de hoje, que dirá para a época – 1974 – em que foi lançado. Além de ser alvo de censura, teve que mudar sua classificação indicativa para 18 anos devido ao teor dos diálogos e das cenas. Adaptado do romance homônimo escrito pelo próprio Blier, esse é o quarto filme do diretor, que não tinha tido muito reconhecimento com trabalhos anteriores, mas que consegue alcançá-lo com o lançamento desse filme polêmico. 

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Eva (1962)

Eva (1962)

O ano de 1962 talvez tenha sido um dos mais importantes na carreira da atriz Jeanne Moreau, neste ano, ela fez seu primeiro filme com três grandes diretores, Orson Welles, François Truffaut (Jeanne anteriormente, apenas tinha feito, uma pequena participação em “Os Incompreendidos”) e Joseph Losey. Truffaut  conseguiu marcar a imagem da atriz e da mulher sedutora no triângulo amoroso “Jules et Jim”, fazendo com que até hoje Jeanne, seja atrelada a sua personagem Catherine; Orson Welles deu a oportunidade dela atuar no filme “O processo” ao lado de Anthony Perkins e Romy Schneider e, Joseph Losey, no filme “Eva” ratificou a sua imagem no cinema, de femme fatale, que não usa só a beleza, mas também a inteligência, para conquistar os homens.

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Dez cenas mais sensuais do cinema

Dez cenas mais sensuais do cinema

Às vezes a magia no cinema está naquilo que a câmera não diz, que nos deixa pensando. Chamamos esse processo de elipse. Outras vezes, a graça está justamente no que a câmera nos revela, mas de um jeito todo especial. Hoje decidimos eleger as 10 cenas mais sensuais do cinema.

Mostrar a sensualidade e o sexo no cinema sempre foi um processo de ilusão na minha opinião. O erotismo no cinema nos fascina, embora esteja sempre distante da realidade. Ninguém pensa em transar como nos filmes, isso não existe. Não importa. Ver uma bela cena de amor no escurinho do cinema tem seu valor. Desde o surgimento do cinema, os diretores mostraram o sexo de diversas formas. Quando o código Hayes de censura chegou em Hollywood, essas pessoas provaram que podiam falar de sexo através de metáforas e elipses. Depois com a revolução de 1960, as cenas se tornaram mais “reais”, tentando se aproximar do nosso cotidiano. Selecionamos cenas para todos os gostos, desde as mais poéticas até as mais explícitas, por vezes até chocantes. Cenas que, de alguma forma, quebraram padrões na maneira como o sexo e o erotismo é tratado nos filmes.
Não foi fácil elaborar a lista, confesso. Também confesso que meu gosto pessoal influenciou bastante nela. Por isso, se lembrarem de alguma cena que ficou de fora, escrevam na valorosa caixa dos comentários!
Vamos ao nosso top 10?

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As ligações perigosas (1959)

As ligações perigosas (1959)

Nada mais certeiro do que os créditos de abertura de As ligações perigosas serem um tabuleiro de xadrez. A metáfora utilizada pelo diretor Roger Vadim poderia resumir o filme e até mesmo a vida. No xadrez cada movimento que fazemos necessita de precisão. Ele deve ser calculado, as perdas e o ganho de mexer nessa ou naquela peça. Em As ligações perigosas, as pessoas são as peças, mas quem é a jogadora? Bem, digamos que ela seja nada mais nada menos do que Jeanne Moreau.

A releitura de Roger Vadim do romance epistolar de Choderlos de Laclos gerou polêmicas, o que é interessante se pensarmos que já estávamos as portas dos anos 60. Como uma adaptação livre de um romance mais velho que a sua avó poderia ainda chocar as pessoas? Simples, é só ambientá-lo na Paris dos ricaços e colocar Jeanne Moreau no papel principal, que era considerada uma mulher indecente para a época. Mas logo falaremos sobre isso. O resto deixe por conta da palavra “adaptação” que por si só suscita discussões ferrenhas.

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