Ponte dos espiões (2015)

Ponte dos espiões (2015)

Dia desses fui a um curso bacana sobre o Steven Spielberg, e o palestrante falou sobre um filme prestes a ser lançado do cara, e que tinha como protagonista ninguém mais, ninguém menos que o Tom Hanks. Mostraram o trailer, e eu fiquei doida para assisti-lo. O tema: a Guerra Fria e a paranoia gerada sobre basicamente qualquer coisa, qualquer pessoa na época.

Triste mesmo foi esperar Ponte dos espiões ser lançado na Gringolândia, onde moro, em um horário digno para que idosas como eu pudessem assistir. Finalmente, consegui, no último sábado, e mal podia esperar para vir para cá escrever a respeito. Bridges of spies tem o poder de prender a atenção do telespectador, do início ao fim. De tirar o fôlego, apenas.

Mais um Spielberg feat Hanks de responsa!

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Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1941

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1941
 Em plena Segunda Guerra, Hollywood vivia um momento We are the world, com uma série de filmes e ações numa espécie de esforço de guerra. Na 13ª edição do Oscar, que aconteceu no dia 27 de fevereiro de 1941, dentre outras coisas, teve o presidente Franklin D. Roosevelt discursando via rádio, Bette Davis num momento representante da turma, lacrando ao falar sobre a Guerra, ex-namorados ganhando prêmios, melhores amigos concorrendo na mesma categoria, gente fazendo a Katy Perry no banco do Grammy e, por fim, vencedores inesperados – e os mesmos esnobados de sempre.

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Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1940

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1940

Costuma-se dizer que 1939 é o melhor ano do cinema ever. Era de se esperar, então, que no ano seguinte, na premiação da Academia, o kisuco fervesse. Muitos filmes ótimos e memoráveis foram feitos naquele ano, do tipo que lembramos até hoje – realmente, você se lembra de TODOS os filmes que concorreram ao Oscar há cinco anos atrás?

Então… 1939 foi um ano inesquecível do cinema, e, é claro, isso se refletiu no Oscar de 1940 – meu ano favorito da premiação.

Teve prêmio de melhor ator marmelada, gente fazendo história, E o vento levou lacrando, aquele veneninho básico, and more.

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A loja da esquina (1940)

A loja da esquina (1940)

Sempre digo que os filmes podem nos surpreender para bem ou para o mal. Para não falar de novo sobre Barbara Stanwyck (a intenção era que minha dica de natal fosse Remember the night, um de seus filmes com o adorável Fred MacMurray), decidi procurar uma lista de filmes de natal. Foi mais ou menos como a personagem de Cher em Minha mãe é uma sereia escolheu a cidade onde ela e as filhas morariam: apontei o cursor para o primeiro filme da tela. E esse filme era A loja da esquina.

Só posso dizer que foi uma escolha surpreendente. Quando o filme terminou, a primeira coisa que me perguntei foi: onde está o espírito de natal? Será que devo escrever sobre ele? A loja da esquina me deixou uma sensação de melancolia e levemente triste. Porém, se você olha com atenção para o filme verá que ele exalta algo que deveríamos levar para a vida inteira: a capacidade de enxergar o lado bom das coisas, mesmo quando tudo parece fadado ao fracasso.

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Tempestades d’Alma (1940)

Tempestades d’Alma (1940)
Era sempre a mesma ladainha: toda vez que Hollywood tentava fazer um filme antinazista, o cônsul alemão em Los Angeles, Georg Gyssling, dizia não e o filme era arquivado. Assim estabeleceu-se uma espécie de colaboração entre Hollywood e os alemães. Eles não faziam filmes antinazistas e a Alemanha deixava que eles pudessem exibir seus filmes lá. O medo de perderem o mercado alemão fez com que os americanos, por quase uma década, excluíssem temáticas antinazistas ou antissemitas de seus filmes.
 
No entanto, a Segunda Guerra Mundial chegou e muitas coisas começaram a mudar a partir daí.
Como se pode imaginar a guerra afetou a distribuição dos filmes no mundo. Hitler cortou pela metade a receita de Hollywood na Alemanha. Na França, os filmes americanos não podiam mais entrar. Foi então que os chefões dos estúdios decidiram chutar o pau da barraca. Ah é, quer dizer então que vai ser assim agora? Vão cortar a nossa receita, produção? Então nós vamos quebrar o nosso pacto de silenciamento do nazismo e dos judeus, vamos fazer filme antinazistas. Eles quebraram o pacto, como se diz, “naquelas”. Tempestades d’Alma foi o primeiro filme antinazista significativo.

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Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver

Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver
I think he’s probably the best actor who ever hit the screen.
(Frank Capra)

Hollywood sempre foi um lugar onde as unanimidades são raras. Mas, um desses casos, sem dúvida nenhuma, é James Stewart. Um dos astros mais versáteis que o cinema produziu, Jimmy no início de sua carreira fixou no público a imagem do sujeito de bom coração,  trabalhador e honesto. Essa ideia que se tem dele condizia totalmente com a realidade; nunca houve alguém com algo ruim para dizer sobre ele. A carreira de James Stewart foi brilhante, com mais de oitenta filmes e trabalhos com grandes diretores como Alfred Hitchcock, John Ford e Frank Capra. Sua carreira teve duas fases: antes e depois da Segunda Guerra Mundial. A primeira é marcada por comédias românticas e personagens no melhor estilo Frank Capra. No entanto, Jimmy abandonou Hollywood temporariamente para ir à guerra. Esse acontecimento mudou totalmente a visão do ator, tornando sua atuação ligeiramente mais sombria, menos ingênua, digamos assim. Quem explorou essa nova faceta do astro, foi Alfred Hitchcock, com quem Jimmy fez quatro filmes.

Foi um desafio escolher cinco filmes estrelados por ele para recomendar. Eu já vi muitos filmes de Jimmy; nenhum que eu possa chamar de ruim. Deixei  fora propositalmente A felicidade não se compra,  de 1946, pois já escrevi sobre ele antes. Por fim, convido você a descobrir mais preciosidades da carreira desse grande astro. É garantia de nunca se decepcionar quando você quer algo realmente ótimo para assistir. Continue Reading…

A felicidade não se compra (1946)

A felicidade não se compra (1946)

Strange, isn’t it? Each man’s life touches so many other lives. When he isn’t around he leaves an awful hole, doesn’t he?

A Segunda Guerra Mundial rendeu muitos lucros para Hollywood, como não poderia deixar de ser, já que o cinema serviu na época como propaganda de guerra, e os filmes eram exportados para os países aliados, pois, devido ao esforço de guerra, os orçamentos de filmagens nesses lugares eram limitados. Além disso, muitos artistas viram sua vida mudar com a guerra, como o caso de Clark Gable, que perdeu a esposa durante o conflito, a atriz Carole Lombard, que estava em um avião abatido por engano pelos alemães. Abalado, ele se juntou aos soldados e combateu durante um longo período. Vários outros artistas estiveram envolvidos de uma forma ou de outra, e um deles foi James Stewart, que se alistou logo no início da guerra. A violência do conflito deixou sua marca no ator, que, após o término da guerra, voltou para os Estados Unidos desiludido e decidido a abandonar o cinema de vez.

No entanto o seu amigo, o diretor Frank Capra, estava planejando aquele que seria seu último filme na RKO, e só conseguia ver Jimmy no papel do protagonista. Em consideração ao amigo, ele acabou aceitando, e assim nasceria um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos: A felicidade não sem compra (It’s a wonderful life). Um verdadeiro conto de Natal, repleto de cenas memoráveis e que se tornaria referência, o filme mostra como uma pessoa pode fazer a diferença na vida de outras e na importância de se ter amigos verdadeiros.

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Que papai não saiba (1938)

Que papai não saiba (1938)

O período clássico do cinema hollywoodiano guarda muitas pérolas hoje pouco conhecidas, sobretudo no gênero comédia romântica. Em conversas e vasculhando o Filmow muitas vezes descubro essas preciosidades, e invariavelmente escapa a seguinte exclamação: “NÃO ACREDITO QUE ESSES DOIS FIZERAM UM FILME JUNTOS!!!”. Esse foi o caso de Vivacious lady (Que papai não saiba), que traz dois dos mais amados ídolos da época juntos: Ginger Rogers – muito mais do que só a parceira de Fred Astaire, como é lembrada hoje – e James Stewart – o eterno cara legal, com seus olhos de cachorrinho que caiu da mudança. Lançado na época em que o Código Hays proibia praticamente de tudo nas telas do cinema, esse filme traz como um de seus temas o ardor de um jovem casal que não consegue consumar o casamento. Dirigido por George Stevens, Vivacious lady conseguiu dar um baile na censura dizendo com olhares e gestos o que não poderia ser colocado em palavras.

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Cinco filmes de Grace Kelly que você deveria ver

Cinco filmes de Grace Kelly que você deveria ver

Se estivesse ainda entre nós Grace Patricia Kelly, a Princesa Grace de Mônaco, estaria hoje completando 84 anos. Musa de Hitchcock, Grace abandonou o cinema precocemente para casar-se com Rainier III, que proibiu a esposa de atuar, tendo inclusive banido seus filmes de Mônaco. Ainda assim, Grace deixou para a história do cinema uma pequena, mas respeitável filmografia. Como forma de lembrar a data e homenagear a eterna “princesa de gelo”, como apelidou-a Hitchcock, vale relembrar cinco filmes da musa que merecem ser vistos e revistos.

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Sortilégio de amor (1958)

Sortilégio de amor (1958)

O dia das bruxas está chegando, e com isso pipocam por aí dicas de filmes para assistir relacionados ao tema. Sendo assim, decidi eu mesma compartilhar uma dica, uma dica preciosa que tornou-se uma agradável surpresa para mim, que tenho grande afeto pelos protagonistas desse filme.

Devo alertar, é claro, que embora o casal principal venha de um filme de Hitchcock, a história está mais para Bewitched do que para A bruxa de Blair, portanto se você não gosta de histórias de bruxinhas adoráveis, caia fora! Mas, outro alerta (e um convite): James Stewart e Kim Novak podem (e vão), com o perdão da expressão breguinha, enfeitiçar você. Basta você deixar, relaxar e sentar para assistir Bell, Book and Candle, uma pérola cinematográfica (no bom sentido) de 1958.

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