Chinatown (1974)

Chinatown (1974)

Forget it, Jake. It’s Chinatown.

Poucos filmes norte-americanos dos anos 70 casaram tão bem a nostalgia da Old Hollywood com nova geração de cineastas independentes quanto Chinatown. As câmeras Panavision, uma das grandes tecnologias do momento, caminhavam ao lado de uma história que poderia muito bem ter saído de um filme noir dos anos 40. Ou da mente de um Raymond Chandler, quem sabe.

Chinatown coroou a volta de Roman Polanski ao cinema, depois de quatro anos em Roma. Talvez muito de seus sentimentos em relação ao assassinato da esposa, Sharon Tate, estejam refletidos na atmosfera dura e por vezes confusa do filme. Considerado um dos grandes neo-noir do cinema, Chinatown também tornou-se famoso pelas tretas entre Faye Dunaway, uma das protagonistas, e o diretor. O Programa do Ratinho parece mais um programa infantil da Mara Maravilha dos anos 80 quando lembramos que a atriz jogou uma xícara de urina no rosto de Polanski.

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TOP 10 remakes que deveríamos lembrar

TOP 10 remakes que deveríamos lembrar


Hoje vamos falar deles, os remakes. Preparamos uma lista (para esse tema caberia uma, duas, três listas se incluirmos os mais cafonas) daqueles que valeram a pena e também das bombas que jamais deviam ter alcançado a luz do dia. Caso tenha perdido algum, sempre pode-se recorrer ao torrent. Alguns desses filmes sofreram adaptações em relação ao original, mas retratam a mesma história.

 

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Alguém tem que ceder (2003)

Alguém tem que ceder (2003)

Como é engraçada essa relação com filmes. Eu os comparo com as pessoas às vezes: temos aqueles que não suportamos de maneira alguma, outros que até que vai e os que amamos de todo o coração. E a categoria mais importante dos filmes, aqueles que amamos tanto que chega a ser insuportável rever. Minha relação com Alguém tem que ceder é assim. Desde que o vi no cinema, no dia dos namorados do ano de 2003, com minha mãe, esse filme tem sofrido altos e baixos. Há épocas em que simplesmente me proíbo de vê-lo com medo dos efeitos colaterais. Épocas em que penso que nenhum personagem de cinema pode dizer tanto sobre mim quanto a Erica Barry encarnada por Diane Keaton em Alguém tem que ceder. E há outras épocas em que aceito que a carga emocional que ele me desperta é algo que precisa ser revivido, pelo bem da sétima arte, de vez em quando. Essa é minha ode a todos os românticos que leêm este blog. Alguém tem que ceder é sobre nós, que não temos medo de ceder quando necessário.

O leitor deve estar se perguntando o que faz desse filme algo tão poderoso que me faça passar épocas sem revê-lo. Primeiramente eu diria que Alguém tem que ceder está para os anos 2000 como Annie Hall estava para os anos 70.  Esqueça aquelas comédias românticas pastelonas, como bem lembrou a Camila em seu post sobre Annie Hall, onde o protagonista encontra a mocinha, eles se odeiam, se apaixonam loucamente e vivem felizes para sempre. Não. Porque embora os personagens de Jack Nicholson e Diane Keaton se odeiem e se amem depois, o final feliz não é algo que vem de bandeja nesse filme. Alguém tem que ceder utiliza fórmulas clássicas desse gênero de filme e cria uma história espetacular, cheia de reviravoltas e diálogos maravilhosos. É a comédia romântica com mais frases inteligentes e espirituosas por minuto que já vi! Alguém tem que ceder é um filme verdadeiro assim como seus personagens. E é aí que ele ganha nossos corações. Além daquele sofrimento todo ao som de música francesa.

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