Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1941

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1941
 Em plena Segunda Guerra, Hollywood vivia um momento We are the world, com uma série de filmes e ações numa espécie de esforço de guerra. Na 13ª edição do Oscar, que aconteceu no dia 27 de fevereiro de 1941, dentre outras coisas, teve o presidente Franklin D. Roosevelt discursando via rádio, Bette Davis num momento representante da turma, lacrando ao falar sobre a Guerra, ex-namorados ganhando prêmios, melhores amigos concorrendo na mesma categoria, gente fazendo a Katy Perry no banco do Grammy e, por fim, vencedores inesperados – e os mesmos esnobados de sempre.

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Ciúme, sinal de amor (1949)

Ciúme, sinal de amor (1949)
I adore the man. I always have adored him. It was the most fortunate thing that ever happened to me, being teamed with Fred: he was everything a little starry-eyed girl from a small town ever dreamed of. (Ginger Rogers)
He gives her class and she gives him sex appeal.
(Katharine Hepburn)

Hollywood é a terra, entre outras coisas, da fofoca. É meio que impossível distinguir os boatos das verdades. Algumas dessas fofocas acabam por tornarem-se lendas. É o caso do relacionamento profissional e pessoal de Fred Astaire e Ginger Rogers.

É impossível falar do último filme que essa dupla fantástica fez, sem comentar sobre os aspectos pessoais que envolveram a parceria. Isso porque The Barkleys of Broadway, de 1949, dizem as más línguas, é de certa forma uma fábula daquilo que foi o relacionamento real entre Fred e Ginger.

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Dilema de uma consciência (1951)

Dilema de uma consciência (1951)

Vocês conhecem aquela música do grupo Só pra Contrariar, Mineirinho (não vou ler um post em que citam esse grupo farofeiro)? Nela tem um verso que poderia resumir muito bem minha relação, e acredito que a dos meus colegas de Cine Espresso também, com Doris Day: “O meu tempero faz quem provar se amarrar”. Doris Day pode representar o conservadorismo em pessoa, mas a verdade é que ninguém tinha esse tempero tão especial quanto ela. A moça era talentosa e infelizmente não foi valorizada como deveria. Toda vez que estou com um filme dela nas mãos, fico pensando no nível de farofa/polentice que virá. E aí você se pergunta: será que essa mulher nunca fez um filme que não seja polenta? A resposta é: SIM! E é desse filme que falaremos hoje: Dilema de uma consciência.

Na verdade, eu diria que Dilema de uma consciência usou a tal “polentice” de Doris (aka seu charme interioriano de Cincinnati, Ohio) de forma a construir um personagem convincente, vitimizado e que nos irrita e cativa ao mesmo tempo. Além disso, a polentice de Doris é confrontada com outra atriz, que ficou relegada aos filmes com Fred Astaire: Ginger Rogers. O filme é uma ótima oportunidade para vermos as duas atrizes saindo da zona de conforto e mostrando toda a extensão de seu talento.


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A incrível Suzana (1942)

A incrível Suzana (1942)

If you’re Swedish, suppose you say something in Swedish.

– “I want to be alone”…?

Nessas últimas semanas tive um surto de Ginger Rogers, mas sem Fred Astaire. Porque é fácil esquecer de vez em quando que ela foi muito mais do que a parceira de dança dele em memoráveis musicais. Mesmo que nesses mesmos filmes seja possível observar a veia cômica de Ginger Rogers, quase nunca isso é lembrado, e ela acaba ficando relegada ao papel da garota que dançou cheek to cheek com Fred em 10 filmes. Já até havia comentado sobre isso aqui, quando postei sobre outro filme dela, Vivacious lady. Filme esse, aliás, que revi durante o período de overdose de Ginger. Acabei assistindo em um mesmo fim de semana esse e mais três outros filmes: No teatro da vida (1937),  Era uma lua-de-mel (1942) e A incrível Suzana (1942). Esse último foi o que mais gostei, e que acabou até entrando na minha lista de favoritos. Eu adorei o filme, e só depois fiquei sabendo que ele fora dirigido por Billy Wilder, um dos meus diretores favoritos. No original The major and the minor foi o primeiro filme que ele dirigiu em Hollywood. 

A boa combinação entre Ginger e Ray Milland (que eu ainda não tinha visto em uma comédia), e o humor delicioso de Billy Wilder, A incrível Suzana é uma boa pedida para quem procura um filme para dar boas e fáceis risadas nesse fim de semana. Afinal, é uma sátira que quase não se leva a sério. Uma comédia de troca de identidade, que funciona principalmente apoiada em seus versáteis protagonistas, possuidores de uma grande química juntos nas telas.

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Dance comigo (1938)

Dance comigo (1938)

Won’t you change partners and then, you may never want to change partners again…

Não há como negar: Fred Astaire e Ginger Rogers simplesmente fizeram mágica nas telas e marcaram para sempre a história do cinema com seus musicais, com suas coreografias elaboradas e deliciosas de se assistir – obviamente, elas não eram tão deliciosas assim de serem gravadas, mas certamente, eles nos mostravam exatamente o contrário. Na tela, Fred e Ginger não dançavam; eles flutuavam. Simples assim. Tamanha química diante das telas não é para qualquer um. Depois de dez filmes juntos, a parceria ganhou ares de mito, e hoje é difícil falar de um, sem lembrar do outro.

Desses dez filmes, o mais lembrado é O picolino (Top Hat), de 1935, que também é considerado o melhor filme da dupla. No entanto, foi Carefree (em português, Dance Comigode 1938, o oitavo filme de Fred e Ginger que mais me cativou, o que mais me fez rir, o que tem as danças mais… mais Fred e Ginger de todas! E, pasmém – algo raro na filmografia dos parceiros de Cheek to cheek – eles até se beijam!

Nunca Astaire e Rogers foram tão bonitos, engraçados, e – por que não dizer? – sexy.

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Que papai não saiba (1938)

Que papai não saiba (1938)

O período clássico do cinema hollywoodiano guarda muitas pérolas hoje pouco conhecidas, sobretudo no gênero comédia romântica. Em conversas e vasculhando o Filmow muitas vezes descubro essas preciosidades, e invariavelmente escapa a seguinte exclamação: “NÃO ACREDITO QUE ESSES DOIS FIZERAM UM FILME JUNTOS!!!”. Esse foi o caso de Vivacious lady (Que papai não saiba), que traz dois dos mais amados ídolos da época juntos: Ginger Rogers – muito mais do que só a parceira de Fred Astaire, como é lembrada hoje – e James Stewart – o eterno cara legal, com seus olhos de cachorrinho que caiu da mudança. Lançado na época em que o Código Hays proibia praticamente de tudo nas telas do cinema, esse filme traz como um de seus temas o ardor de um jovem casal que não consegue consumar o casamento. Dirigido por George Stevens, Vivacious lady conseguiu dar um baile na censura dizendo com olhares e gestos o que não poderia ser colocado em palavras.

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