Sede de Escândalo (1931)

Sede de Escândalo (1931)

Se a MGM tinha Irving Thalberg nos seus melhores anos, a Warner Brothers não ficava muito atrás. No começo dos anos 30 o estúdio tinha Darryl F. Zanuck, responsável por colocar ordem na bagaça. A Warner Brothers deve muito a ele, pois o estúdio estava às portas da falência quando foi resgatado pelo produtor e colocado em pé de igualdade com outros grandões, como a MGM.

Sede de Escândalo tem a marca inconfundível do estilo dos maninhos Warner: dramas sociais, diálogo rápido e a preferência por histórias cruéis. Histórias de amor? Eles pouco ligavam para isso. A combinação explosiva desses três elementos funde-se com a atuação monstruosa de Edward G.Robinson, em seu primeiro papel mais dramático.

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Aconteceu naquela noite (1934)

Aconteceu naquela noite (1934)

Quando eu volto no tempo e lembro da época em que comecei a me apaixonar pelo cinema clássico hollywoodiano, a primeira coisa que me vem à mente é a absurda quantidade de vezes que assisti Aconteceu naquela noite quando eu tinha 12/13 anos de idade. Eu não sabia baixar filmes, e minha única fonte de filmes clássicos era uma (hoje finada) locadora especializada em filmes antigos. É óbvio que eu copiava os filmes para poder vê-los quantas vezes quisesse, se gostasse. Apaixonada por Clark Gable, devido às repetidas sessões de …E o vento levou, fiquei muito feliz ao encontrar o lindo na capa de Aconteceu naquela noite. Levei para casa e assisti imediatamente. E simplesmente foi amor à primeira vista. Durante os meses seguintes, não passava uma semana sem que eu revisse essa deliciosa comédia romântica. Muito mais tarde eu descobriria que o diretor dessa maravilha se chamava Frank Capra, e que aquela era só a entrada VIP para sua filmografia fascinante.

No dia em que comemoramos o nascimento de Capra, relembramos Aconteceu naquela noite, um dos maiores sucessos da carreira do diretor, e a mãe de todas as comédias românticas.  Continue Reading…

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1947

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1947

A época das premiações é a mais esperada do ano pelos cinéfilos. É hora de fazer as apostas e se reunir na casa dos amigos, juntamente com o balde de pipoca, para assistir à cerimônia do Oscar. Enquanto isso ainda não acontece, o Cine Espresso começa uma série relembrando o melhor e o pior de alguns anos da premiação do Oscar. Pegue a xícara de café e venha conosco!

O ano de 1947 foi um ano em que o Oscar mais parecia uma novela mexicana do que qualquer outra coisa. Teve chororô, barracos ao estilo Programa do Ratinho e gente esnobada de novo por Hollywood.

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Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver

Cinco filmes de James Stewart que você deveria ver
I think he’s probably the best actor who ever hit the screen.
(Frank Capra)

Hollywood sempre foi um lugar onde as unanimidades são raras. Mas, um desses casos, sem dúvida nenhuma, é James Stewart. Um dos astros mais versáteis que o cinema produziu, Jimmy no início de sua carreira fixou no público a imagem do sujeito de bom coração,  trabalhador e honesto. Essa ideia que se tem dele condizia totalmente com a realidade; nunca houve alguém com algo ruim para dizer sobre ele. A carreira de James Stewart foi brilhante, com mais de oitenta filmes e trabalhos com grandes diretores como Alfred Hitchcock, John Ford e Frank Capra. Sua carreira teve duas fases: antes e depois da Segunda Guerra Mundial. A primeira é marcada por comédias românticas e personagens no melhor estilo Frank Capra. No entanto, Jimmy abandonou Hollywood temporariamente para ir à guerra. Esse acontecimento mudou totalmente a visão do ator, tornando sua atuação ligeiramente mais sombria, menos ingênua, digamos assim. Quem explorou essa nova faceta do astro, foi Alfred Hitchcock, com quem Jimmy fez quatro filmes.

Foi um desafio escolher cinco filmes estrelados por ele para recomendar. Eu já vi muitos filmes de Jimmy; nenhum que eu possa chamar de ruim. Deixei  fora propositalmente A felicidade não se compra,  de 1946, pois já escrevi sobre ele antes. Por fim, convido você a descobrir mais preciosidades da carreira desse grande astro. É garantia de nunca se decepcionar quando você quer algo realmente ótimo para assistir. Continue Reading…

A felicidade não se compra (1946)

A felicidade não se compra (1946)

Strange, isn’t it? Each man’s life touches so many other lives. When he isn’t around he leaves an awful hole, doesn’t he?

A Segunda Guerra Mundial rendeu muitos lucros para Hollywood, como não poderia deixar de ser, já que o cinema serviu na época como propaganda de guerra, e os filmes eram exportados para os países aliados, pois, devido ao esforço de guerra, os orçamentos de filmagens nesses lugares eram limitados. Além disso, muitos artistas viram sua vida mudar com a guerra, como o caso de Clark Gable, que perdeu a esposa durante o conflito, a atriz Carole Lombard, que estava em um avião abatido por engano pelos alemães. Abalado, ele se juntou aos soldados e combateu durante um longo período. Vários outros artistas estiveram envolvidos de uma forma ou de outra, e um deles foi James Stewart, que se alistou logo no início da guerra. A violência do conflito deixou sua marca no ator, que, após o término da guerra, voltou para os Estados Unidos desiludido e decidido a abandonar o cinema de vez.

No entanto o seu amigo, o diretor Frank Capra, estava planejando aquele que seria seu último filme na RKO, e só conseguia ver Jimmy no papel do protagonista. Em consideração ao amigo, ele acabou aceitando, e assim nasceria um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos: A felicidade não sem compra (It’s a wonderful life). Um verdadeiro conto de Natal, repleto de cenas memoráveis e que se tornaria referência, o filme mostra como uma pessoa pode fazer a diferença na vida de outras e na importância de se ter amigos verdadeiros.

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O galante Mr. Deeds (1936)

O galante Mr. Deeds (1936)
Frank Capra foi, definitivamente um dos melhores diretores que o cinema já teve. Pena que não tem hoje o devido reconhecimento como tantos outros da mesma época. Em grande parte dos seus filmes, Capra expôs a sua visão do americano idealizado de bom coração, antimaterialista e a ideia de que quem tem amigos na vida, tem tudo. Em O galante Mr. Deeds, que deu à Capra seu segundo Oscar, ele apresentou a história de um de seus personagens idealizados (e um dos mais queridos também), que conquistam de imediato o espectador. Mostrando ainda o contraste entre a cidade pequena, com seus valores tradicionais e relações próximas, contra a frieza, o egoísmo e a falsa sofisticação da cidade grande, com suas luzes enganadoras, Mr. Deeds é um filme doce, capaz de arrancar suspiros saudosistas de quem o assiste e mesmo trazer à tona aquele eterno questionamento de quem assiste filmes antigos demais: por que não se fazem mais filmes assim? 
 
É o efeito Frank Capra.

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