Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945

Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.
 

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Top 100 Looks do cinema – #1 – Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” (1955)

Top 100 Looks do cinema  – #1 – Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” (1955)

 

Hoje estreia aqui no Cine Espresso uma série sobre looks memoráveis do cinema. Convidamos Lucas Kovski, que é apaixonado por cinema e moda, para unir o útil ao agradável aqui no blog. Ele escolheu 100 looks da história do cinema, e conta um pouco da história desses figurinos a partir de hoje aqui. E não poderia ter escolhido uma forma melhor de começar.

 

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Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir

Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir
Barbara Stanwyck e noir é como o trecho desta música : “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você”. Não conseguimos separar uma coisa da outra. Mas, não se engane, essa linda também é a rainha dos Westerns (mais um Top 5 no forno, sim ou claro?). Em minha humilde posição de fã, arriscaria dizer que ninguém se ajusta tão bem às ideias do noir quanto ela. Pensando nisso, elaboramos um top 5 dos melhores noir estrelados por ela. Porque, afinal de contas, não é só de Pacto de Sangue que vive o homem, não é mesmo?

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Bola de fogo (1941)

Bola de fogo (1941)

Bola de fogo (Ball of fire) é daqueles filmes em que a gente vive quase uma experiência extracorpórea. Tudo nos tira do chão: as atuações, o roteiro de Billy Wilder e Charles Brackett, a direção, o romance, o lelele de Barbara Stanwyck. Eu desafio você a NÃO gostar desse filme. Mais do que informar as curiosidades do filme e fazer grandes análises, hoje gostaria de contar um pouco do que senti assistindo Missy, Gary Cooper e Dana Andrews nessa comédia de Howard Hawks. Ou sobre como Bola de fogo arrancou meu coração fora.

A screw ball comedy foi um gênero de filme muito popular, que surgiu na época da Grande Depressão. Nos anos 40, ela vivia seu auge. O que você deve saber sobre este gênero: confusão. Essa é a palavra chave. O filme inteiro é (quase) sempre calcado em um mal entendido, no caso de Bola de Fogo temos uma personagem que está fugindo da polícia e se esconde na casa de um estudioso com a desculpa de ser cobaia para suas experiências linguísticas. A screw ball comedy chama a atenção pelo bate-bola-jogo-rápido. Como assim? Os personagens sempre têm uma resposta na ponta da língua, uma respostinha afiada, cheia de ironia. Às vezes é difícil acompanhar e processar o que eles estão dizendo. Quem viu Bola de Fogo há de concordar comigo que, de vez em quando, é difícil entender as ironias de Sugarpuss O’Shea. Alguns outros filmes desse gênero são Levada da Breca, resenhado pela Camila por aqui, Aconteceu naquela noite, As três faces de Eva etc etc etc.

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A incrível Suzana (1942)

A incrível Suzana (1942)

If you’re Swedish, suppose you say something in Swedish.

– “I want to be alone”…?

Nessas últimas semanas tive um surto de Ginger Rogers, mas sem Fred Astaire. Porque é fácil esquecer de vez em quando que ela foi muito mais do que a parceira de dança dele em memoráveis musicais. Mesmo que nesses mesmos filmes seja possível observar a veia cômica de Ginger Rogers, quase nunca isso é lembrado, e ela acaba ficando relegada ao papel da garota que dançou cheek to cheek com Fred em 10 filmes. Já até havia comentado sobre isso aqui, quando postei sobre outro filme dela, Vivacious lady. Filme esse, aliás, que revi durante o período de overdose de Ginger. Acabei assistindo em um mesmo fim de semana esse e mais três outros filmes: No teatro da vida (1937),  Era uma lua-de-mel (1942) e A incrível Suzana (1942). Esse último foi o que mais gostei, e que acabou até entrando na minha lista de favoritos. Eu adorei o filme, e só depois fiquei sabendo que ele fora dirigido por Billy Wilder, um dos meus diretores favoritos. No original The major and the minor foi o primeiro filme que ele dirigiu em Hollywood. 

A boa combinação entre Ginger e Ray Milland (que eu ainda não tinha visto em uma comédia), e o humor delicioso de Billy Wilder, A incrível Suzana é uma boa pedida para quem procura um filme para dar boas e fáceis risadas nesse fim de semana. Afinal, é uma sátira que quase não se leva a sério. Uma comédia de troca de identidade, que funciona principalmente apoiada em seus versáteis protagonistas, possuidores de uma grande química juntos nas telas.

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Fedora (1978)

Fedora (1978)

Uma ode ao cinema clássico e suas divas. Crise de identidade. Crítica ferrenha ao cinema americano dos anos 70. William Holden. Com essa mistura mais atraente que o bolo de chocolate da minha avó, Billy Wilder despediu-se do cinema. Estamos falando de seu último filme, Fedora.

Quando Billy Wilder chutou o pau da barraca no ano de 1951 e denunciou através de seu filme, Crepúsculo dos deuses, toda a trairagem de Hollywood, ninguém fazia ideia de que esse filme se tornaria um tour de force do cinema, um clássico do gênero noir. Mas ao contrário do que aconteceu com muitos diretores, Billy não ficou preso a um único gênero de filme. Dirigiu o Cidadão Kane dos filmes noir, Pacto de sangue. Fez comédias como Quanto mais quente melhor e Se meu apartamento falasse, que entraram para o must see dos cinéfilos de ontem, hoje e sempre. Também tivemos suas parcerias com Marlene Dietrich em Testemunha de acusação e A mundana. Porém, como um filho pródigo sempre volta sua casa, Billy escolheu voltar para aquilo que, na minha opinião, ele sabia fazer melhor: sambar na cara de Hollywood. Fedora é um Crepúsculo dos Deuses reinventado, com um toque de absurdo.

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Crepúsculo dos deuses (1951)

Crepúsculo dos deuses (1951)
Eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos.

Começo esse post de maneira pouco convencional, falando sobre alguém que não tem nada a ver com Crepúsculo dos deuses: Joan Crawford. Quer dizer, ela não tem nada a ver diretamente. Indiretamente Joan tem, sim, muito a ver com esse filme, pois ele representa um momento que ela e outras atrizes estavam vivendo, ou seja, o ostracismo. Ontem estava revendo uma de suas entrevistas para a BBC, em 1965 se não me falha a memória. Em certo momento, ela começa a falar que sente falta de sua época inocente, os doces anos 30. Que tudo estava escancarado naqueles “dias de hoje” (imagina agora então) e que os artistas de sua época tinham um mistério, que ninguém sabia nada sobre a vida pessoal deles e que esse mistério era a graça de tudo. Crawford odiaria Twitter, Instagram e Facebook, mas isso não vem ao caso. O fato é que Crepúsculo dos deuses contém essa amargura, essa nostalgia desse tempo que está suavizado na fala de Crawford. É a visão realista que por vezes nos choca e entristece neste clássico do diretor Billy Wilder.

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Quanto mais quente melhor (1959)

Quanto mais quente melhor (1959)

Esse sexo é completamente diferente!

– Vamos, ninguém está querendo que você tenha um bebê.
 

Ninguém é perfeito, é claro, mas na mais famosa comédia de Billy Wilder, todos os envolvidos estiveram bem perto de ser.

Elaborar uma lista de melhores filmes é tarefa das mais ingratas. Sempre que você começa a planejar, há a possibilidade de esquecer algum e se odiar por isso mais tarde. Além disso, as listas foram criadas para serem discutidas. E, é claro, existem pouquíssimas unanimidades nesse sentido no que se refere ao cinema. Uma dessas exceções é Quanto mais quente melhor. Eu me atreveria até dizer que nove de dez pessoas que amam o cinema incluiriam-no em suas listas de melhores de todos os tempos. E, sim, essa maravilha realmente merece isso. Explicarei o porquê disso.

Frequentemente considerada a melhor comédia já feita, Quanto mais quente melhor deve o seu mérito ao  mentor/guru/diretor/roteirista, Billy Wilder, logo ele, que transitou por quase todos os gêneros, e que amava isso, afirmando que, assim como não fazia as refeições todas no mesmo restaurante, não fazia filmes de um só tipo. E assim como Howard Hawks, Wilder se deu muito bem dessa maneira. Com esse filme do final da década de 1950 não foi diferente.

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Pacto de Sangue (1944)

Pacto de Sangue (1944)

Considerado a quintessência do filme noir, Pacto de Sangue (Double Indemnity) é desses filmes que reúne todas as características desse gênero. Femme fatale? Tem. Anti-heroi? Tem. Fatalismo da vida? Também tem. Tudo isso conduzido por um roteiro inspirado em um dos maiores escritores noir: James M. Cain.


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A Montanha dos Sete Abutres (1951)

A Montanha dos Sete Abutres (1951)

Lançado um ano após o inesquecível “Crepúsculo dos Deuses”, essa Obra de Billy Wilder marca a primeira investida do diretor em um projeto como roteirista/produtor/diretor. Assisti à algum tempo, através da indicação de amigos e apesar de subestimado na época do lançamento, me parece o tipo de filme que “envelheceu” bem, talvez pela abordagem que ainda é extremamente atual. Cheio de personagens corrompíveis, retrata o circo feito pela imprensa para fabricar uma notícia.

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