Complicated women (2003)

Complicated women (2003)

Há um consenso de que o cinema clássico é o lugar do recato e do amor ingênuo. Sexo? Suicídio? Homossexualidade? Isso non ecziste! Os filmes clássicos são melhores, pois não mostram violência, mulheres que abortam ou saíam da norma.

Será mesmo? Não, essa é a ideia que eles querem que você tenha.

Houve um tempo em Hollywood em que as mulheres dominaram as bilheterias e fizeram filmes que falavam sobre a mulher moderna que nascia nos anos 20. Assuntos polêmicos, como aborto e infidelidade, estavam na agenda e eram tratados de uma forma que ia contra toda ideia que temos sobre filmes antigos. Esse período de zueira, quer dizer, de liberação em Hollywood, é o que chamamos de era pre-code.

Complicated Women, documentário narrado por Jane Fonda e baseado na obra de Mick La Salle, mostra que o cinema clássico pode ser sim muito ousado!

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Você me pertence (1941)

Você me pertence (1941)

Que saudades estava de escrever sobre filmes de Barbara Stanwyck por aqui! Para uma sexta-feira à noite, depois de quatro horas ouvindo meu professor falar sobre Marx, precisava urgentemente de uma comédia. Vamos ver o que temos aqui… Eu ainda não vi esse filme da Missy com o Henry Fonda, parece bom. Foi mais ou menos assim que escolhi assistir Você me pertence, último filme da dobradinha Fonda-Stanwyck.

Lá pelas tantas já estava irritada com o enredo e com a mensagem clara que Você me pertence carregava: amor e trabalho, para uma mulher, não combinam. Só meu imenso amor por Barbara Stanwyck e a vontade de, mais uma vez escrever sobre esse assunto, me fizeram prosseguir com o filme.

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Vida contra vida (1953)

Vida contra vida (1953)

Os anos 50 foram uma época difícil para as atrizes do cinema clássico que começaram suas carreiras no final dos anos 20 e início dos anos 30. A televisão erguia-se como um meio poderoso de comunicação, capaz de roubar a supremacia do cinema. Além disso, essas atrizes chegavam aos 40 ou 50 anos com o título de “velha demais para o papel X” tatuado no rosto. Um papel realmente bom tornou-se difícil, especialmente para as que não aceitavam fazer o papel da mãe da mocinha por exemplo. Não para Barbara Stanwyck. Essa canceriana, aniversariante de hoje, parece não ter se intimidado com o título de “velha” estampado em seu rosto. De mãe da mocinha até pistoleira-dona-dessa-merda-toda ela fez dos anos 50 um lindo período de sua carreira, em que trabalhou com nomes de peso como Samuel Fuller.

Vida contra vida (Jeopardy em inglês) é um exemplo feliz de como Missy conseguiu reinventar-se e reafirmar o título de uma das maiores atrizes do cinema clássico.

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Stella Dallas – Mãe Redentora (1937)

Stella Dallas – Mãe Redentora (1937)

You may say that Stella is crude and noisy and vulgar. She is. But when you get through with the play you also must say ‘That was a woman’. And it means something to play a real person. I’ve had so many other kind to do; pretty woman who didn’t matter. Stella is real.

Barbara Stanwyck

 

Muito antes da Senhora Bates ou da Mamãezinha Querida de Faye Dunaway tocarem fogo no cabaré, uma outra mãe marcou história no cinema em 1937. Essa mãe não mantinha um relacionamento pra lá de estranho com o filho ou supostamente o surrava com cabides. Ela, na verdade, era o símbolo do sacrifício e da redenção. Estamos falando de Stella Dallas, a mãe redentora que transformou a carreira de Barbara Stanwyck para sempre. Continue Reading…

Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor

Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor

Eles jantavam juntos na casa dela ao som de Benny Goodman. Para ele, ela era a melhor professora da vida que ele já teve, a greater “pro”. Ela tinha acabado de sair de um casamento/relacionamento abusivo e não queria ser vista ao lado dele. Eles jantavam ao lado de Joan Crawford e Franchot Tone. Eles eram nada mais nada menos do que Barbara Stanwyck e Robert Taylor.

Missy e Bob (seus respectivos apelidos) foram casados durante 12 anos, quase se separaram por causa da atriz Lana Turner e teriam explodido a Internet se ela existisse nos anos 40. Só se falava neles! Bob, um ator que despontava na MGM, e Missy, a mais recente divorciada do pedaço, saindo para jantar e dançar.

Como um dos casais mais famosos de Hollywood se conheceu? Em que circunstâncias? Continue Reading…

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1952

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1952

Faltam quatro dias para o Oscar e ainda não nos cansamos de analisar essa cadeia hereditária que são as premiações da Academia.

No dia 20 de março de 1952, uma tarde de quinta-feira com um lindo sol azul, um dos filmes mais ousados que a Old Hollywood já conhecera varria quase todos os prêmios de melhor ator e atriz. Além disso, Gene Kelly estrelou “Um dia difícil para os inimigos”, levando para a casa o Oscar Honorário. E o filme mais caro de 1951 que não levou nada para a casa? Quo Vadis só levou prêmio de melhor escândalo do ano.

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Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945

Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.
 

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À meia luz (1944)

À meia luz (1944)

Nunca, nesses poucos anos de cinefilia, havia vivido a experiência de achar que não aguentaria assistir a um filme até o final por odiar tanto a personagem principal. Durante todo tempo de duração de À meia luz (Gaslight) vivi o dilema de ou desligar a televisão ou quebrá-la. Esse filme de George Cukor certamente lhe causará arrepios na espinha, raiva e revolta. Tudo ao mesmo tempo.

Durante as eleições brasileiras desse ano para presidente algo chamou bastante a atenção: a postura dos candidatos em relação às candidatas. Toda vez que Luciana Genro ou Dilma Rouseff confrontavam seus adversários, pisavam em seus calos, elas eram chamadas de levianas ou loucas. O que os candidatos fizeram com essas duas mulheres se chama gaslighting e adivinha de onde vem o termo? Acertou, vem desse filme. O que a personagem principal do filme, interpretada por Charles Boyer, faz com sua esposa é exatamente isso: desacreditá-la ao ponto de ela achar que está louca. Continue Reading…

Entre portas fechadas (1929)

Entre portas fechadas (1929)

 Nessas andanças de ler a mais recente biografia sobre Barbara Stanwyck, escrita por Victoria Wilson, acabei entrando no mundo de Missy e está difícil sair. Vocês podem notar pela frequência com que tenho falado sobre seus filmes por aqui. Mas explico: estou lendo o livro e assistindo aos filmes que ainda não vi ao mesmo tempo. Tenho a sensação de que estou estudando para um mestrado imaginário ou fazendo uma imersão no país imaginário onde esta mulher viveu.

O livro de Victoria Wilson tem apenas mais 1000 de páginas, foi lançado ano passado e esmiúça detalhe por detalhe da vida de Missy. Vários amigos  comentam: mas haja vida, hein. Ao dizer que esse é só o Volume Um, que vai de 1907 até 1940, eles ficam ainda mais apavorados. Explico novamente: é que vários personagens de sua vida possuem mini-biografias dentro do livro. Além disso, Wilson preocupou-se em fornecer ao seu leitor um retrato histórico dos tempos em que Dona Missy vivia. Eu tenho achado ótimo.

 

Por que escolhi falar sobre mais um filme de Missy? – você deve estar se perguntando. Vamos elencar algumas razões:

a) Entre portas fechadas foi o primeiro filme sério da carreira da moça;

b) Insinuação de estupro, sororidade e outros temas relacionados à mulher dominam a trama;

c) Porque é Missy, oras!

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Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir

Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir
Barbara Stanwyck e noir é como o trecho desta música : “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você”. Não conseguimos separar uma coisa da outra. Mas, não se engane, essa linda também é a rainha dos Westerns (mais um Top 5 no forno, sim ou claro?). Em minha humilde posição de fã, arriscaria dizer que ninguém se ajusta tão bem às ideias do noir quanto ela. Pensando nisso, elaboramos um top 5 dos melhores noir estrelados por ela. Porque, afinal de contas, não é só de Pacto de Sangue que vive o homem, não é mesmo?

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