Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Se estivesse vivo, Rock Hudson estaria completando hoje 91 aninhos de idade. O astro colecionava bons amigos na Era de Ouro do cinema e foi anfitrião de festas inesquecíveis na sua casa em Beverly Hills. A residência era conhecida como “O Castelo” e frequentada por estrelas como Elizabeth Taylor, Paul Newman, Judy Garland, entre outros.

Muitos questionam suas habilidades ou limitações como ator, mas seu carisma parece ser unânime e dificilmente você escutará qualquer história de Rock sendo rude com quem quer que seja. Aquele sorriso encantador o acompanhou por toda a vida.

Quando temos um ídolo, afirmo também por minhas parceiras aqui do blog, não nos contentamos somente em conhecer seus maiores clássicos. É necessário correr atrás de biografias, assistir documentários e caçar os filmes mais aleatórios que nossa estrela favorita tenha feito antes de emplacar ou aqueles que fizeram para a TV quando a carreira no cinema já não estava essa Coca toda.

Rock Hudson é um dos maiores galãs old-fashion-way que Hollywood já produziu. Já falamos sobre alguns dos romances que ele fez com Douglas Sirk (Tudo Que o Céu Permite, Seu Único Desejo), as comédias românticas com Doris Day, a tentativa de mudar o rumo de sua carreira em “O Segundo Rosto” e quando se uniu a outros astros da Golden Age em um filme dos anos 1980, o suspense “A Maldição do Espelho”.

Dessa vez, fizemos uma listinha de filmes com Rock Hudson que não são tão conhecidos quanto “Pillow Talk” ou “Assim Caminha a Humanidade”. Um mergulho de cabeça na carreira desse lindo. Bora relembrar a carreira dele com a gente?

Segura que hoje é dia de ROCK no Cine Espresso, bebê! Continue Reading…

A Sombra de uma Dúvida (1943)

shadowofadoubt2“Hitchcock, desde o começo, parecia muito preocupado em não deixar o vilão
ser um clichê, de dar ao vilão muita personalidade e singularidade, ao contrário
do homem que enrosca o bigode.”
Peter Bogdanovich (cineasta)

A direção única de Hitchcock fez com que ele se destacasse nos anos 30, chegando ao ponto de seu filme “A Dama Oculta” ser considerado o filme britânico de maior sucesso realizado até então. Hollywood era só uma questão de tempo. Em 1939, ele assinou um contrato de sete anos com David Selznick e lançaria “Rebecca” no ano seguinte. Seu primeiro longa-metragem nos Estados Unidos recebeu um total de onze indicações a prêmios da Academia e acabou abocanhando o Oscar de Melhor filme. Rebecca foi o primeiro de váaarios tiros lançados por Hitch nos anos 40. Nosso post da semana trata-se de “A Sombra de uma Dúvida”, que segundo Patricia Hitchcock era o filme favorito de seu pai. Não é para menos, a gente concorda que “Shadow of a Doubt” é especial em muitos sentidos.

O filme está repleto das insinuações e tiradas de humor negro que tanto amamos no cinema de Hitchcock. Um dos fatores que o tornam especialmente sinistro é a inocência da personagem de Teresa Wright em contraste com um Joseph Cotten sem escrúpulos. Trazer o mórbido para o cotidiano se tornou uma das principais marcas do mestre do suspense. De repente, o lar tranquilo da família comercial de margarina é tomado por uma tensão que nos deixará vidrados até o desfecho final. Continue Reading…

O Selvagem (1953)

O Selvagem (1953)

Bem provável que você já tenha associado Marlon Brando com a imagem icônica do motociclista de boina e jaqueta de couro. Pra mim, essa imagem sempre esteve relacionada com Brando, rebeldia e Elvis Presley. Não é por acaso. “The Wild One” (“O Selvagem”, no Brasil) influenciou toda uma geração nos anos 50, incluindo Elvis e James Dean. Apesar da atuação de Marlon não impressionar tanto quanto em seus filmes anteriores, o efeito causado por ele seria uma das referências de Dennis Hopper para realizar “Easy Rider” em 1969.

wildone3Stanley Kramer fundou uma produtora de filmes independentes em 1948, a Screen Plays Inc.. Um dos primeiros filmes produzidos pela companhia foi “The Men”, primeiro trabalho de Marlon Brando no cinema. A produção tratava da história de um paraplégico, marcando o começo da brilhante carreira de Kramer (“Adivinhe Quem Vem Para Jantar”, “Julgamento em Nuremberg”) retratando questões sociais. A nova parceria de Kramer e Brando, alguns anos depois, foi em “O Selvagem”. O filme discute a rebelião pela rebelião, sem motivo palpável.

Que tal comemorar o aniversário de Marlon, nesse último domingo, reassistindo esse clássico com a gente? Continue Reading…

A Maldição do Espelho (1980)

A Maldição do Espelho (1980)

Minha primeira sessão de 2016 foi de um filme que sempre desejei assistir, aquele deleite que você adia até o momento ideal. Recentemente encontrei “The Mirror Crack’d” ripado do blu-ray americano, disponível pra download. Esperei entrar em férias e ficar cercado de amigos queridos para assistir essa maravilha tão aguardada.

Digamos que “A Maldição do Espelho” (como é conhecido no Brasil) é especial, porque reúne numa única produção dos anos 80 vários rostos conhecidos por amantes da Golden Age. O longa é protagonizado por Elizabeth Taylor e Rock Hudson, colegas e amigos de longa data que se reunem mais uma vez para viver um casal nas telas, como fizeram 26 anos antes em “Assim Caminha a Humanidade”. A produção é baseada na Obra da Agatha Christie, que já teve seus contos adaptados diversas vezes para o cinema e a televisão. Entre os coadjuvantes estão Angela Lansbury, Kim Novak e Tony Curtis. Será que tem como ficar melhor? Continue Reading…

O bebê de Rosemary (1968)

O bebê de Rosemary (1968)

Quando fui morar com minha avó, um dos primeiros artistas aos quais ela me apresentou foi Raul Seixas. Ela gostava de ouvir os LPs dele e logo eu já sabia todas as músicas. Uma de minhas favoritas, Sociedade Alternativa, dizia:

Fazes o que tu queres pois é tudo da lei!

Anos mais tarde descobri que algumas músicas de Raul foram escritas com Paulo Coelho, o escritor que todos amamos odiar. Naquela época, Coelho se identificava com o ocultismo e muitas das letras escritas pelos dois refletem isso, como é o caso de Sociedade Alternativa. Esse meu trecho favorito, por exemplo, é um dos lemas de Aleister Crowley – grande ocultista do século XIX –  contido no famoso trabalho O livro da lei.

E o que isso tem a ver com O bebê de Rosemary? Tudo, meus amigos, tudo.

Embora Aleister Crowley já estivesse morto, suas ideias sobre fazes o que tu queres, há de ser tudo da lei foram reapropriadas pelos hippies nos movimentos pacifistas dos anos 60. O bebê de Rosemary também bebeu da fonte Crowley, contando uma história de uma seita ocultista na cidade de Nova York.

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Charada (1963)

Charada (1963)

Na década de 1960 o cinema, de maneira geral, começava a passar por algumas mudanças, e comédias românticas a la Doris Day estavam ficando para trás. A Old Hollywood dava seus últimos suspiros. Nesse contexto, surge Charada, o filme que o The Guardian chamou de “a última faísca da Golden Age”.

E os protagonistas para tanto não poderiam ter sido melhor escolhidos! Dois ícones de uma era para o melhor filme de Hitchcock que Hitchcock nunca fez.

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Laura (1944)

Laura (1944)

“No Hollywood clássico e Hollywood pós-clássico, eles decidiam por nós. Diziam quem era bonzinho, quem era mau. Preminger, não. Ele deixava o público decidir. E isso era muito sofisticado. Ele acreditava na inteligência do público.”
Dr. Drew Casper (USC Film Professor)

Muito antes de Laura Palmer de David Lynch, existiu o mistério em torno da morte de Laura Hunt, na trama de Otto Preminger, baseado no romance de Vera Caspary. Gene Tierney, Dana Andrews e Vincent Price estavam em ascensão, “Laura” é um daqueles projetos que marca um período memorável para todos que estiveram envolvidos. O elenco de gigantes conta ainda com Judith Anderson e Clifton Webb, que recebeu uma indicação ao Oscar por seu papel no filme. A produção foi indicada a cinco categorias da Academia, incluindo Melhor Roteiro e Melhor Diretor. Acabou faturando o Oscar pela incrível fotografia em preto e branco.

“Laura” é uma das principais referências do filme noir desde que o gênero voltou a ser popular e começou a ser estudado por jovens diretores nos últimos 30 anos. O clássico de Otto Preminger faz parte da primeira promoção do Cine Espresso, numa bela edição repleta de extras, lançada no Brasil pela Cinema Reserve.

Não foi somente Dana Andrews, Clifton Webb e Vincent Price que se apaixonaram por Laura. Nós amamos tudo que se refere ao filme, desde o elenco maravilhoso, o quadro icônico de Gene Tierney na cena do crime, até a primorosa direção de Preminger! Continue Reading…

Círculo do medo (1962)

Círculo do medo (1962)

A gente sabe que o ator é bom quando ele consegue com que você o odeie quando na verdade você o ama de paixão. A atuação de Robert Mitchum em Círculo do Medo é algo tão surreal, tão asqueroso e nojento que eu, uma fã ardorosa de seu trabalho, não consegui até agora me livrar da sensação de vê-lo nesse filme.

Se você é do tipo que acha que filmes de suspense ou terror da era de ouro de Hollywood não conseguem te envolver, Círculo do Medo chegou para acabar com suas convicções. Você vai sentir na pele a tensão dessa história envolvente sobre vingança.

Inspirado no livro The executioners, Círculo do medo conta a história de Sam Bowden (Gregory Peck), um advogado que leva uma vida pacata e normal ao lado da esposa e filha até o dia em que Max Cady (Robert Mitchum), um homem que Bowden ajudou a mandar para a cadeia após testemunhar contra ele, começa a persegui-lo para vingar-se dele. Continue Reading…

Bette Davis e suas gêmeas

Bette Davis e suas gêmeas

Hoje seria aniversário de uma das maiores atrizes que o mundo já ouviu falar: Bette Davis. Eu, como muitos sabem, sou aficionada por Jeanne Moreau, mas meu primeiro amor foi titia Bette, sorry Jeanne! Com certeza ela é uma das grandes responsáveis por eu gostar tanto de cinema como gosto hoje. Bette Davis é uma atriz mais que completa, ao longo de sua carreira protagonizou personagens memoráveis entre ele o de gêmeas. Se dizem que um é pouco, dois é bom e três é de mais, isso de forma alguma pode se aplicar a Davis, e suas duas gêmeas: Kate /Patricia Bosworth (Uma vida roubada, 1946) e Margaret De Lorca / Edith Phillips (Alguém morreu em meu lugar, 1964). Com quase 20 anos de diferença entre um filme e outro, possuem características tão iguais que até imaginamos um filme como sequência do outro.

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Os clássicos que não podem faltar no seu Halloween!

Os clássicos que não podem faltar no seu Halloween!

TRICK OR TREAT? O halloween já está aí e nada melhor do que assistir filmes para comemorar um de nossos feriados favoritos. Abaixo selecionamos alguns títulos, dos mais leves aos mais assustadores, para sua grande noite não passar em branco!

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