Cinco filmes adolescentes dos anos 80

Cinco filmes adolescentes dos anos 80

“…E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem pelo que atravessam...” (David Bowie)

É impossível negar: a década de 1980 foi inovadora e inesquecível de muitas maneiras. Com toda a certeza, o cinema foi uma delas. Diversos filmes produzidos durante esse período tem hoje status de clássicos e cults. Além disso, foi nessa época que um segmento da sétima arte ganhou força: o cinema feito especificamente para adolescentes, com tramas com as quais esse público poderia se identificar. Público esse que, aliás, sempre foi um dos grandes consumidores do cinema desde o seu surgimento.

Olhando agora, pode até parecer bobagem, mas essa ideia foi uma grande novidade na época, afinal, filmes com essa proposta ainda eram um tanto raros. Um dos grandes nomes dessa vertente foi John Hughes que soube como ninguém transpor para as telas a mente do jovem daquela década. Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s day off) é hoje um clássico absoluto, queridinho de nove entre dez amantes do cinema, e tudo devido a mente brilhante de Hughes, bem como seu feeling certeiro para escolher atores para dar vida aos seus personagens inesquecíveis.

Mas nem tudo é Ferris Bueller, e hoje listamos outros cinco clássicos do cinema adolescente da década de 1980. Anota aí!  Continue Reading…

Vento e areia (1928)

Vento e areia (1928)

Quase impossível falar em cinema mudo sem pensar em Chaplin, Buster Keaton, Mary Pickford e Lon Chaney, entre outros. Lillian Gish é conhecida como a “Primeira dama do cinema americano“. Seus filmes, como o pioneiro D.W. Griffith, estarão sempre inclusos em qualquer lista de silent movies inesquecíveis, e nos propõem embarcar em uma jornada emocional com suas personagens.

Em 1925, Lillian rompeu a parceria com Grifith para assinar um contrato com a recém formada MGM, que prometeu dar a ela mais liberdade e controle criativo sobre sua carreira. O estúdio ofereceu o salário de um milhão de dólares por filme, dinheiro recusado pela atriz, que negociou um pagamento mais modesto e uma porcentagem dos lucros para que a MGM contratasse melhores atores e roteiristas, investindo na qualidade das produções. Não é a toa que alguns de seus grandes filmes são desse período.

thewind2No estúdio, a estrela obteve (quase toda) a liberdade artística prometida e seu pedido foi imediatamente aceito por Irving Thalberg quando ela sugeriu uma adaptação cinematográfica para o romance “The Wind”, escrito por Dorothy Scarborough. Lillian Gish solicitou o ator Lars Hanson para interpretar seu par depois de assistí-lo em um filme com Greta Garbo. Também foi a própria atriz quem convidou Victor Sjöström para dirigir o filme. Os dois já haviam trabalhado juntos em “A Letra Escarlate”, de 1926.

“The Wind” (Vento e areia, no Brasil) lançado em 1928, marca a última performance de Gish no cinema mudo, e apesar de ter sido um fracasso de público e crítica na época de seu lançamento, se tornou um dos favoritos entre os fãs da atriz. Na década de 90, o filme foi considerado “culturamente, historicamente, ou esteticamente significativo” pela Biblioteca do Congresso dos EUA, e é preservado no National Film Registry. Continue Reading…

Como eliminar seu chefe (1980)

Como eliminar seu chefe (1980)

Se hoje as feministas ainda são taxadas de loucas, imagine na década de 80. Passado os anos 60 e 70, momentos chave para o movimento feminista, Hollywood começava, aos poucos, a incorporar essa temática em seus filmes. Ainda que a palavra feminista não fosse claramente pronunciada nos filmes, as temáticas estavam lá. Das mães solteiras interpretadas por Gena Rowlands, Ellen Burstyn e Diane Keaton à ativista estudantil de Barbra Streisand em O nosso amor de ontem. No entanto, todas essas personagens eram uma versão limpinha e polida da feminista louca, queimadora de sutiã e não depilada. Versões que o cinema de massa poderia engolir facilmente.

Como eliminar seu chefe, infelizmente, continua a safra de filmes com temáticas ligadas ao feminismo facilmente digeríveis. A diferença é que ele faz isso depois de muito sambar na nossa cara, mostrando a opressão sofrida pelas mulheres no ambiente de trabalho.

Continue Reading…

A noviça rebelde (1965)

A noviça rebelde (1965)

THE HIIIIIILS ARE ALIIIIVE WITH THE SOUND OF MUUUUUUUUUSIIIIC…

(Taí um verso que estou constantemente cantarolando por aí. É inevitável!)

Eu não sei dizer exatamente quando a minha paixão por musicais começou. Eu sei precisar quando comecei a amar os clássicos, isso sim. Mas não sei explicar o porquê de ter demorado tanto para assistir A noviça rebelde. Foi só em 2014, depois de alguns bons anos de estrada no cinema clássico, eu perdi a birra velada que tinha contra  a cantoria dos Von Trapp. E, oh boy, como eu me surpreendi!

A verdade é que após ter comprado o DVD (uma edição comemorativa bonitinha), um belo dia me dignei a sentar para assistir a tal da noviça (talvez tenha sido um pouco depois de ter me encantando com O rei e eu), e foi amor à primeira vista. As quase três horas de filme passaram rapidamente, e me envolvi completamente na história da ex-quase-freira Maria (Julie Andrews), que rouba o coração das crianças Von Trapp – e do inicialmente carrancudo papai-Capitão delas, interpretado por Christopher Plummer.

Hoje, o Cine Espresso dedica um post para o clássico, que completou bodas de ouro no ano passado. Venha conosco para esse mundo de cantoria, roupas feitas de cortina, freiras doidinhas e montanhas bonitas. E com a participação de um amigo muito especial…

Ladies and gents, the hills are alive… no Cine Espresso!

Continue Reading…

Funny Girl – A Garota Genial (1968)

Funnygirl2Barbra Streisand completa 74 aninhos de idade essa semana e já estava mais do que na hora de a celebrarmos aqui no Cine Espresso!

A cantora, compositora, atriz, produtora e diretora começou sua trajetória no espetáculo “I Can Get It for You Wholesale”, da Broadway, pelo qual foi indicada a um Tony Award (como é chamado o maior prêmio do teatro nos Estados Unidos) na categoria “Melhor atriz em um musical”. Em 1963, seu primeiro disco, “The Barbra Streisand Album”, conquistou dois prêmios Grammy: Álbum do ano e Melhor performance vocal feminina. No ano seguinte, estrelou a peça da Broadway “Funny Girl”, baseada na biografia da atriz Fanny Brice que trabalhou no teatro, rádio e cinema. Depois de ficar em cartaz por quase dois anos, em dezembro de 1965, a Columbia Pictures anunciou a versão cinematográfica de “Funny Girl” com Barbra Streisand no papel principal. O filme seria dirigido por ninguém menos do que William Wyler, que aceitou dirigir um musical pela primeira vez em 43 anos de carreira.

“Funny Girl – A Garota Genial” (como é conhecido por aqui) se tornou um favorito instantâneo, logo na primeira vez que assisti. Recomendo até mesmo para quem não é tão chegado em musicais, uma vez que é praticamente IMPOSSÍVEL não se render ao romance de Fanny Brice e Nick Arnstein, interpretados por Streisand e Omar Sharif (Doutor Jivago). Poucas atrizes poderiam ser tão engraçadas e comoventes como Barbra nesse filme, não existe dúvida de que mereceu o Oscar de Melhor atriz que dividiu com Katharine Hepburn (que também faturou a estatueta por “Leão no Inverno”). O filme teve ainda uma sequência chamada “Funny Lady”, protagonizada por Barbra Streisand e lançada em 1975. Venha se emocionar e se divertir com os inesquecíveis números musicais “People”, “Don’t Rain on My Parade”, que foi regravado por dezenas de artistas, entre outros. Continue Reading…

A Sombra de uma Dúvida (1943)

shadowofadoubt2“Hitchcock, desde o começo, parecia muito preocupado em não deixar o vilão
ser um clichê, de dar ao vilão muita personalidade e singularidade, ao contrário
do homem que enrosca o bigode.”
Peter Bogdanovich (cineasta)

A direção única de Hitchcock fez com que ele se destacasse nos anos 30, chegando ao ponto de seu filme “A Dama Oculta” ser considerado o filme britânico de maior sucesso realizado até então. Hollywood era só uma questão de tempo. Em 1939, ele assinou um contrato de sete anos com David Selznick e lançaria “Rebecca” no ano seguinte. Seu primeiro longa-metragem nos Estados Unidos recebeu um total de onze indicações a prêmios da Academia e acabou abocanhando o Oscar de Melhor filme. Rebecca foi o primeiro de váaarios tiros lançados por Hitch nos anos 40. Nosso post da semana trata-se de “A Sombra de uma Dúvida”, que segundo Patricia Hitchcock era o filme favorito de seu pai. Não é para menos, a gente concorda que “Shadow of a Doubt” é especial em muitos sentidos.

O filme está repleto das insinuações e tiradas de humor negro que tanto amamos no cinema de Hitchcock. Um dos fatores que o tornam especialmente sinistro é a inocência da personagem de Teresa Wright em contraste com um Joseph Cotten sem escrúpulos. Trazer o mórbido para o cotidiano se tornou uma das principais marcas do mestre do suspense. De repente, o lar tranquilo da família comercial de margarina é tomado por uma tensão que nos deixará vidrados até o desfecho final. Continue Reading…

O Selvagem (1953)

O Selvagem (1953)

Bem provável que você já tenha associado Marlon Brando com a imagem icônica do motociclista de boina e jaqueta de couro. Pra mim, essa imagem sempre esteve relacionada com Brando, rebeldia e Elvis Presley. Não é por acaso. “The Wild One” (“O Selvagem”, no Brasil) influenciou toda uma geração nos anos 50, incluindo Elvis e James Dean. Apesar da atuação de Marlon não impressionar tanto quanto em seus filmes anteriores, o efeito causado por ele seria uma das referências de Dennis Hopper para realizar “Easy Rider” em 1969.

wildone3Stanley Kramer fundou uma produtora de filmes independentes em 1948, a Screen Plays Inc.. Um dos primeiros filmes produzidos pela companhia foi “The Men”, primeiro trabalho de Marlon Brando no cinema. A produção tratava da história de um paraplégico, marcando o começo da brilhante carreira de Kramer (“Adivinhe Quem Vem Para Jantar”, “Julgamento em Nuremberg”) retratando questões sociais. A nova parceria de Kramer e Brando, alguns anos depois, foi em “O Selvagem”. O filme discute a rebelião pela rebelião, sem motivo palpável.

Que tal comemorar o aniversário de Marlon, nesse último domingo, reassistindo esse clássico com a gente? Continue Reading…

Até os Fortes Vacilam (1960)

Até os Fortes Vacilam (1960)

 

Palavras não bastam para definir o que sentimos ao encontrar esse filme, protagonizado por Anthony Perkins e a estreante Jane Fonda em 1960. “Tall Story” é aquele projeto que tinha tudo pra dar certo, mas… não deu. Antes de Norman Bates, Perkins interpretou diversos “mocinhos” em filmes românticos (entre eles, as pérolas “Desire Under the Elms” em parceria com Sophia Loren e “Green Mansions” em que era o mozão de Audrey Hepburn). Jane Fonda fazia trabalhos como modelo, enquanto estudava os últimos “métodos” de atuação com Lee Strasberg. A curiosidade a cerca de sua estréia era assunto de diversas colunas em revistas de cinema.

Quem liga para as críticas, quando se pode testemunhar Tony Perkins jogando basquete e a jovem cheerleader Jane Fonda? “Tall Story” é a típica trama sessão da tarde, e como assisti sem pretensão, pude me divertir um bocado! Vamos por partes: o filme dirigido por Joshua Logan é uma farofa comédia que faz uma crítica social bem humorada, sobre estudantes que aproveitavam a rotina universitária para arrumarem um casamento. Claro que, infelizmente, é a personagem de Jane Fonda que vê a faculdade como um mero instrumento para alcançar o sonho de se casar (num período em que a chegada das mulheres na universidade estava a todo vapor).

Tall Story (Até os Fortes Vacilam, no Brasil) foi lançado em 6 de abril, poucos meses antes da estréia de Psicose. Seria a última vez que a América receberia Perkins com os mesmos olhos. Continue Reading…

Os reis do iê-iê-iê (1964)

Os reis do iê-iê-iê (1964)

1964: quatro caras vindos do norte da Inglaterra acabam de espatifar milhares de corações ao redor do mundo. Sim, os Beatles estavam no auge em 1964; após conquistarem a América, nada parecia impossível para os rapazes de Liverpool.200_s

É por isso que quando o diretor Richard Lester surgiu com a proposta de um filme para o grupo, eles nem titubearam; toparam logo. O filme, ao contrário do que se imaginava, não seria um documentário acompanhando a banda, e sim, uma versão bonitinha e até mesmo um pouco nonsense da realidade dos Fab Four.

E foi com o típico humor britânico, que consagraria o Monty Python anos mais tarde, que A hard day’s night (ou Os reis do iê-iê-iê, como resolveram chamar o filme no Brasil pré-Jovem Guarda) entrou para a história da cultura pop.

(E isso que os tais caras ainda nem tinha descoberto a maconha…)

Continue Reading…

Frankenstein (1931)

Frankenstein (1931)

A era de ouro dos estúdios em Hollywood não teria sido a mesma sem a Universal Pictures. É impossível não pensar, quando se fala sobre filmes de horror clássicos, em Bela Lugosi ou Boris Karloff, dois ícones desse gênero cinematográfico. No entanto, o sucesso desses atores não teria sido possível sem o capitão por trás dessa nave muito louca: a própria Universal. Drácula e Frankenstein emergiram junto com a identidade desse estúdio que usou o que tinha de mais característico –  seus parcos orçamentos-  para ascender ao sucesso.

Continue Reading…

                                    
Encontre-nos no Facebook
Filmes por Ator:
                                                                                                                       
Filmes por Atriz:
                                                                                                                       
Filmes por Diretor: