A vênus loira (1932)

A vênus loira (1932)

Foi através de Os sonhadores (2003) que surgiu a vontade de ver A Vênus loira, e conhecer o trabalho de Marlene Dietrich. Eva Green imitando a uma das cenas mais famosas do filme é algo difícil de esquecer; lembro que assim que terminei de ver esse filme eu corri procurar todos os filmes que são citados, e A Vênus loira foi um dos primeiros que assisti. Para finalizar a homenagem do Cine Espresso às mães, decidi escrever sobre esse filme – apesar de não ter sido minha primeira escolha – após uma refrescada na memória, na qual me veio a forte lembrança de Helen Faraday, e Dietrich dando vida a essa personagem. Continue Reading…

Top 6 beijos lésbicos no cinema

Top 6 beijos lésbicos no cinema

Ontem à noite tivemos um momento histórico na história da telenovela brasileira. Já sabíamos que a trama de Gilberto Braga, Babilônia, viria para causar, mas não esperávamos um beijo lésbico logo no primeiro capítulo!

A cena entre Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro foi linda, cheia de ternura, amor e, por que não dizer, sensualidade? Sim! A família brasileira tradicional está oficialmente enterrada. E é só o começo!

Aproveitando a “polêmica” que o beijo causou, o Cine Espresso traz um top 6 dos melhores beijos lésbicos protagonizados no cinema. Afinal de contas não é de hoje que a sétima arte retrata o amor entre duas mulheres.

Continue Reading…

Ciúme, sinal de amor (1949)

Ciúme, sinal de amor (1949)
I adore the man. I always have adored him. It was the most fortunate thing that ever happened to me, being teamed with Fred: he was everything a little starry-eyed girl from a small town ever dreamed of. (Ginger Rogers)
He gives her class and she gives him sex appeal.
(Katharine Hepburn)

Hollywood é a terra, entre outras coisas, da fofoca. É meio que impossível distinguir os boatos das verdades. Algumas dessas fofocas acabam por tornarem-se lendas. É o caso do relacionamento profissional e pessoal de Fred Astaire e Ginger Rogers.

É impossível falar do último filme que essa dupla fantástica fez, sem comentar sobre os aspectos pessoais que envolveram a parceria. Isso porque The Barkleys of Broadway, de 1949, dizem as más línguas, é de certa forma uma fábula daquilo que foi o relacionamento real entre Fred e Ginger.

Continue Reading…

Agora Seremos Felizes (1944)

O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!

O mundo estava em guerra em 1944 e “Meet Me In St. Louis” era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: “Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas.”

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou “Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis”. Mais que um clássico Natalino, “Agora Seremos Felizes” deve ser descoberto em qualquer estação!

Continue Reading…

Sidewalks of London (1938)

Sidewalks of London (1938)

Na época em que Vivien Leigh desabrochava como iniciante atriz britânica, que vinha do teatro e era pouco conhecida nos Estados Unidos, estrelou ao lado de Charles Laughton o filme Sidewalks of London, também conhecido como St. Martin’s Lane. Apesar do clima nos bastidores não ser dos melhores, foi uma boa parceria para Laughton e outro veículo para que Leigh fosse notada, no filme que antecede sua performance no papel de Scarlett O’Hara no ano seguinte.

Continue Reading…

O rei e eu (1956)

O rei e eu (1956)
2014 foi, dentre outras coisas, o ano em que aceitei Rodgers & Hammerstein em minha vida. E, oh boy, que diferença isso fez! Musicais coloridos, exuberantes e alegres, com canções que grudam, mas de uma forma legal, na cabeça.

Um desses filmes foi The King and I, de 1956, que acabou por se tornar um dos meus favoritos absolutos. Shall we dance passou a ser a música que toca 24 horas por dia praticamente na minha cabeça, e não posso esquecer Yul Brynner e Deborah Kerr dançando juntos e transcendendo a tela.

O musical é baseado na história real do rei Mongkut, do Sião (atual Tailândia), e da professora inglesa Anna Leonowens, contratada para ensinar a cultura ocidental para os inúmeros filhos do monarca. Um choque cultural e de personalidades inicialmente, torna-se em respeito mútuo e algo mais com o passar do tempo. Rodgers & Hammerstein adaptaria a história em um dos musicais mais bem sucedidos da Broadway, e, como não poderia deixar de ser, com todo o sucesso, Hollywood logo viu ali a chance para mais um sucesso de bilheteria. Dos palcos, o diretor Walter Lang não trouxe só os belos figurinos e músicas, mas também o ator Yul Brynner, que acabaria por consagrar sua carreira no papel do rei rabugento e teimoso, que, estranhamente, não conseguimos deixar de amar. Continue Reading…

Oito Mulheres (2002)

Oito Mulheres (2002)

Hoje uma das maiores atrizes francesas da atualidade está completando 71 anos: Catherine Deneuve. Citada nos livros didáticos de FLE (Francês Língua Estrangeira), queridinha de diretores como François Truffaut, La Deneuve é uma figura que nos fascina desde os anos 60, quando estreou no cinema ao lado de sua irmã, Françoise Dorléac. Mas por quê?

A primeira coisa que vem à mente quando falamos sobre Catherine Deneuve é a sua lendária frieza. Frieza esta que sempre está associada a sua beleza estonteante. No entanto, se você começa a assistir aos filmes que ela fez/faz, vai reparar que a tal “frieza” muitas vezes ofusca os papéis sensíveis que ela interpretou. Se você assistiu Indochina, sabe do que estou falando. Você quase rasga o coração! Hoje o Cine Espresso homenageia esta lacradora do cinema francês falando sobre um desses filmes, em que a carapaça de fria esconde uma personagem muito complexa e sensível. Oito mulheres é, para mim, um dos maiores filmes franceses dos últimos anos.

Continue Reading…

Aconteceu em Havana (1941)

Aconteceu em Havana (1941)

Ela está no nosso imaginário, na construção de nossa subjetividade como brasileiros e pessoas. Carmen Miranda, assim como o futebol, é uma parte de nós, daquilo que é ser brasileiro. Mas se a influência do futebol é visível, a de Carmen não parece muito clara para nós. É até mesmo controversa. Para alguns, ela traiu o movimento ao se mudar para Hollywood, outros permanecem orgulhosos com o fato dessa atriz de origem portuguesa e nascida no Brasil representar um pedacinho do Brasil na era de ouro do cinema em Hollywood.

Não há ninguém que não a reconheça com seu turbante de frutas, fazendo uma dança pra lá de sensual numa época em que requebrar os quadris como a Shakira era um crime contra a decência. Alguns se lembrarão dela ao lado de sua irmã, Aurora, ao lado de Zé Carioca e Pato Donald cantando Aquarela do Brasil. Partidários ou não de Carmen, temos de admitir que ela exerceu uma grande influência em Hollywood. Mais emblemático do que Lucille Ball imitando Carmen Miranda em seu seriado para mim não há.

Falar sobre os filmes de Carmen Miranda é tão essencial quanto levantar e escovar os dentes para não ter cáries. Isso porque eles estão esquecidos, e não se pode esquecer uma parte tão importante do cinema e muito menos alguém tão importante quanto ela. Talvez este texto, que se propõe a falar singelamente sobre um de seus filmes, fale mais dela do que de qualquer outra coisa. Fazer o quê, se Carmen Miranda aparecia e roubava a cena? É o que acontece em todos os 11 filmes que ela fez.

Continue Reading…

Dance comigo (1938)

Dance comigo (1938)

Won’t you change partners and then, you may never want to change partners again…

Não há como negar: Fred Astaire e Ginger Rogers simplesmente fizeram mágica nas telas e marcaram para sempre a história do cinema com seus musicais, com suas coreografias elaboradas e deliciosas de se assistir – obviamente, elas não eram tão deliciosas assim de serem gravadas, mas certamente, eles nos mostravam exatamente o contrário. Na tela, Fred e Ginger não dançavam; eles flutuavam. Simples assim. Tamanha química diante das telas não é para qualquer um. Depois de dez filmes juntos, a parceria ganhou ares de mito, e hoje é difícil falar de um, sem lembrar do outro.

Desses dez filmes, o mais lembrado é O picolino (Top Hat), de 1935, que também é considerado o melhor filme da dupla. No entanto, foi Carefree (em português, Dance Comigode 1938, o oitavo filme de Fred e Ginger que mais me cativou, o que mais me fez rir, o que tem as danças mais… mais Fred e Ginger de todas! E, pasmém – algo raro na filmografia dos parceiros de Cheek to cheek – eles até se beijam!

Nunca Astaire e Rogers foram tão bonitos, engraçados, e – por que não dizer? – sexy.

Continue Reading…

A roda da fortuna (1953)

A roda da fortuna (1953)

The world is a stage
The stage is a world of entertainement!

Poucos diretores souberam se valer da metalinguagem, ou seja, falar sobre o cinema dentro de um filme, tão bem quanto Vincente Minnelli. Assim estava escrito (The bad and the beautiful) é um ótimo exemplo da fusão entre as fronteiras que separam a arte da vida real. Será que a vida imita a arte? Ou a arte imita a vida? Questões duras que o seu Aristóteles tentou responder. O fato é que Minnelli se vale da metalinguagem, dessa vez, para falar do mundo do teatro em A roda da fortuna (The bandwagon).

Continue Reading…

                                    
Encontre-nos no Facebook
Filmes por Ator:
                                                                                                                       
Filmes por Atriz:
                                                                                                                       
Filmes por Diretor: