Uma noite no Rio (1941)

Uma noite no Rio (1941)

Quando Carmen Miranda foi para os Estados Unidos, inicialmente para trabalhar para Lee Shubert, ninguém imaginava que ela seria uma mina de ouro para os estúdios de cinema, muito menos a imagem mais poderosa (e contraditória) do Brasil no estrangeiro. A pequena notável, como era carinhosamente chamada, migrou facilmente para o cinema, pois era uma imagem deveras peculiar para ficar de fora de Hollywood. Das boates, Carmen foi parar nos estúdios da Fox, e ali sua persona foi consolidada: a latina burra, a latina que falava mal inglês. Brasileira nunca, latina sim, pois os Estados Unidos acreditam que tudo que está abaixo do umbigo deles é a mesma coisa.

O fascínio que as pessoas tinham em relação à Carmen, um exotismo quase colonizador, tornou possível o seu sucesso em Hollywood. Quem não queria ver aquela mulher pra lá de elegante, com aquele traje super exótico de baiana, remexendo os quadris e cantando? Os estúdios da Fox captaram imediatamente os cifrões que Carmen poderia lhes trazer e a contratou para trabalhar como atriz. O resultado, quase 50 anos depois, é quase o mesmo do provocado nos anos 40: as pessoas continuam fascinadas pela imagem de Carmen Miranda. Eu confesso que sou fascinada por ela desde os 15 anos, quando ganhei de presente de aniversário a biografia dela, escrita por Ruy Castro.

Uma noite no Rio é o segundo filme de Carmen em Hollywood e apresenta melhoras sensacionais se compararmos a sua estreia em Hollywood, em Serenata Tropical. O enredo melhorou? Melhorou. Os atores coadjuvantes melhoraram? Ah, com certeza. O retrato do Brasil melhorou? NÃO!

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A noviça rebelde (1965)

A noviça rebelde (1965)

THE HIIIIIILS ARE ALIIIIVE WITH THE SOUND OF MUUUUUUUUUSIIIIC…

(Taí um verso que estou constantemente cantarolando por aí. É inevitável!)

Eu não sei dizer exatamente quando a minha paixão por musicais começou. Eu sei precisar quando comecei a amar os clássicos, isso sim. Mas não sei explicar o porquê de ter demorado tanto para assistir A noviça rebelde. Foi só em 2014, depois de alguns bons anos de estrada no cinema clássico, eu perdi a birra velada que tinha contra  a cantoria dos Von Trapp. E, oh boy, como eu me surpreendi!

A verdade é que após ter comprado o DVD (uma edição comemorativa bonitinha), um belo dia me dignei a sentar para assistir a tal da noviça (talvez tenha sido um pouco depois de ter me encantando com O rei e eu), e foi amor à primeira vista. As quase três horas de filme passaram rapidamente, e me envolvi completamente na história da ex-quase-freira Maria (Julie Andrews), que rouba o coração das crianças Von Trapp – e do inicialmente carrancudo papai-Capitão delas, interpretado por Christopher Plummer.

Hoje, o Cine Espresso dedica um post para o clássico, que completou bodas de ouro no ano passado. Venha conosco para esse mundo de cantoria, roupas feitas de cortina, freiras doidinhas e montanhas bonitas. E com a participação de um amigo muito especial…

Ladies and gents, the hills are alive… no Cine Espresso!

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Funny Girl – A Garota Genial (1968)

Funnygirl2Barbra Streisand completa 74 aninhos de idade essa semana e já estava mais do que na hora de a celebrarmos aqui no Cine Espresso!

A cantora, compositora, atriz, produtora e diretora começou sua trajetória no espetáculo “I Can Get It for You Wholesale”, da Broadway, pelo qual foi indicada a um Tony Award (como é chamado o maior prêmio do teatro nos Estados Unidos) na categoria “Melhor atriz em um musical”. Em 1963, seu primeiro disco, “The Barbra Streisand Album”, conquistou dois prêmios Grammy: Álbum do ano e Melhor performance vocal feminina. No ano seguinte, estrelou a peça da Broadway “Funny Girl”, baseada na biografia da atriz Fanny Brice que trabalhou no teatro, rádio e cinema. Depois de ficar em cartaz por quase dois anos, em dezembro de 1965, a Columbia Pictures anunciou a versão cinematográfica de “Funny Girl” com Barbra Streisand no papel principal. O filme seria dirigido por ninguém menos do que William Wyler, que aceitou dirigir um musical pela primeira vez em 43 anos de carreira.

“Funny Girl – A Garota Genial” (como é conhecido por aqui) se tornou um favorito instantâneo, logo na primeira vez que assisti. Recomendo até mesmo para quem não é tão chegado em musicais, uma vez que é praticamente IMPOSSÍVEL não se render ao romance de Fanny Brice e Nick Arnstein, interpretados por Streisand e Omar Sharif (Doutor Jivago). Poucas atrizes poderiam ser tão engraçadas e comoventes como Barbra nesse filme, não existe dúvida de que mereceu o Oscar de Melhor atriz que dividiu com Katharine Hepburn (que também faturou a estatueta por “Leão no Inverno”). O filme teve ainda uma sequência chamada “Funny Lady”, protagonizada por Barbra Streisand e lançada em 1975. Venha se emocionar e se divertir com os inesquecíveis números musicais “People”, “Don’t Rain on My Parade”, que foi regravado por dezenas de artistas, entre outros. Continue Reading…

Os reis do iê-iê-iê (1964)

Os reis do iê-iê-iê (1964)

1964: quatro caras vindos do norte da Inglaterra acabam de espatifar milhares de corações ao redor do mundo. Sim, os Beatles estavam no auge em 1964; após conquistarem a América, nada parecia impossível para os rapazes de Liverpool.200_s

É por isso que quando o diretor Richard Lester surgiu com a proposta de um filme para o grupo, eles nem titubearam; toparam logo. O filme, ao contrário do que se imaginava, não seria um documentário acompanhando a banda, e sim, uma versão bonitinha e até mesmo um pouco nonsense da realidade dos Fab Four.

E foi com o típico humor britânico, que consagraria o Monty Python anos mais tarde, que A hard day’s night (ou Os reis do iê-iê-iê, como resolveram chamar o filme no Brasil pré-Jovem Guarda) entrou para a história da cultura pop.

(E isso que os tais caras ainda nem tinha descoberto a maconha…)

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Amor à toda velocidade (1964)

Amor à toda velocidade (1964)

As incursões de Elvis Presley no mundo do cinema geraram, principalmente, duas coisas: baldes de dinheiro e muitas críticas severas ao astro, bem como aos roteiros dos filmes – na maioria das vezes, com razão. Mas quem realmente se importava? O negócio era destruir os cinemas e suspirar cada vez que Elvis aparecesse na tela.

Na data em que celebramos o aniversário do Rei do Rock, relembramos aquela que é considerada a sua melhor (ou menos pior) atuação: o mecânico-corredor-cantor-rebolador Lucky Jackson em Viva Las Vegas, de 1964, ao lado da beldade Ann-Margret.

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Feira de Ilusões (1945)

Feira de Ilusões (1945)

É isso aí, galera, vai ter musical com Dana Andrews e Jeanne Crain sim!

Os anos 40 trouxeram consigo alguns dos melhores musicais de todos os tempos. O sucesso da peça “Oklahoma!”, composta por Rodgers and Hammerstein e lançada em 1943, chamou a atenção da Century Fox. O estúdio solicitou que a dupla fizesse uma versão musical de “State Fair”, filme estrelado por Janet Gaynor em 1933 que obteve diversas indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme.

“Feira de Ilusões” (título nacional, que bem poderia ser um documentário sobre nossa vida) é o primeiro entre os grandes musicais compostos por Rodgers and Hammerstein, muito antes de “A Noviça Rebelde”, “Carrossel” e a versão cinematográfica de “Oklahoma!”. A direção é assinada por Walter Lang, que dirigiu vários daqueles filmes bonitinhos da Shirley Temple e, anos mais tarde, “O Rei e Eu”.

Alguns meses atrás eu estava procurando os DVDs da Coleção de Musicais de Rodgers and Hammerstein, sem sonhar que encontraria Dana Andrews “soltando a voz” com Jeanne Crain no meio de um parque de diversões, dividindo uma maçã do amor. Cê vê só como a gente quebra a cara com os estereótipos em Hollywood, não? Continue Reading…

Dirty Dancing (1987)

Dirty Dancing (1987)

Vamos falar de coisa boa, vamos falar de guilty pleasure!

O meu guilty pleasure absoluto é quase uma unanimidade entre mamães e titias, um clássico da Sessão da Tarde que consagrou Patrick Swayze como galã e símbolo sexual.

Sim! Estamos falando de Dirty Dancing – Ritmo quente, o filme que eu mais vezes assisti na vida, aquele que eu sei absolutamente todas as falas, e que formou meu caráter.

E quê trilha sonora, meus amigos!

Hoje abro meu coração envergonhado aqui no Cine Espresso, pra falar do meu guilty pleasure mais amado.

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Pink Floyd The Wall (1982)

Pink Floyd The Wall (1982)

Is there anybody out there?

Há alguns anos atrás, na faculdade, eu era apenas uma simples poser em matéria de Pink Floyd, até conhecer e virar super amiga de um cara da História, que me apresentou for real essa banda fantástica. Um belo dia ele chegou com um DVD, com uma capa que na época achei bizarra, dizendo que eu precisava mesmo assistir aquilo pra ontem. É claro que fui isso que eu fiz. E fiquei imediatamente embasbacada. E apaixonada pelas coisas que são capazes de sair da mente de Roger Waters.

The Wall é um filme perturbador e metafórico, de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Através das músicas do álbum homônimo, a história de Pink Floyd, um rockstar transtornado pelos fantasmas da infância, a superficialidade da fama e das relações que o cercam.

É uma viagem, no melhor sentido que a palavra pode ter, digna da mente da qual saiu. E como nessa semana comemoramos o dia mundial do Rock, nada melhor do que relembrar esse clássico cult aqui no Cine Espresso.

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Cantando na Chuva – Edição de colecionador

Cantando na Chuva – Edição de colecionador

Durante o mês de Junho fiquei ansiosa esperando uma encomenda chegar (quem nunca?), com aquela sensação que tinha na infância quando esperava pelo Papai Noel. Eu sempre fico assim quando compro algo pela internet. Mas dessa vez o sentimento estava ao cubo, já que, graças a uma dica do querido Gui, eu e minha amiga (que é loucamente apaixonada pelo Gene Kelly) conseguimos comprar a tão desejada Edição de Colecionador de Cantando na chuva, repleta de coisinhas maravilhosas, além da imagem lindamente restaurada feat extras lindos. E tudo isso por um preço inimaginavelmente barato. Te amo, Livraria Cultura! (E Guilherme, obviamente! Abrir essa linda caixinha foi como… Natal em Junho!

É tão bom quando as distribuidoras lembram-se de lançar edições dignas aqui, né? Pena que não é sempre que temos essa sorte…

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Meus Braços Te Esperam (1951)

Meus Braços Te Esperam (1951)

Certamente não existe ninguém em Hollywood que represente melhor o Valentine’s Day do que Doris Day. Muitos de seus filmes são baseados na instituição do casamento e a atriz/cantora nascida em Ohio nunca teve medo de parecer exatamente o que é: uma romântica! E isso aparece em diversos trabalhos, as comédias românticas de Doris contam com todos os ingredientes do gênero: romance, músicas açucaradas e o melhor que a fotografia em technicolor pode oferecer!

Todo mundo é um pouco romântico, então vamos falar de On Moonlight Bay (Meus Braços Te Esperam, no Brasil).

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