Ricki and The Flash – De volta para casa (2015)

Ricki and The Flash – De volta para casa (2015)

Ah, Meryl Streep. Insira muitos suspiros aqui. Essa mulher leva meu dinheiro desde 2008, quando pela primeira vez fui assisti-la no cinema em Mamma Mia!. Ela arrancou meu coração fora ao cantar músicas da minha banda de pop favorita, o ABBA. De lá para cá, nesta vida severina de cinéfila, encontrei pouquíssimas pessoas que não apreciavam seu trabalho. Um abraço coletivo de todos que choraram com A escolha de Sofia. De lá para cá, ela já leu receitas com voz sensual no programa de Ellen DeGeneres, fez selfie no Oscar, comeu pizza no Oscar, fumou maconha com o Alec Baldwin e mostrou que senhora de 66 anos ainda tem papeis bons, ainda aparece transando em cena com roqueiro bonitão sim senhor! Quem dera que outras atrizes pudessem fazer as mesmas coisas que Streep, mas isso é conversa para outro post.

Em 2015 ela nos apresenta de novo uma faceta que nós adoramos: a de cantora. Só que aqui ela não é a cantora de rádio de A última noite e nem a atriz decadente que canta Me em A morte lhe cai bem. Que nada, meus amigos, em Ricki and the flash ela canta Rolling Stones, Bruce Springsteen, Pink e Lady Gaga. Ela faz com que a gente caia de amores por sua Ricki, a roqueira decadente que busca resgatar o relacionamento com os filhos.

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Sede de Escândalo (1931)

Sede de Escândalo (1931)

Se a MGM tinha Irving Thalberg nos seus melhores anos, a Warner Brothers não ficava muito atrás. No começo dos anos 30 o estúdio tinha Darryl F. Zanuck, responsável por colocar ordem na bagaça. A Warner Brothers deve muito a ele, pois o estúdio estava às portas da falência quando foi resgatado pelo produtor e colocado em pé de igualdade com outros grandões, como a MGM.

Sede de Escândalo tem a marca inconfundível do estilo dos maninhos Warner: dramas sociais, diálogo rápido e a preferência por histórias cruéis. Histórias de amor? Eles pouco ligavam para isso. A combinação explosiva desses três elementos funde-se com a atuação monstruosa de Edward G.Robinson, em seu primeiro papel mais dramático.

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007 contra Goldfinger (1964)

007 contra Goldfinger (1964)

Entre os muitos dramas da minha vida figura o de não conseguir preencher todas as lacunas de filmes que gostaria. Ainda falta muito para ver, sempre faltará. No sábado passado, lá estava eu vivendo o dilema de escolher o próximo filme para ver – e vocês sabem que muitas vezes nós passamos mais tempo escolhendo do que vendo – quando me ocorreu a ideia de assistir um dos filmes da franquia 007. Só havia assistido ao último filme da franquia, Skyfall, e essa me pareceu uma boa hora para criar vergonha na cara e ver os filmes antigos.

007 contra Goldfinger me surpreendeu positivamente em vários aspectos, ainda que em outros tenha despertado a minha ira. Senta que lá vem história!

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Entre livro e filme: Hannah Arendt e a banalidade do mal

Entre livro e filme: Hannah Arendt e a banalidade do mal

No Terceiro Reich, o Mal perdera a qualidade pela qual a maior parte das pessoas o reconhecem – a qualidade da tentação.

Tomei conhecimento do livro Eichmann em Jerusalém através de uma amiga muito querida, que agora é minha colega no curso de História. Falávamos sobre nazismo, assunto que particularmente me interessa muito, quando ela me relatou a existência de um livro escrito por Hannah Arendt  – filósofa alemã que ficou muito famosa ao escrever As origens do totalitarismo –  sobre o julgamento de Adolf Eichmann, um dos caras que esteve envolvido com a Solução Final durante a Segunda Guerra Mundial. Alguns meses se passaram e depois de muita enrolação (leia-se falta de dinheiro) finalmente consegui comprar o livro.

Hoje, antes de escrever este texto, finalmente terminei Eichmann em Jerusalém. Foi uma leitura densa e desafiante ao mesmo tempo, exigindo que muitas vezes eu parasse para pensar naquilo que a autora estava colocando. Apesar disso, gostaria de deixar o meu imenso TE DEDICO! para Hannah Arendt através deste texto, que se pretende um relato pessoal da minha experiência depois de ler e ver o filme sobre o período em que Hannah Arendt escreveu essa obra tão controversa. Não esperem tratados filosóficos sobre o Mal, nazismo e afins. Deixo isso para essa grande filósofa alemã.

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Gretchen – Filme Estrada

Gretchen – Filme Estrada

Quem nunca se pegou cantarolando ou até mesmo dançando Conga, la conga, conga, conga, conga  dando as famosas rodadinhas de Gretchen que atire a primeira pedra. Ela também foi a nossa primeira professora de francês na escola da vida com seu je suis la femme ô ô ô. Se o Brasil é o país dos memes, Gretchen é certamente um deles e até arriscaria dizer que ela faz parte de nossa subjetividade brasileira. Depois de Rita Cadillac ter seu próprio documentário já estava na hora da rainha do bumbum também ter uma parte de sua vida registrada em 35 mm.

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Perdas e danos (1992)

Perdas e danos (1992)

A ousadia de Louis Malle ao tratar de temas polêmicos em seus filmes não é algo que ocorreu tardiamente, e sim ao longo de toda sua carreira. Desde seu primeiro filme Ascensor para o Cadafalso (1958) e em tanto outros, Malle sempre abordou temas controversos, como por exemplo: a liberdade sexual feminina, o suicídio, o incesto e a pedofilia. Desde que Os amantes (1958) foi lançado e censurado em alguns países, vemos  um diretor que não se deixou abater pelas pressões da sociedade.

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Pink Floyd The Wall (1982)

Pink Floyd The Wall (1982)

Is there anybody out there?

Há alguns anos atrás, na faculdade, eu era apenas uma simples poser em matéria de Pink Floyd, até conhecer e virar super amiga de um cara da História, que me apresentou for real essa banda fantástica. Um belo dia ele chegou com um DVD, com uma capa que na época achei bizarra, dizendo que eu precisava mesmo assistir aquilo pra ontem. É claro que fui isso que eu fiz. E fiquei imediatamente embasbacada. E apaixonada pelas coisas que são capazes de sair da mente de Roger Waters.

The Wall é um filme perturbador e metafórico, de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Através das músicas do álbum homônimo, a história de Pink Floyd, um rockstar transtornado pelos fantasmas da infância, a superficialidade da fama e das relações que o cercam.

É uma viagem, no melhor sentido que a palavra pode ter, digna da mente da qual saiu. E como nessa semana comemoramos o dia mundial do Rock, nada melhor do que relembrar esse clássico cult aqui no Cine Espresso.

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Grande Hotel (1932)

Grande Hotel (1932)

Grand Hotel was a grand film, a grand experience in my life. I’m so proud. I was thrilled when I heard I was going to do be doing it. I only wanted to be worthy.

Joan Crawford

No começo dos anos 30 não tinha para ninguém: Irving Thalberg era o cara. Este moço na casa dos 20 anos , ambicioso e com um faro incrível para o que agradava as plateias, realizou uma revolução silenciosa no cinema. Quando pensamos na MGM dos anos 30, no “sistema” que elevou esse estúdio ao posto de um dos maiores da época, é o nome Irving Thalberg que vem aos lábios. Ao lado de Louis B.Mayer, ele formou uma das duplas mais dinâmicas de figurões do cinema. Grande Hotel é a política Thalberg-Mayer levada ao extremo: grandes estrelas, orçamentos caros, glamour, muitas reescritas e retakes. E os caras entendiam tanto do riscado que esse filme foi um dos grandes hits de 1932 e ainda faturou o Oscar de melhor filme!

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Entre novela e filme: A Sucessora (1978) e Rebecca, a mulher inesquecível (1940)

Entre novela e filme: A Sucessora (1978) e Rebecca, a mulher inesquecível (1940)

A vida do fã é basicamente dar tiros no escuro e torcer para acertar o alvo. Ao me apaixonar por Nathália Timberg e seu trabalho eu sabia que venderia minha alma ao capitalismo em algum momento para comprar tudo que estava disponível sobre ela na internet. Cá estou nesta difícil jornada de descrever tudo que senti ao assistir aos 30 primeiros capítulos de A Sucessora, novela de 1978 estrelada por essa grande atriz.

Espera aí… mas isso daqui não é um blog sobre cinema? Por que então falar sobre novela? Qual é a lógica?

Tudo a ver, meus amigos, tudo a ver. Isso porque A Sucessora dialoga com um dos filmes mais célebres do cineasta Alfred Hitchcock: Rebecca, a mulher inesquecível.

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A besta humana (1938)

A besta humana (1938)

Não existe arte sem transformação.

Jean Renoir

 

A besta humana, filme de Jean Renoir, é um dos poucos títulos em francês que figura na programação do Summer of Darkness, um especial do canal TCM neste mês e em julho dedicado aos filmes noir. Aquilo me intrigou. Até o momento havia assistido apenas A regra do jogo e A grande ilusão, dois filmaços de Renoir, e nenhum deles tinha algo a ver com noir. Então por que A besta humana teria? Durante todo filme procurei por pistas que me levassem a uma teoria, e não é que realmente tem a ver?

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