O sinal da cruz (1932)

O sinal da cruz (1932)

Uma mulher tomando banho de leite. Orgias. Insinuação LGBT. Cenários de tirar o fôlego. Pelas palavras escolhidas, você provavelmente pensou que eu estaria descrevendo algum filme da atualidade. Mas não. Estamos falando de O sinal da cruz, produção de 1932, dirigida por Cecil B. DeMille.

Para os defensores da moral e dos bons costumes, esse épico foi o que faltava para a criação de um código que ditava o que podia e o que não podia em Hollywood, o tão famoso Código Hayes, do qual sempre estamos falando por aqui. Para os não apreciadores de filmes épicos (como eu), foi uma surpresa muito feliz. A ousadia e a alegria nunca foram tão levados a sério nessa trama que retrata o período em que cristãos eram perseguidos em Roma.

Foi com O sinal da cruz que Cecil B. DeMille mandou um beijinho no ombro aos que achavam que ele estava acabado enquanto diretor e produtor.

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Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Se estivesse vivo, Rock Hudson estaria completando hoje 91 aninhos de idade. O astro colecionava bons amigos na Era de Ouro do cinema e foi anfitrião de festas inesquecíveis na sua casa em Beverly Hills. A residência era conhecida como “O Castelo” e frequentada por estrelas como Elizabeth Taylor, Paul Newman, Judy Garland, entre outros.

Muitos questionam suas habilidades ou limitações como ator, mas seu carisma parece ser unânime e dificilmente você escutará qualquer história de Rock sendo rude com quem quer que seja. Aquele sorriso encantador o acompanhou por toda a vida.

Quando temos um ídolo, afirmo também por minhas parceiras aqui do blog, não nos contentamos somente em conhecer seus maiores clássicos. É necessário correr atrás de biografias, assistir documentários e caçar os filmes mais aleatórios que nossa estrela favorita tenha feito antes de emplacar ou aqueles que fizeram para a TV quando a carreira no cinema já não estava essa Coca toda.

Rock Hudson é um dos maiores galãs old-fashion-way que Hollywood já produziu. Já falamos sobre alguns dos romances que ele fez com Douglas Sirk (Tudo Que o Céu Permite, Seu Único Desejo), as comédias românticas com Doris Day, a tentativa de mudar o rumo de sua carreira em “O Segundo Rosto” e quando se uniu a outros astros da Golden Age em um filme dos anos 1980, o suspense “A Maldição do Espelho”.

Dessa vez, fizemos uma listinha de filmes com Rock Hudson que não são tão conhecidos quanto “Pillow Talk” ou “Assim Caminha a Humanidade”. Um mergulho de cabeça na carreira desse lindo. Bora relembrar a carreira dele com a gente?

Segura que hoje é dia de ROCK no Cine Espresso, bebê! Continue Reading…

Vítimas do divórcio (1932)

Vítimas do divórcio (1932)

Não é segredo para quem acompanha esse blog que a minha atriz favorita, dona do meu coração, é a Katharine Hepburn. Não foi surpresa então que, em incursões em sebos de São Paulo, eu dei aquela surtada básica quando achei duas (DUAS!) biografias da rainha suprema. Mas eu não podia levar nenhuma, afinal já tinha gastado os tubos em outras sessões de surto na Livraria Cultura e na Fnac. No entanto, minha melhor amiga e companheira de passeio, decidiu me presentear com uma delas; eu precisava escolher. Decidi que aceitava, sim, e que levaria Uma mulher fabulosa, de Anne Edwards – a outra tinha um viés meio sensacionalista, e eu não sei se já estava preparada para derrubar alguns mitos sobre minha diva. Sou dessas.

Todo esse prólogo é apenas para dizer que ler esse livro, me fez querer ver depressa alguns filmes que ainda não vi da Kate, pois ele é rico em detalhes de bastidores e produção de cada um. E por que não começar pelo começo?

A bill of divorcement é o primeiro filme de Katharine Hepburn, em uma época em que ela atuava apenas no teatro, e ainda não era uma estrela – longe disso. A verdade é que o destino – e o diretor George Cukor, futuro de BFF de Kate –  deu uma mãozinha para que Hepburn estreasse finalmente no cinema, ao lado de John Barrymore, e ainda por cima, com um salário bastante alto para a época – 1500 dólares por semana – deixando muita gente no estúdio RKO de cabelos em pé. E, de quebra, mostrasse a que veio.

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Carol (2015)

Carol (2015)

You seek resolutions because you are young.

Carol é uma gota d’água no meio do deserto. Uma pequena gota em meio à areia pesada do deserto. Você olha para o horizonte e só enxerga areia, areia, areia. No entanto, apesar de pequena, essa gotinha é poderosa. Ela não deixa que a tempestade de areia seja um empecilho, e faz com que o horizonte – mesmo distante – não pareça algo inatingível. Carol é uma história poderosa que restaura minha fé em Hollywood, uma crença quase cega de que um novo horizonte de tramas emocionantes nos espera. Um sopro de vida nesse deserto de histórias que não representam a comunidade LGBQT.

As definições de fé no cinema foram devidamente restauradas. Continue Reading…

Creed: nascido para lutar (2015)

Creed: nascido para lutar (2015)

One step at a time. One punch at a time. One round at a time.

Se Sylvester Stallone é um dos meus heróis de infância (sim!), muito disso se deve ao personagem Rocky Balboa, o lutador de coração mole, eternamente apaixonado por Adrian (ADRIAAAAAAN!). Sempre adorei os filmes da série – excluindo-se daí o famigerado Rocky V, de 1990. Aliás, o tema de Rocky V tem semelhanças com o novo filme da franquia; em 1990, Rocky Balboa tentava treinar um lutador jovem. No entanto, seu protegido o trai. O filme é o mais odiado da saga, inclusive pelo próprio Stallone. Sendo assim, não é estranho entender os motivos de Sly para ter receio de aceitar um novo filme, de enredo ligeiramente similar.

Mas fora o fato de ter Rocky treinando outro lutador, Creed: nascido para lutar é muito diferente. Temos Rocky agora coadjuvante, e com um novo personagem-título que não fica devendo nada para seu pai. Sim! O caçula de Apollo Creed, Adonis (Michael B. Jordan) surge para se tornar a família que Rocky Balboa precisa para lutar contra um inimigo inesperado, tanto quanto o garoto precisa de treinamento para enfrentar seus próprios fantasmas.

E o resultado é surpreendente; não é à toa que Stallone levou o Globo de Ouro de ator coadjuvante, tendo faturado o mesmo prêmio no Critics Choice Award. Alguma dúvida que o Oscar também será dele?

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Ponte dos espiões (2015)

Ponte dos espiões (2015)

Dia desses fui a um curso bacana sobre o Steven Spielberg, e o palestrante falou sobre um filme prestes a ser lançado do cara, e que tinha como protagonista ninguém mais, ninguém menos que o Tom Hanks. Mostraram o trailer, e eu fiquei doida para assisti-lo. O tema: a Guerra Fria e a paranoia gerada sobre basicamente qualquer coisa, qualquer pessoa na época.

Triste mesmo foi esperar Ponte dos espiões ser lançado na Gringolândia, onde moro, em um horário digno para que idosas como eu pudessem assistir. Finalmente, consegui, no último sábado, e mal podia esperar para vir para cá escrever a respeito. Bridges of spies tem o poder de prender a atenção do telespectador, do início ao fim. De tirar o fôlego, apenas.

Mais um Spielberg feat Hanks de responsa!

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As vinhas da ira (1940)

As vinhas da ira (1940)

Seis semanas após a estrondosa estreia de E o vento levou em Atlanta, um filme completamente incomum para os padrões hollywoodianos também invadia as salas de cinema: As vinhas da ira. Dirigido por John Ford e rodado em sete semanas, esse filme se tornaria E o vento levou com proposições sociais. Até hoje, muitos anos após seu lançamento, As vinhas da ira ainda dialoga com o nosso presente, sobretudo neste momento em que vivemos uma das maiores e ferozes crises do sistema capitalismo.

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O eterno judeu (1940)

O eterno judeu (1940)

A manipulação da história parece algo impensável a primeira vista. Qualquer um com bom senso sabe, por exemplo, que a ditadura civil-militar brasileira não é uma invenção da esquerda. No entanto, algumas pessoas que saíram às ruas este ano protestando contra o governo empunhavam cartazes que pediam a volta desse período negro em nossa história. De repente, a ditadura não parecia mais tão ruim, ela era até boa, o país estava a pleno vapor, crescendo 5% ao ano! Como não querê-la de volta então?

Exemplos como esse nos mostram que a história pode ser manipulada a bel prazer para atingir determinado fim. Trata-se de uma história que favorece uns e desfavorece outros. O eterno judeu, filme de cunho nazista, busca criar uma imagem negativa dos judeus que justificasse sua aniquilação, através de uma lavagem cerebral muito bem executada. A trilha sonora, o narrador e as imagens não deixam dúvidas ao espectador alemão: os judeus são o mal do mundo e merecem ser exterminados.

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Despedida de solteiro (1957)

Despedida de solteiro (1957)

Quando voltaram para suas casas, após o término da Segunda Guerra Mundial, os homens encontraram algo bem diferente do que esperavam: suas mulheres trabalhando e uma sociedade devastada. Para reverter este quadro todos os homens que haviam lutado na Segunda Guerra agora teriam direito a uma educação universitária gratuita. Além disso houve um movimento de “volta” das mulheres ao lar, ou seja, agora que seus maridos estavam presentes para sustentar a casa elas não precisavam mais trabalhar. Algumas mulheres disseram não e outras aceitaram. O fato é que os anos 50 representam uma “crise” nos valores sociais norte-americanos, algo que iria agravar-se nos anos 60.

Despedida de solteiro retrata a crise do homem norte-americano, o WASP (White Anglo-Saxon Protestant), que de repente se viu sem eira nem beira após assistir aos horrores da Segunda Guerra Mundial. Frente à luta pelos direitos civis e ao ingresso das mulheres na força de trabalho os homens sentiram-se acuados. Realizado pela produtora de Burt Lancaster, o filme discute a crise do casamento, um dos pilares da sociedade norte-americana.

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Sede de Viver (1956)

Sede de Viver (1956)

Interpretar Vincent Van Gogh renovou minha teoria sobre o significado de ser ator. Para mim, representar é criar ilusão, fazendo uso de disciplina rígida para não se perder na personagem em questão. O ator nunca pode se confundir com a personagem, o público sim. Enquanto se está representando, tenta-se incorporar seus pensamentos; quando o filme acaba, deve-se voltar a si mesmo. É necessário controlar-se. Entretando, por pouco não me perdi em Van Gogh.” – Kirk Douglas

Falta pouco mais de um ano para o centenário do Kirk Douglas. Um dos atores mais versáteis e completos de que já ouvimos falar. Foi indicado três vezes ao Oscar, sem nunca faturar a estatueta (DiCaprio feelings). Somente em 1996, a Academia resolveu homenagear o astro com um Oscar honorário e o anúncio que antecedeu a entrega do prêmio o descreveu como “um ator que não marcou somente em um filme, mas no conjunto de sua obra”. Bullshit! Nossa humilde opinião é de que Kirk foi subestimado diversas vezes por membros da Academia, que só enfatizaram seu trabalho bem mais tarde. Antes tarde do que nunca, devem ter pensado “vamos dar logo um prêmio honorário pra não ficar assim tão feio, né”.

Quarenta anos antes desse tapa-gafe do Oscar, em 1956 Kirk era indicado ao prêmio de Melhor Ator por sua performance em Lust for Life (Sede de Viver, no Brasil). O filme é baseado no bestseller “Lust for Life”, lançado em 1934 e retrata o trabalho e vida pessoal de Van Gogh. Dirigido por Vincente Minnelli, o longa-metragem captura imagens autênticas de diversas obras do gênio, cedidas por museus e instituições que colaboraram com a produção.

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