Os sete suspeitos (1985)

Os sete suspeitos (1985)

Eu acuso a Dona Branca na sala de estar com o castiçal.

Atire a primeira pedra a criança que nunca disse essa famosa frase (com suas devidas variações) durante sua infância. Ela pertence ao jogo de tabuleiro Detetive, que juntamente com o Banco Imobiliário estragou a vida de muitos pais por aí. Lembro de fazer minha mãe jogar comigo, não tinha irmãos e demorei muitos anos para finalmente ganhá-lo. Até hoje o guardo com carinho e de vez em quando o uso em minhas aulas de francês.

Um jogo tão querido do público merecia ganhar uma adaptação cinematográfica e foi exatamente o que aconteceu! Finalmente podemos ver Dona Branca, Coronel Mostarda e companhia materializados e o resultado não poderia ser nada além de assassinato.

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Os seus, os meus e os nossos (1968)

Os seus, os meus e os nossos (1968)

Eu simplesmente adoro descobrir filmes do povo da Old Hollywood que eu nem tinha ideia que existiam. Aconteceu antes com Que papai não saiba, que me fez levar um tiro devido a parceria Rogers-Stewart. Aliás, falando em Ginger e Jimmy, o filme que descobri por esses dias, traz como protagonistas exatamente seus respectivos melhores amigos: Lucille Ball e Henry Fonda.

Hank e Lucy me surpreenderam positivamente em Os seus, os meus e o nossos. Eu não fazia a mínima ideia de que esse filme tinha uma versão original de 1968. Conhecia, é claro, aquela com o Dennis Quaid, mas obviamente, a versão de 1968 deixa seus remakes no chinelo.

Os seus, os meus e o nossos tem todos os ingredientes daquelas comédias tipo família que passam na Sessão da Tarde: mensagens bonitinhas, crianças purgantes e momentos muito, mas muito engraçados.

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Quatro filmes de Julia Roberts nos anos 90 que ajudaram a formar seu caráter

Quatro filmes de Julia Roberts nos anos 90 que ajudaram a formar seu caráter

Fato: quando eu era criança não tinha esse amor infinito que geralmente se tem, nessa fase, pelos filmes da Disney. Enquanto a maioria das outras meninas babava, sei lá, pela Pequena Sereia, tudo que eu queria era ser legal como a Julia Roberts. Sim! Eu fui uma criança estranha, que amava comédias românticas, filmes de brucutu (sobretudo se estrelados pelo Stallone!) e novelas mexicanas. Disso tudo, resultou eu, euzinha que vos fala.

Mas, falando sério, não se pode negar que Julia Roberts foi um dos ícones da década de 90. Foi sucesso atrás de sucesso, um pequeno período de flop, e mais sucesso. E posso apostar que, em um momento ou outro, algum filme dela fez parte de sua vida, nem que fosse naquele lindo dia em que você estava em casa de bobeira, vendo Sessão da Tarde.

Sendo assim, o Cine Espresso traz, nessa quarta-com-cara-de-quinta, alguns desses clássicos da Juju nos anos 90 que simplesmente não podemos esquecer.  Continue Reading…

Charada (1963)

Charada (1963)

Na década de 1960 o cinema, de maneira geral, começava a passar por algumas mudanças, e comédias românticas a la Doris Day estavam ficando para trás. A Old Hollywood dava seus últimos suspiros. Nesse contexto, surge Charada, o filme que o The Guardian chamou de “a última faísca da Golden Age”.

E os protagonistas para tanto não poderiam ter sido melhor escolhidos! Dois ícones de uma era para o melhor filme de Hitchcock que Hitchcock nunca fez.

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Ricki and The Flash – De volta para casa (2015)

Ricki and The Flash – De volta para casa (2015)

Ah, Meryl Streep. Insira muitos suspiros aqui. Essa mulher leva meu dinheiro desde 2008, quando pela primeira vez fui assisti-la no cinema em Mamma Mia!. Ela arrancou meu coração fora ao cantar músicas da minha banda de pop favorita, o ABBA. De lá para cá, nesta vida severina de cinéfila, encontrei pouquíssimas pessoas que não apreciavam seu trabalho. Um abraço coletivo de todos que choraram com A escolha de Sofia. De lá para cá, ela já leu receitas com voz sensual no programa de Ellen DeGeneres, fez selfie no Oscar, comeu pizza no Oscar, fumou maconha com o Alec Baldwin e mostrou que senhora de 66 anos ainda tem papeis bons, ainda aparece transando em cena com roqueiro bonitão sim senhor! Quem dera que outras atrizes pudessem fazer as mesmas coisas que Streep, mas isso é conversa para outro post.

Em 2015 ela nos apresenta de novo uma faceta que nós adoramos: a de cantora. Só que aqui ela não é a cantora de rádio de A última noite e nem a atriz decadente que canta Me em A morte lhe cai bem. Que nada, meus amigos, em Ricki and the flash ela canta Rolling Stones, Bruce Springsteen, Pink e Lady Gaga. Ela faz com que a gente caia de amores por sua Ricki, a roqueira decadente que busca resgatar o relacionamento com os filhos.

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Você me pertence (1941)

Você me pertence (1941)

Que saudades estava de escrever sobre filmes de Barbara Stanwyck por aqui! Para uma sexta-feira à noite, depois de quatro horas ouvindo meu professor falar sobre Marx, precisava urgentemente de uma comédia. Vamos ver o que temos aqui… Eu ainda não vi esse filme da Missy com o Henry Fonda, parece bom. Foi mais ou menos assim que escolhi assistir Você me pertence, último filme da dobradinha Fonda-Stanwyck.

Lá pelas tantas já estava irritada com o enredo e com a mensagem clara que Você me pertence carregava: amor e trabalho, para uma mulher, não combinam. Só meu imenso amor por Barbara Stanwyck e a vontade de, mais uma vez escrever sobre esse assunto, me fizeram prosseguir com o filme.

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De Mulher Para Mulher (1941)

De Mulher Para Mulher (1941)

Não é comercial da Marisa! “De Mulher Para Mulher” (título nacional de “When Ladies Meet”, de 1941) é um daqueles filmes de triângulo amoroso que a gente adora, estrelando Joan Crawford, Greer Garson, Robert Taylor e Herbert Marshall. O trailer deixa claro que a produção foi uma tentativa da MGM para repetir o sucesso de “Núpcias de Escândalo” e “Fruto Proibido” que também reuniram as maiores estrelas daquele período em ótimas comédias. A fórmula não deu tão certo assim, tanto que nem sequer sabíamos da existência dele até pouco tempo.

“When Ladies Meet” pode não ser tão engraçado quanto os filmes que citamos, na verdade é repleto de momentos dramáticos que podem tê-lo prejudicado como comédia. Talvez ele tenha sido “vendido” da maneira errada.

Após finalmente assistí-lo posso afirmar que o filme me surpreendeu em todos os sentidos, e que é muito mais que um punhado de estrelas de cinema. Comédia ou drama, trata-se de uma boa história. Continue Reading…

Meus Braços Te Esperam (1951)

Meus Braços Te Esperam (1951)

Certamente não existe ninguém em Hollywood que represente melhor o Valentine’s Day do que Doris Day. Muitos de seus filmes são baseados na instituição do casamento e a atriz/cantora nascida em Ohio nunca teve medo de parecer exatamente o que é: uma romântica! E isso aparece em diversos trabalhos, as comédias românticas de Doris contam com todos os ingredientes do gênero: romance, músicas açucaradas e o melhor que a fotografia em technicolor pode oferecer!

Todo mundo é um pouco romântico, então vamos falar de On Moonlight Bay (Meus Braços Te Esperam, no Brasil).

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O fantasma apaixonado (1947)

O fantasma apaixonado (1947)

You can be much more alone with other people than you are by yourself, even if it’s people you love.

Filmes que tratam de alguma maneira do sobrenatural, mas sem um pingo de assustador. Taí uma coisa que eu gosto. Foi assim com Sortilégio de amor. Foi assim também com O fantasma apaixonado, filme que descobri quase que por acaso. Sentei para assistir também por acaso, em um sábado à noite qualquer. E logo eu estava encantada pelo charme desse filme, dirigido pelo maravilhoso Joseph L. Mankiewicz e com uma trilha arrebatadora de Bernard Herrmann.

Apesar do que o título bobo em português sugere, O fantasma apaixonado não tem nada de infantil. Protagonizado por Rex Harrison (o queridinho do Mankiewicz) e pela belíssima Gene Tierney, o filme apresenta uma história que envolve o espectador, provoca ótimas risadas e, de quebra, ainda foge do clichê.

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Os homens preferem as loiras (1953)

Os homens preferem as loiras (1953)

But square-cut or pear-shaped
These rocks don’t lose their shape
Diamonds are a girl’s best friend!

 

Os homens preferem as loiras foi a minha primeira incursão no fantástico e fascinante mundo de Marilyn Monroe. Lembro que, naquela época, minha mãe me deu de presente todos os filmes que formariam meu caráter como cinéfila e este clássico de Howard Hawks foi um deles.

Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa chegada em musicais, mas existem algumas coisas nessa vida pelas quais você abre uma exceção, e uma delas é Os homens preferem as loiras. É impossível não se ver enfeitiçado por Marilyn Monroe e Jane Russell!

Além disso, o que dizer sobre Diamonds are a girl’s best friend? Um número musical tão ou mais icônico do que Gene Kelly e seu guarda-chuva. Não há quem não se lembre do vestido rosa e dos diamantes, seja na imagem da própria Marilyn ou na homenagem de Madonna no videoclipe de Material Girl. Ainda lembro da fita cassete da Madonna que minha mãe tinha em casa e de como eu simplesmente amava dublar Material Girl, correndo de um lado para o outro, imaginando aqueles homens de terno me oferecendo diamantes. Mal sabia que estava imitando mesmo Marilyn Monroe!

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