A gata comeu (1985) – PARTE I

A gata comeu (1985) – PARTE I

Ela comeu meu coração / Trincou, mordeu, mastigou, engoliu, comeu

Antes mesmo de ser uma cinéfila da cabeça aos pés, muito antes, eu era uma criança das mais noveleiras. Acompanhava todas as novelas que passavam, incluindo as reprises do Vale a pena ver de novo. Acontece que a vida adulta chega pra todo mundo, e logo tive que abandonar as novelas, e aos poucos fui perdendo o interesse de vez. No entanto, nos últimos tempos comecei a ver no Canal Viva algumas pérolas fantásticas das novelas: Pedra sobre pedra (quem diria que eu voltaria ao mundo dos ships com Renata Sorrah e Lima Duarte?), Dancin’ Days, e finalmente, desde outubro, A gata comeu. Depois de anos ouvindo minha mãe encher a bola dessa novela, dizendo que Jô Penteado e Professor Fábio formavam o melhor casal das telenovelas ever, comecei bem por acaso a assistir um episódio aqui e ali… pronto! Meu coração foi roubado. A gata roubou meu coração. Mascou, moeu, triturou, deglutiu, comeu.

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Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Se estivesse vivo, Rock Hudson estaria completando hoje 91 aninhos de idade. O astro colecionava bons amigos na Era de Ouro do cinema e foi anfitrião de festas inesquecíveis na sua casa em Beverly Hills. A residência era conhecida como “O Castelo” e frequentada por estrelas como Elizabeth Taylor, Paul Newman, Judy Garland, entre outros.

Muitos questionam suas habilidades ou limitações como ator, mas seu carisma parece ser unânime e dificilmente você escutará qualquer história de Rock sendo rude com quem quer que seja. Aquele sorriso encantador o acompanhou por toda a vida.

Quando temos um ídolo, afirmo também por minhas parceiras aqui do blog, não nos contentamos somente em conhecer seus maiores clássicos. É necessário correr atrás de biografias, assistir documentários e caçar os filmes mais aleatórios que nossa estrela favorita tenha feito antes de emplacar ou aqueles que fizeram para a TV quando a carreira no cinema já não estava essa Coca toda.

Rock Hudson é um dos maiores galãs old-fashion-way que Hollywood já produziu. Já falamos sobre alguns dos romances que ele fez com Douglas Sirk (Tudo Que o Céu Permite, Seu Único Desejo), as comédias românticas com Doris Day, a tentativa de mudar o rumo de sua carreira em “O Segundo Rosto” e quando se uniu a outros astros da Golden Age em um filme dos anos 1980, o suspense “A Maldição do Espelho”.

Dessa vez, fizemos uma listinha de filmes com Rock Hudson que não são tão conhecidos quanto “Pillow Talk” ou “Assim Caminha a Humanidade”. Um mergulho de cabeça na carreira desse lindo. Bora relembrar a carreira dele com a gente?

Segura que hoje é dia de ROCK no Cine Espresso, bebê! Continue Reading…

Presente de grego (1987)

Presente de grego (1987)

Eu notei que nos últimos meses o Netflix tem desenterrado um monte de filmes aleatórios. Pensou em algum filme lado B com a Whoopi Goldberg dos anos 90 que você via na Sessão da Tarde? Pode apostar que está lá. Coisas que você nem lembrava que existia da década de 80? Também!

Um desses xuxuzinhos redescobertos foi a comédia Presente de grego, um daqueles filmes beeem yuppies dos anos 80. Temos uma Diane Keaton (que consegue me fazer assistir a algumas bombas só por sua digníssima presença) como uma mulher independente e workaholic – e dentro disso, um caminhão de estereótipos e ideias preconcebidas sobre esse perfil de mulher. Ok, ok, a gente bem sabe que é uma outra época, mas eu não consigo deixar meu eu lírico problematizador de fora, nem mesmo mais com clássicos da Old Hollywood. Mas, bem lá no fundo, Presente de grego (ou Baby Boom, no original), apesar dos clichês do gênero, consegue ter seus momentos divertidos.

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Cinco filmes adolescentes dos anos 80

Cinco filmes adolescentes dos anos 80

“…E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem pelo que atravessam...” (David Bowie)

É impossível negar: a década de 1980 foi inovadora e inesquecível de muitas maneiras. Com toda a certeza, o cinema foi uma delas. Diversos filmes produzidos durante esse período tem hoje status de clássicos e cults. Além disso, foi nessa época que um segmento da sétima arte ganhou força: o cinema feito especificamente para adolescentes, com tramas com as quais esse público poderia se identificar. Público esse que, aliás, sempre foi um dos grandes consumidores do cinema desde o seu surgimento.

Olhando agora, pode até parecer bobagem, mas essa ideia foi uma grande novidade na época, afinal, filmes com essa proposta ainda eram um tanto raros. Um dos grandes nomes dessa vertente foi John Hughes que soube como ninguém transpor para as telas a mente do jovem daquela década. Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s day off) é hoje um clássico absoluto, queridinho de nove entre dez amantes do cinema, e tudo devido a mente brilhante de Hughes, bem como seu feeling certeiro para escolher atores para dar vida aos seus personagens inesquecíveis.

Mas nem tudo é Ferris Bueller, e hoje listamos outros cinco clássicos do cinema adolescente da década de 1980. Anota aí!  Continue Reading…

Como eliminar seu chefe (1980)

Como eliminar seu chefe (1980)

Se hoje as feministas ainda são taxadas de loucas, imagine na década de 80. Passado os anos 60 e 70, momentos chave para o movimento feminista, Hollywood começava, aos poucos, a incorporar essa temática em seus filmes. Ainda que a palavra feminista não fosse claramente pronunciada nos filmes, as temáticas estavam lá. Das mães solteiras interpretadas por Gena Rowlands, Ellen Burstyn e Diane Keaton à ativista estudantil de Barbra Streisand em O nosso amor de ontem. No entanto, todas essas personagens eram uma versão limpinha e polida da feminista louca, queimadora de sutiã e não depilada. Versões que o cinema de massa poderia engolir facilmente.

Como eliminar seu chefe, infelizmente, continua a safra de filmes com temáticas ligadas ao feminismo facilmente digeríveis. A diferença é que ele faz isso depois de muito sambar na nossa cara, mostrando a opressão sofrida pelas mulheres no ambiente de trabalho.

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Até os Fortes Vacilam (1960)

Até os Fortes Vacilam (1960)

 

Palavras não bastam para definir o que sentimos ao encontrar esse filme, protagonizado por Anthony Perkins e a estreante Jane Fonda em 1960. “Tall Story” é aquele projeto que tinha tudo pra dar certo, mas… não deu. Antes de Norman Bates, Perkins interpretou diversos “mocinhos” em filmes românticos (entre eles, as pérolas “Desire Under the Elms” em parceria com Sophia Loren e “Green Mansions” em que era o mozão de Audrey Hepburn). Jane Fonda fazia trabalhos como modelo, enquanto estudava os últimos “métodos” de atuação com Lee Strasberg. A curiosidade a cerca de sua estréia era assunto de diversas colunas em revistas de cinema.

Quem liga para as críticas, quando se pode testemunhar Tony Perkins jogando basquete e a jovem cheerleader Jane Fonda? “Tall Story” é a típica trama sessão da tarde, e como assisti sem pretensão, pude me divertir um bocado! Vamos por partes: o filme dirigido por Joshua Logan é uma farofa comédia que faz uma crítica social bem humorada, sobre estudantes que aproveitavam a rotina universitária para arrumarem um casamento. Claro que, infelizmente, é a personagem de Jane Fonda que vê a faculdade como um mero instrumento para alcançar o sonho de se casar (num período em que a chegada das mulheres na universidade estava a todo vapor).

Tall Story (Até os Fortes Vacilam, no Brasil) foi lançado em 6 de abril, poucos meses antes da estréia de Psicose. Seria a última vez que a América receberia Perkins com os mesmos olhos. Continue Reading…

Os reis do iê-iê-iê (1964)

Os reis do iê-iê-iê (1964)

1964: quatro caras vindos do norte da Inglaterra acabam de espatifar milhares de corações ao redor do mundo. Sim, os Beatles estavam no auge em 1964; após conquistarem a América, nada parecia impossível para os rapazes de Liverpool.200_s

É por isso que quando o diretor Richard Lester surgiu com a proposta de um filme para o grupo, eles nem titubearam; toparam logo. O filme, ao contrário do que se imaginava, não seria um documentário acompanhando a banda, e sim, uma versão bonitinha e até mesmo um pouco nonsense da realidade dos Fab Four.

E foi com o típico humor britânico, que consagraria o Monty Python anos mais tarde, que A hard day’s night (ou Os reis do iê-iê-iê, como resolveram chamar o filme no Brasil pré-Jovem Guarda) entrou para a história da cultura pop.

(E isso que os tais caras ainda nem tinha descoberto a maconha…)

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Amor à toda velocidade (1964)

Amor à toda velocidade (1964)

As incursões de Elvis Presley no mundo do cinema geraram, principalmente, duas coisas: baldes de dinheiro e muitas críticas severas ao astro, bem como aos roteiros dos filmes – na maioria das vezes, com razão. Mas quem realmente se importava? O negócio era destruir os cinemas e suspirar cada vez que Elvis aparecesse na tela.

Na data em que celebramos o aniversário do Rei do Rock, relembramos aquela que é considerada a sua melhor (ou menos pior) atuação: o mecânico-corredor-cantor-rebolador Lucky Jackson em Viva Las Vegas, de 1964, ao lado da beldade Ann-Margret.

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Cinco filmes de Woody Allen que você pode ver no Netflix

Hoje o nosso velhinho amado completa 80 anos de sarcasmo e ótimos roteiros. Desde os anos 80, Woody Allen nos dá um filme por ano, e às vezes até mais de um.  O diretor é figurinha fácil aqui no Cine Espresso, e como não poderia deixar de ser, hoje resolvemos botar a cara no sol e listar cinco ótimos filmes do cara que estão no Netflix.

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Feira de Ilusões (1945)

Feira de Ilusões (1945)

É isso aí, galera, vai ter musical com Dana Andrews e Jeanne Crain sim!

Os anos 40 trouxeram consigo alguns dos melhores musicais de todos os tempos. O sucesso da peça “Oklahoma!”, composta por Rodgers and Hammerstein e lançada em 1943, chamou a atenção da Century Fox. O estúdio solicitou que a dupla fizesse uma versão musical de “State Fair”, filme estrelado por Janet Gaynor em 1933 que obteve diversas indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme.

“Feira de Ilusões” (título nacional, que bem poderia ser um documentário sobre nossa vida) é o primeiro entre os grandes musicais compostos por Rodgers and Hammerstein, muito antes de “A Noviça Rebelde”, “Carrossel” e a versão cinematográfica de “Oklahoma!”. A direção é assinada por Walter Lang, que dirigiu vários daqueles filmes bonitinhos da Shirley Temple e, anos mais tarde, “O Rei e Eu”.

Alguns meses atrás eu estava procurando os DVDs da Coleção de Musicais de Rodgers and Hammerstein, sem sonhar que encontraria Dana Andrews “soltando a voz” com Jeanne Crain no meio de um parque de diversões, dividindo uma maçã do amor. Cê vê só como a gente quebra a cara com os estereótipos em Hollywood, não? Continue Reading…

                                    
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