Sede de Escândalo (1931)

Sede de Escândalo (1931)

Se a MGM tinha Irving Thalberg nos seus melhores anos, a Warner Brothers não ficava muito atrás. No começo dos anos 30 o estúdio tinha Darryl F. Zanuck, responsável por colocar ordem na bagaça. A Warner Brothers deve muito a ele, pois o estúdio estava às portas da falência quando foi resgatado pelo produtor e colocado em pé de igualdade com outros grandões, como a MGM.

Sede de Escândalo tem a marca inconfundível do estilo dos maninhos Warner: dramas sociais, diálogo rápido e a preferência por histórias cruéis. Histórias de amor? Eles pouco ligavam para isso. A combinação explosiva desses três elementos funde-se com a atuação monstruosa de Edward G.Robinson, em seu primeiro papel mais dramático.

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Sete lugares em São Paulo para os amantes de filmes e livros

Sete lugares em São Paulo para os amantes de filmes e livros

Quando minhas férias estavam finalmente confirmadas e minha passagem para São Paulo comprada, a primeira coisa que fiz foi uma lista de lugares que gostaria de visitar nessa cidade. Metade dos itens estavam relacionados ao cinema ou à literatura. Minha mãe me mandava e-mails dizendo que deveria comer o famoso pastel de feira (infelizmente algo que não consegui fazer!) e o sanduíche de mortadela igualmente célebre enquanto minha cabeça estava nas nuvens com a possibilidade de finalmente poder ver de perto a exposição sobre François Truffaut no MIS (Museu da Imagem e do Som).

Nenhum sanduíche ou pastel tem o mesmo sabor de uma visita à Livraria Cultura da Avenida Paulista, ao MIS ou à biblioteca da ECA na USP. Se você é amante de cinema e literatura, aqui vão algumas dicas preciosas de lugares para visitar durante sua estadia em São Paulo.

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Pink Floyd The Wall (1982)

Pink Floyd The Wall (1982)

Is there anybody out there?

Há alguns anos atrás, na faculdade, eu era apenas uma simples poser em matéria de Pink Floyd, até conhecer e virar super amiga de um cara da História, que me apresentou for real essa banda fantástica. Um belo dia ele chegou com um DVD, com uma capa que na época achei bizarra, dizendo que eu precisava mesmo assistir aquilo pra ontem. É claro que fui isso que eu fiz. E fiquei imediatamente embasbacada. E apaixonada pelas coisas que são capazes de sair da mente de Roger Waters.

The Wall é um filme perturbador e metafórico, de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Através das músicas do álbum homônimo, a história de Pink Floyd, um rockstar transtornado pelos fantasmas da infância, a superficialidade da fama e das relações que o cercam.

É uma viagem, no melhor sentido que a palavra pode ter, digna da mente da qual saiu. E como nessa semana comemoramos o dia mundial do Rock, nada melhor do que relembrar esse clássico cult aqui no Cine Espresso.

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Grande Hotel (1932)

Grande Hotel (1932)

Grand Hotel was a grand film, a grand experience in my life. I’m so proud. I was thrilled when I heard I was going to do be doing it. I only wanted to be worthy.

Joan Crawford

No começo dos anos 30 não tinha para ninguém: Irving Thalberg era o cara. Este moço na casa dos 20 anos , ambicioso e com um faro incrível para o que agradava as plateias, realizou uma revolução silenciosa no cinema. Quando pensamos na MGM dos anos 30, no “sistema” que elevou esse estúdio ao posto de um dos maiores da época, é o nome Irving Thalberg que vem aos lábios. Ao lado de Louis B.Mayer, ele formou uma das duplas mais dinâmicas de figurões do cinema. Grande Hotel é a política Thalberg-Mayer levada ao extremo: grandes estrelas, orçamentos caros, glamour, muitas reescritas e retakes. E os caras entendiam tanto do riscado que esse filme foi um dos grandes hits de 1932 e ainda faturou o Oscar de melhor filme!

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Fuga do passado (1947)

Fuga do passado (1947)

Fuga do passado (Out of the past) talvez seja um dos filmes noir da RKO mais conhecidos do público. Geralmente esse estúdio se concentrava nos filmes noir do tipo B, no entanto Fuga do passado é uma dessas preciosidades do tipo A, que nada perdem para noirs dos grandes estúdios como Warner Brothers e MGM.

Foi este filme que elevou Robert Mitchum ao posto de “homem do noir“, ao lado de outros atores que ficariam consagrados nesse estilo. Além disso, Fuga do passado reafirma o talento de Kirk Douglas, que já nos deixara sem ar em O tempo não apaga; outro filme noir que certamente merece uma review por aqui.

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A briga entre Carl Laemmne e Irving Thalberg

A briga entre Carl Laemmne e Irving Thalberg

Uma parte da história de Hollywood aconteceu atrás das câmeras, mais precisamente nos escritórios dos grandes magnatas dos estúdios. Louis B.Mayer, David Selznick e tantos outros visionários por vezes não parecem boas pessoas aos nossos olhos devido à maneira como exploravam suas estrelas e como tratavam-nas como pura mercadoria. Atraindo nossa empatia ou não, nós não podemos negar que essas pessoas foram muito importantes para a consolidação do cinema, quer dizer, de um modelo específico de se fazer e pensar cinema que morreria nos anos 50 com a chegada da televisão.

Hoje os protagonistas deste capítulo ainda pouco conhecido pela maioria são Carl Laemmle e Irving Thalberg (muito antes de se casar com Norma Shearer e dar origem a todas as tretas por papéis bons na MGM). Com participação especial de Erich Von Stroheim.

Iremos contar a história do impasse entre Irving e Carl, ou seja, de duas visões de fazer cinema bem distintas. Carl, presidente da Universal Pictures, acreditava que o estúdio deveria continuar fazendo pequenos filmes e noticiários enquanto Irving desesperadamente tentava lutar contra o gasto excessivo de dinheiro e mostrar ao seu patrão que os filmes de tipo A eram o futuro do cinema. Continue Reading…

O destino bate à sua porta (1946)

O destino bate à sua porta (1946)

A expressão tocar fogo no cabaré me encanta. Já a utilizei diversas vezes por aqui, mas acredito que ela nunca se encaixou tão bem quanto para descrever os filmes noir. Riscar o fósforo e esperar as chamas consumirem as plateias mais conservadoras (e ávidas por sordidez ao mesmo tempo) é algo que esse gênero consegue realizar com eficácia. Em 1944, Barbara Stanwyck tocou fogo no cabaré ao aparecer só de toalha no alto de uma escada em Pacto de Sangue; em 1946 seria a vez de Lana Turner incendiar o público enquanto a câmera nos presenteia com uma preguiçosa visão de seu corpo em trajes de banho.

Idealizado pela galinha dos ovos de ouro do noir, James M.Cain, O destino bate à sua porta tem tensão sexual, corrupção, diálogos ácidos e valores que a sociedade norte-americana não estava nenhum pouquinho interessada em mostrar. Código Hayes de censura? Que código? Um beijo para o Código Hayes! *Claudete Troiano feelings*

Pois se o cinema norte-americano estava interessado, agora que a Segunda Guerra Mundial havia terminado, em mostrar um pouco de otimismo em seus filmes, O destino bate à sua porta faz tudo ao contrário. E o público adorava essa subversão.

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Audrey & Bill: an affair to remember

Audrey & Bill: an affair to remember

She was the love of my life.

He’s my guardian angel, the most handsome man I’ve ever met.

Uma vez a Jess comentou aqui no blog sobre o quanto de tristeza e tragédia se esconde por trás dos sorrisos das estrelas de Hollywood. De imediato, lembrei de vários casais que não deram certo, por um motivo ou outro. O meu favorito nesse quesito “casal que nunca foi” é aquele formado por Audrey Hepburn e William Holden, casal, aliás, desconhecido por muita gente.

Audrey e Bill se conheceram no set de Sabrina, em 1954, ficaram amigos, começaram um caso, e sofreram juntos com o desprezo de Humphrey Bogart. Mas eles se amavam loucamente e não estavam nem aí. Tudo parecia se encaminhar de um divórcio da esposa de Bill para um casamento feat uma penca de filhos. Só parecia…
Porque deu ruim.

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Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor

Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor

Eles jantavam juntos na casa dela ao som de Benny Goodman. Para ele, ela era a melhor professora da vida que ele já teve, a greater “pro”. Ela tinha acabado de sair de um casamento/relacionamento abusivo e não queria ser vista ao lado dele. Eles jantavam ao lado de Joan Crawford e Franchot Tone. Eles eram nada mais nada menos do que Barbara Stanwyck e Robert Taylor.

Missy e Bob (seus respectivos apelidos) foram casados durante 12 anos, quase se separaram por causa da atriz Lana Turner e teriam explodido a Internet se ela existisse nos anos 40. Só se falava neles! Bob, um ator que despontava na MGM, e Missy, a mais recente divorciada do pedaço, saindo para jantar e dançar.

Como um dos casais mais famosos de Hollywood se conheceu? Em que circunstâncias? Continue Reading…

Na cama com Madonna (1991)

Na cama com Madonna (1991)
She doesn’t want to live off-camera, much less talk. There’s nothing to say off-camera. Why would you say something if it’s off-camera? What point is there existing?

(Warren Beatty)

Madonna é um ícone que dispensa apresentações. Na música pop ela foi responsável por abrir caminho e derrubar barreiras, sendo quase que diretamente responsável pela liberdade que as divinhas pop de hoje em dia tem. Pode anotar: quase tudo que elas fazem, a chamada Rainha do Pop provavelmente já fez antes. Apesar disso, Madonna não é unanimidade – tem haters na mesma medida que tem fãs.

Grande fã do cinema clássico, que já homenageou diversas vezes de muitas formas, tendo como inspiração nomes como Marlene Dietrich e Marilyn Monroe, parece quase óbvio que uma hora ou outra ela acabaria se arriscando no mundo do cinema. Até mesmo seus dois casamentos foram com homens do meio (Sean Penn e Guy Ritchie), e abriram portas nesse sentido. Mas as incursões de Madonna no mundo da sétima arte não foram bem sucedidas na maior parte do tempo. Mesmo tendo levado um Globo de Ouro pela bela atuação em Evita(1996), a cantora foi alvo de chacota em muitos de seus filmes – já ganhou inúmeros Framboesas de Ouro e até mesmo foi eleita a pior atriz do século. Mesmo as suas tentativas de dirigir filmes, foram ridicularizadas.

bedmadonnaEm 1991, quando Taylor Swift ainda usava fraldas, Madonna estava no topo do mundo. Acumulando sucessos e polêmicas, ela consolidou a imagem de Rainha do Pop durante a turnê Blonde Ambition. No show, munida de seu famoso sutiã de cone de Gautier, ela jogava na roda temas como religião, sexo, família, relacionamentos – tudo na mesma intensidade. O documentário Na cama com Madonna acompanha a intensa turnê, e mostra a cantora da maneira como ela gostaria de ser vista – ou seja, foi atuação pura. Uma mãe para os seus dançarinos, uma guerreira na luta pela igualdade, um ícone.

A melhor atuação de Madonna não foi como Eva Perón, ao contrário do que a maioria pensa.

A melhor atuação de Madonna foi vivendoMadonna nesse documentário. Da maneira como ela se via: uma deusa, uma louca, uma feiticeira um ícone pop, uma diva irresistível. Uma lenda. Continue Reading…

                                    
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