Eu sei o que aconteceu a Baby Jane

Eu sei o que aconteceu a Baby Jane

Quando Harry Potter and the Cursed Child foi finalmente anunciado, minhas melhores amigas (e revisoras do Cine Espresso) ficaram muito eufóricas com a possibilidade de assistir algo que elas amavam tanto pela primeira vez no teatro. Embora eu tivesse ficado muito contente por elas, não entendia de verdade a dimensão de algo que forma o seu caráter “estar de volta” e causar os mesmos frissons adolescentes de 10 e tantos anos atrás. Até que um belo dia tomei conhecimento de que O que terá acontecido a Baby Jane?, um dos filmes que formou meu caráter como cinéfila, seria adaptado para palcos brasileiros. Aí, meus senhores, eu senti na pele os arrepios ao olhar uma simples foto dos ensaios ou ao assistir à coletiva de imprensa com o diretor e o elenco.

E, depois de ter tido a oportunidade de assistir a essa adaptação teatral na primeira fila, tentarei descrever um pouco do que senti ao ver Eva Wilma e Nicette Bruno representando as personagens tão consagradas por Bette Davis e Joan Crawford.

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Presente de grego (1987)

Presente de grego (1987)

Eu notei que nos últimos meses o Netflix tem desenterrado um monte de filmes aleatórios. Pensou em algum filme lado B com a Whoopi Goldberg dos anos 90 que você via na Sessão da Tarde? Pode apostar que está lá. Coisas que você nem lembrava que existia da década de 80? Também!

Um desses xuxuzinhos redescobertos foi a comédia Presente de grego, um daqueles filmes beeem yuppies dos anos 80. Temos uma Diane Keaton (que consegue me fazer assistir a algumas bombas só por sua digníssima presença) como uma mulher independente e workaholic – e dentro disso, um caminhão de estereótipos e ideias preconcebidas sobre esse perfil de mulher. Ok, ok, a gente bem sabe que é uma outra época, mas eu não consigo deixar meu eu lírico problematizador de fora, nem mesmo mais com clássicos da Old Hollywood. Mas, bem lá no fundo, Presente de grego (ou Baby Boom, no original), apesar dos clichês do gênero, consegue ter seus momentos divertidos.

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Quatro referências cinematográficas em novelas mexicanas

Quatro referências cinematográficas em novelas mexicanas

Não faça essa cara de como assim novela no Cine Espresso? porque eu sei que você, assim como eu, cresceu assistindo às novelas mexicanas que passavam no SBT. Antes de eu conhecer a internet e o cinema clássico, tive meus momentinhos de assistir um milhão de vezes às produções da Televisa, estrelando Thalia, Gabriela Spanic e Victoria Ruffo.

Recentemente, após recomeçar a rever A madrasta, uma novela que chegou muito perto do sucesso que A usurpadora fez no México e no mundo, comecei a notar quantas referências cinematográficas permeiam essas tramas. Hoje trazemos cinco referências que, com certeza, farão você enxergar essas histórias açucaradas de outra maneira. Afinal, já dizia Chacrinha: “Nada se cria, tudo se copia”. Continue Reading…

Cinco filmes adolescentes dos anos 80

Cinco filmes adolescentes dos anos 80

“…E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem pelo que atravessam...” (David Bowie)

É impossível negar: a década de 1980 foi inovadora e inesquecível de muitas maneiras. Com toda a certeza, o cinema foi uma delas. Diversos filmes produzidos durante esse período tem hoje status de clássicos e cults. Além disso, foi nessa época que um segmento da sétima arte ganhou força: o cinema feito especificamente para adolescentes, com tramas com as quais esse público poderia se identificar. Público esse que, aliás, sempre foi um dos grandes consumidores do cinema desde o seu surgimento.

Olhando agora, pode até parecer bobagem, mas essa ideia foi uma grande novidade na época, afinal, filmes com essa proposta ainda eram um tanto raros. Um dos grandes nomes dessa vertente foi John Hughes que soube como ninguém transpor para as telas a mente do jovem daquela década. Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s day off) é hoje um clássico absoluto, queridinho de nove entre dez amantes do cinema, e tudo devido a mente brilhante de Hughes, bem como seu feeling certeiro para escolher atores para dar vida aos seus personagens inesquecíveis.

Mas nem tudo é Ferris Bueller, e hoje listamos outros cinco clássicos do cinema adolescente da década de 1980. Anota aí!  Continue Reading…

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Na segunda parte da nossa série com lembranças e curiosidades do Oscar, trazemos alguns momentos memoráveis que merecem serem lembrados. Alguns deles pela emoção. Outros pela vergonha alheia, daquelas que queimam as bochechas só de serem relembrados. Discursos embaraçosos, lágrimas, gafes, tombos, momentos históricos… Tudo pode acontecer na noite de premiação da Academia. Tudo mesmo.

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Stromboli (1950)

Stromboli (1950)

Acho que bem no fundo eu me apaixonei por Roberto desde o momento em que vi Roma, cidade aberta, pois não podia ignorar que ele estava sempre presente em meus pensamentos.

Ingrid Bergman

Falar de Stromboli sem mencionar o que aconteceu durante seus bastidores é mutilar parte de uma história que incendiou Hollywood e o mundo no começo dos anos 50. De um lado, uma atriz sueca querendo sair de Hollywood; de outro, um cineasta conhecido por seus temas duros e realistas e uma atriz italiana, sua musa. No meio deles, um período em que a Europa tentava se reerguer, depois dos horrores vividos na Segunda Guerra Mundial.

Stromboli é uma reunião de angústia, paixão, horror, claustrofobia, choro e beleza.

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Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 1

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 1

Uma das épocas favoritas do ano dos cinéfilos está chegando. Sim! O Oscar tá logo aí, e enquanto corremos para ir assistindo os indicados na medida do possível, é bacana também relembrar um pouco da história da premiação. Afinal, o que não faltam são momentos inusitados, emoção, barracos e polêmicas na história da famosa premiação da Academia, alguns já bem esmiuçados por nós aqui no Cine, na retrospectiva do Oscar que fizemos no ano passado.

Por isso, nada melhor do que listar alguns momentos da célebre cerimônia ao longo dos anos.

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Star Wars: a saga tinha tudo para dar ruim e não deu

Star Wars: a saga tinha tudo para dar ruim e não deu

Pode-se fazer esse filme para adolescentes mais velhos, vinte e poucos anos, ou fazê-lo para a garotada, e é isso que eu quero, crianças de 8, 9 anos. Esse é um filme Disney.

George Lucas

Na semana passada, o sétimo episódio de Star Wars estreou e, ao contrário da Camila, ainda não fui assistir. Estou assistindo a todos os filmes da saga para entrar no cinema com dignidade. Você não leu errado. Nunca tinha visto  Star Wars e essa era uma das minhas maiores vergonhas cinéfilas. É com lágrimas nos olhos que inflo os pulmões para dizer: POR QUE DIABOS ESPEREI TANTO TEMPO PARA VER? Isso nos leva à frase de George Lucas que abre este post: se ele acreditava que se tratava de um filme para crianças, por que eu, no auge dos meus 24 anos, me sinto como uma criança histérica de nove?

A resposta chega a ser ridícula: porque é bom demais! Trata-se de um universo tão mágico, tão bem construído que qualquer pessoa pode apreciar, crianças ou adultos. Não era o que George Lucas, na época em que estava escrevendo o roteiro do primeiro filme, pensava. Ele achava que ia dar ruim e tinha todos os motivos do mundo para acreditar nisso. Tudo que vemos na tela em Star Wars foi fruto de muito suor, incerteza e negociações.

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Especial Star Wars – Por que amar a Princesa Leia?

Especial Star Wars – Por que amar a Princesa Leia?

Estamos finalmente na semana de estreia de Star Wars – Episode VII: The force awakens, e me dei conta de que nunca revelei aqui que sou uma fã aficionada da franquia, e que já estou há tempos com meu ingresso comprado para o dia 17 de dezembro. Sendo assim, decidi que já era hora de botar a cara no sol e fazer uma série de posts para comemorar a volta da saga.

E para começar, nada melhor do que falar da princesa mais badass da galáxia! No mundo do sci-fi feat. nerd, predominantemente masculino em 1977, Leia, interpretada por Carrie Fisher, deu um outro sentido à palavra “princesa”, quando se tornou a líder do próprio resgate. Definitivamente, Leia não tinha nada a ver com as princesas da Disney.

Logo na sua primeira fala do filme, era fácil perceber que ela se tornaria icônica e uma das personagens mais amadas da franquia que conquistou o mundo. Sendo assim, o Cine Espresso fala sobre os 9449043859340 alguns dos motivos pelo quais devemos amar a Princesa Leia.

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Viva Maria! (1965)

Viva Maria! (1965)

Achei Jeanne simples, mas sofisticada, calorosa mas dura, sedutora mas temível, enfim, eu a achei tal qual a imaginava, com seu extraordinário poder de sedução que mal dissimulava seu caráter de aço temperado. Eu não a achava bonita, mas pior, perigosa. Ensaiamos nossas canções abraçadas pelas cinturas como duas crianças. Minha voz se esganiçava, a dela desabrochava. Ela me sorria gentilmente. Compreendi por que os homens eram loucos por ela.  – B.B. sobre Jeanne Moreau.

Talento, beleza e ousadia: acho que são as três palavras que mais definem Jeanne Moreau e Brigitte Bardot. Ambas frutos da década de 50 do cinema francês compartilharam mesmo sem saber, gosto, sonhos e até homens. Um dos grandes eventos da década de 60 não poderia ser nada mais, nada menos do que um filme entre essas duas divas eternas, “Viva Maria!” de Louis Malle. Gravado no México durante quatro meses, “Viva Maria!” foi uma super produção que contou com mais de 150 técnicos. Malle chamou o produtor de Buñuel para as filmagens – Óscar Dancigers – além de utilizar a casa do diretor no México, para hospedar algumas pessoas. Continue Reading…

                                    
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