Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Dez filmes com Rock Hudson que talvez você não tenha assistido

Se estivesse vivo, Rock Hudson estaria completando hoje 91 aninhos de idade. O astro colecionava bons amigos na Era de Ouro do cinema e foi anfitrião de festas inesquecíveis na sua casa em Beverly Hills. A residência era conhecida como “O Castelo” e frequentada por estrelas como Elizabeth Taylor, Paul Newman, Judy Garland, entre outros.

Muitos questionam suas habilidades ou limitações como ator, mas seu carisma parece ser unânime e dificilmente você escutará qualquer história de Rock sendo rude com quem quer que seja. Aquele sorriso encantador o acompanhou por toda a vida.

Quando temos um ídolo, afirmo também por minhas parceiras aqui do blog, não nos contentamos somente em conhecer seus maiores clássicos. É necessário correr atrás de biografias, assistir documentários e caçar os filmes mais aleatórios que nossa estrela favorita tenha feito antes de emplacar ou aqueles que fizeram para a TV quando a carreira no cinema já não estava essa Coca toda.

Rock Hudson é um dos maiores galãs old-fashion-way que Hollywood já produziu. Já falamos sobre alguns dos romances que ele fez com Douglas Sirk (Tudo Que o Céu Permite, Seu Único Desejo), as comédias românticas com Doris Day, a tentativa de mudar o rumo de sua carreira em “O Segundo Rosto” e quando se uniu a outros astros da Golden Age em um filme dos anos 1980, o suspense “A Maldição do Espelho”.

Dessa vez, fizemos uma listinha de filmes com Rock Hudson que não são tão conhecidos quanto “Pillow Talk” ou “Assim Caminha a Humanidade”. Um mergulho de cabeça na carreira desse lindo. Bora relembrar a carreira dele com a gente?

Segura que hoje é dia de ROCK no Cine Espresso, bebê! Continue Reading…

Vento e areia (1928)

Vento e areia (1928)

Quase impossível falar em cinema mudo sem pensar em Chaplin, Buster Keaton, Mary Pickford e Lon Chaney, entre outros. Lillian Gish é conhecida como a “Primeira dama do cinema americano“. Seus filmes, como o pioneiro D.W. Griffith, estarão sempre inclusos em qualquer lista de silent movies inesquecíveis, e nos propõem embarcar em uma jornada emocional com suas personagens.

Em 1925, Lillian rompeu a parceria com Grifith para assinar um contrato com a recém formada MGM, que prometeu dar a ela mais liberdade e controle criativo sobre sua carreira. O estúdio ofereceu o salário de um milhão de dólares por filme, dinheiro recusado pela atriz, que negociou um pagamento mais modesto e uma porcentagem dos lucros para que a MGM contratasse melhores atores e roteiristas, investindo na qualidade das produções. Não é a toa que alguns de seus grandes filmes são desse período.

thewind2No estúdio, a estrela obteve (quase toda) a liberdade artística prometida e seu pedido foi imediatamente aceito por Irving Thalberg quando ela sugeriu uma adaptação cinematográfica para o romance “The Wind”, escrito por Dorothy Scarborough. Lillian Gish solicitou o ator Lars Hanson para interpretar seu par depois de assistí-lo em um filme com Greta Garbo. Também foi a própria atriz quem convidou Victor Sjöström para dirigir o filme. Os dois já haviam trabalhado juntos em “A Letra Escarlate”, de 1926.

“The Wind” (Vento e areia, no Brasil) lançado em 1928, marca a última performance de Gish no cinema mudo, e apesar de ter sido um fracasso de público e crítica na época de seu lançamento, se tornou um dos favoritos entre os fãs da atriz. Na década de 90, o filme foi considerado “culturamente, historicamente, ou esteticamente significativo” pela Biblioteca do Congresso dos EUA, e é preservado no National Film Registry. Continue Reading…

Funny Girl – A Garota Genial (1968)

Funnygirl2Barbra Streisand completa 74 aninhos de idade essa semana e já estava mais do que na hora de a celebrarmos aqui no Cine Espresso!

A cantora, compositora, atriz, produtora e diretora começou sua trajetória no espetáculo “I Can Get It for You Wholesale”, da Broadway, pelo qual foi indicada a um Tony Award (como é chamado o maior prêmio do teatro nos Estados Unidos) na categoria “Melhor atriz em um musical”. Em 1963, seu primeiro disco, “The Barbra Streisand Album”, conquistou dois prêmios Grammy: Álbum do ano e Melhor performance vocal feminina. No ano seguinte, estrelou a peça da Broadway “Funny Girl”, baseada na biografia da atriz Fanny Brice que trabalhou no teatro, rádio e cinema. Depois de ficar em cartaz por quase dois anos, em dezembro de 1965, a Columbia Pictures anunciou a versão cinematográfica de “Funny Girl” com Barbra Streisand no papel principal. O filme seria dirigido por ninguém menos do que William Wyler, que aceitou dirigir um musical pela primeira vez em 43 anos de carreira.

“Funny Girl – A Garota Genial” (como é conhecido por aqui) se tornou um favorito instantâneo, logo na primeira vez que assisti. Recomendo até mesmo para quem não é tão chegado em musicais, uma vez que é praticamente IMPOSSÍVEL não se render ao romance de Fanny Brice e Nick Arnstein, interpretados por Streisand e Omar Sharif (Doutor Jivago). Poucas atrizes poderiam ser tão engraçadas e comoventes como Barbra nesse filme, não existe dúvida de que mereceu o Oscar de Melhor atriz que dividiu com Katharine Hepburn (que também faturou a estatueta por “Leão no Inverno”). O filme teve ainda uma sequência chamada “Funny Lady”, protagonizada por Barbra Streisand e lançada em 1975. Venha se emocionar e se divertir com os inesquecíveis números musicais “People”, “Don’t Rain on My Parade”, que foi regravado por dezenas de artistas, entre outros. Continue Reading…

A Sombra de uma Dúvida (1943)

shadowofadoubt2“Hitchcock, desde o começo, parecia muito preocupado em não deixar o vilão
ser um clichê, de dar ao vilão muita personalidade e singularidade, ao contrário
do homem que enrosca o bigode.”
Peter Bogdanovich (cineasta)

A direção única de Hitchcock fez com que ele se destacasse nos anos 30, chegando ao ponto de seu filme “A Dama Oculta” ser considerado o filme britânico de maior sucesso realizado até então. Hollywood era só uma questão de tempo. Em 1939, ele assinou um contrato de sete anos com David Selznick e lançaria “Rebecca” no ano seguinte. Seu primeiro longa-metragem nos Estados Unidos recebeu um total de onze indicações a prêmios da Academia e acabou abocanhando o Oscar de Melhor filme. Rebecca foi o primeiro de váaarios tiros lançados por Hitch nos anos 40. Nosso post da semana trata-se de “A Sombra de uma Dúvida”, que segundo Patricia Hitchcock era o filme favorito de seu pai. Não é para menos, a gente concorda que “Shadow of a Doubt” é especial em muitos sentidos.

O filme está repleto das insinuações e tiradas de humor negro que tanto amamos no cinema de Hitchcock. Um dos fatores que o tornam especialmente sinistro é a inocência da personagem de Teresa Wright em contraste com um Joseph Cotten sem escrúpulos. Trazer o mórbido para o cotidiano se tornou uma das principais marcas do mestre do suspense. De repente, o lar tranquilo da família comercial de margarina é tomado por uma tensão que nos deixará vidrados até o desfecho final. Continue Reading…

O Selvagem (1953)

O Selvagem (1953)

Bem provável que você já tenha associado Marlon Brando com a imagem icônica do motociclista de boina e jaqueta de couro. Pra mim, essa imagem sempre esteve relacionada com Brando, rebeldia e Elvis Presley. Não é por acaso. “The Wild One” (“O Selvagem”, no Brasil) influenciou toda uma geração nos anos 50, incluindo Elvis e James Dean. Apesar da atuação de Marlon não impressionar tanto quanto em seus filmes anteriores, o efeito causado por ele seria uma das referências de Dennis Hopper para realizar “Easy Rider” em 1969.

wildone3Stanley Kramer fundou uma produtora de filmes independentes em 1948, a Screen Plays Inc.. Um dos primeiros filmes produzidos pela companhia foi “The Men”, primeiro trabalho de Marlon Brando no cinema. A produção tratava da história de um paraplégico, marcando o começo da brilhante carreira de Kramer (“Adivinhe Quem Vem Para Jantar”, “Julgamento em Nuremberg”) retratando questões sociais. A nova parceria de Kramer e Brando, alguns anos depois, foi em “O Selvagem”. O filme discute a rebelião pela rebelião, sem motivo palpável.

Que tal comemorar o aniversário de Marlon, nesse último domingo, reassistindo esse clássico com a gente? Continue Reading…

Até os Fortes Vacilam (1960)

Até os Fortes Vacilam (1960)

 

Palavras não bastam para definir o que sentimos ao encontrar esse filme, protagonizado por Anthony Perkins e a estreante Jane Fonda em 1960. “Tall Story” é aquele projeto que tinha tudo pra dar certo, mas… não deu. Antes de Norman Bates, Perkins interpretou diversos “mocinhos” em filmes românticos (entre eles, as pérolas “Desire Under the Elms” em parceria com Sophia Loren e “Green Mansions” em que era o mozão de Audrey Hepburn). Jane Fonda fazia trabalhos como modelo, enquanto estudava os últimos “métodos” de atuação com Lee Strasberg. A curiosidade a cerca de sua estréia era assunto de diversas colunas em revistas de cinema.

Quem liga para as críticas, quando se pode testemunhar Tony Perkins jogando basquete e a jovem cheerleader Jane Fonda? “Tall Story” é a típica trama sessão da tarde, e como assisti sem pretensão, pude me divertir um bocado! Vamos por partes: o filme dirigido por Joshua Logan é uma farofa comédia que faz uma crítica social bem humorada, sobre estudantes que aproveitavam a rotina universitária para arrumarem um casamento. Claro que, infelizmente, é a personagem de Jane Fonda que vê a faculdade como um mero instrumento para alcançar o sonho de se casar (num período em que a chegada das mulheres na universidade estava a todo vapor).

Tall Story (Até os Fortes Vacilam, no Brasil) foi lançado em 6 de abril, poucos meses antes da estréia de Psicose. Seria a última vez que a América receberia Perkins com os mesmos olhos. Continue Reading…

A Maldição do Espelho (1980)

A Maldição do Espelho (1980)

Minha primeira sessão de 2016 foi de um filme que sempre desejei assistir, aquele deleite que você adia até o momento ideal. Recentemente encontrei “The Mirror Crack’d” ripado do blu-ray americano, disponível pra download. Esperei entrar em férias e ficar cercado de amigos queridos para assistir essa maravilha tão aguardada.

Digamos que “A Maldição do Espelho” (como é conhecido no Brasil) é especial, porque reúne numa única produção dos anos 80 vários rostos conhecidos por amantes da Golden Age. O longa é protagonizado por Elizabeth Taylor e Rock Hudson, colegas e amigos de longa data que se reunem mais uma vez para viver um casal nas telas, como fizeram 26 anos antes em “Assim Caminha a Humanidade”. A produção é baseada na Obra da Agatha Christie, que já teve seus contos adaptados diversas vezes para o cinema e a televisão. Entre os coadjuvantes estão Angela Lansbury, Kim Novak e Tony Curtis. Será que tem como ficar melhor? Continue Reading…

Feira de Ilusões (1945)

Feira de Ilusões (1945)

É isso aí, galera, vai ter musical com Dana Andrews e Jeanne Crain sim!

Os anos 40 trouxeram consigo alguns dos melhores musicais de todos os tempos. O sucesso da peça “Oklahoma!”, composta por Rodgers and Hammerstein e lançada em 1943, chamou a atenção da Century Fox. O estúdio solicitou que a dupla fizesse uma versão musical de “State Fair”, filme estrelado por Janet Gaynor em 1933 que obteve diversas indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme.

“Feira de Ilusões” (título nacional, que bem poderia ser um documentário sobre nossa vida) é o primeiro entre os grandes musicais compostos por Rodgers and Hammerstein, muito antes de “A Noviça Rebelde”, “Carrossel” e a versão cinematográfica de “Oklahoma!”. A direção é assinada por Walter Lang, que dirigiu vários daqueles filmes bonitinhos da Shirley Temple e, anos mais tarde, “O Rei e Eu”.

Alguns meses atrás eu estava procurando os DVDs da Coleção de Musicais de Rodgers and Hammerstein, sem sonhar que encontraria Dana Andrews “soltando a voz” com Jeanne Crain no meio de um parque de diversões, dividindo uma maçã do amor. Cê vê só como a gente quebra a cara com os estereótipos em Hollywood, não? Continue Reading…

Sede de Viver (1956)

Sede de Viver (1956)

Interpretar Vincent Van Gogh renovou minha teoria sobre o significado de ser ator. Para mim, representar é criar ilusão, fazendo uso de disciplina rígida para não se perder na personagem em questão. O ator nunca pode se confundir com a personagem, o público sim. Enquanto se está representando, tenta-se incorporar seus pensamentos; quando o filme acaba, deve-se voltar a si mesmo. É necessário controlar-se. Entretando, por pouco não me perdi em Van Gogh.” – Kirk Douglas

Falta pouco mais de um ano para o centenário do Kirk Douglas. Um dos atores mais versáteis e completos de que já ouvimos falar. Foi indicado três vezes ao Oscar, sem nunca faturar a estatueta (DiCaprio feelings). Somente em 1996, a Academia resolveu homenagear o astro com um Oscar honorário e o anúncio que antecedeu a entrega do prêmio o descreveu como “um ator que não marcou somente em um filme, mas no conjunto de sua obra”. Bullshit! Nossa humilde opinião é de que Kirk foi subestimado diversas vezes por membros da Academia, que só enfatizaram seu trabalho bem mais tarde. Antes tarde do que nunca, devem ter pensado “vamos dar logo um prêmio honorário pra não ficar assim tão feio, né”.

Quarenta anos antes desse tapa-gafe do Oscar, em 1956 Kirk era indicado ao prêmio de Melhor Ator por sua performance em Lust for Life (Sede de Viver, no Brasil). O filme é baseado no bestseller “Lust for Life”, lançado em 1934 e retrata o trabalho e vida pessoal de Van Gogh. Dirigido por Vincente Minnelli, o longa-metragem captura imagens autênticas de diversas obras do gênio, cedidas por museus e instituições que colaboraram com a produção.

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A Árvore da Vida (1957)

raintreeposter

Em 2011, eu estava debatendo com amigos sobre a complexidade da trama do filme “A Árvore da Vida” estrelado por Brad Pitt, concorrente em diversas categorias no Oscar daquele ano e a mãe de um deles passa e comenta “esse não é aquele filme da Elizabeth Taylor e Montgomery Clift nos anos 50?”.

Pra minha surpresa, pouco tinha escutado falar de “Raintree County” (A Árvore da Vida, no Brasil) lançado em 1957 e dirigido por Edward Dmytryk. É a segunda parceria de Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, que eram amigos inseparáveis desde a primeira vez em que trabalharam juntos em Um Lugar ao Sol, seis anos antes.

Nesse período ocorreu o acidente sofrido por Montgomery Clift, que saiu embriagado de uma festa na casa de Elizabeth Taylor e bateu seu carro de encontro a um poste, na Hollywood Hills, estrada íngreme e cheia de curvas, que já serviu de locação para diversas cenas de corridas e perseguições no cinema. Monty já lidava com suas próprias inseguranças, teve seu rosto desfigurado e quase perdeu a vida. Sua depressão e o consumo cada vez maior de álcool e drogas deu início ao “mais longo suicídio de Hollywood”. Continue Reading…

                                    
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