A gata comeu (1985) – PARTE I

A gata comeu (1985) – PARTE I

Ela comeu meu coração / Trincou, mordeu, mastigou, engoliu, comeu

Antes mesmo de ser uma cinéfila da cabeça aos pés, muito antes, eu era uma criança das mais noveleiras. Acompanhava todas as novelas que passavam, incluindo as reprises do Vale a pena ver de novo. Acontece que a vida adulta chega pra todo mundo, e logo tive que abandonar as novelas, e aos poucos fui perdendo o interesse de vez. No entanto, nos últimos tempos comecei a ver no Canal Viva algumas pérolas fantásticas das novelas: Pedra sobre pedra (quem diria que eu voltaria ao mundo dos ships com Renata Sorrah e Lima Duarte?), Dancin’ Days, e finalmente, desde outubro, A gata comeu. Depois de anos ouvindo minha mãe encher a bola dessa novela, dizendo que Jô Penteado e Professor Fábio formavam o melhor casal das telenovelas ever, comecei bem por acaso a assistir um episódio aqui e ali… pronto! Meu coração foi roubado. A gata roubou meu coração. Mascou, moeu, triturou, deglutiu, comeu.

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Vítimas do divórcio (1932)

Vítimas do divórcio (1932)

Não é segredo para quem acompanha esse blog que a minha atriz favorita, dona do meu coração, é a Katharine Hepburn. Não foi surpresa então que, em incursões em sebos de São Paulo, eu dei aquela surtada básica quando achei duas (DUAS!) biografias da rainha suprema. Mas eu não podia levar nenhuma, afinal já tinha gastado os tubos em outras sessões de surto na Livraria Cultura e na Fnac. No entanto, minha melhor amiga e companheira de passeio, decidiu me presentear com uma delas; eu precisava escolher. Decidi que aceitava, sim, e que levaria Uma mulher fabulosa, de Anne Edwards – a outra tinha um viés meio sensacionalista, e eu não sei se já estava preparada para derrubar alguns mitos sobre minha diva. Sou dessas.

Todo esse prólogo é apenas para dizer que ler esse livro, me fez querer ver depressa alguns filmes que ainda não vi da Kate, pois ele é rico em detalhes de bastidores e produção de cada um. E por que não começar pelo começo?

A bill of divorcement é o primeiro filme de Katharine Hepburn, em uma época em que ela atuava apenas no teatro, e ainda não era uma estrela – longe disso. A verdade é que o destino – e o diretor George Cukor, futuro de BFF de Kate –  deu uma mãozinha para que Hepburn estreasse finalmente no cinema, ao lado de John Barrymore, e ainda por cima, com um salário bastante alto para a época – 1500 dólares por semana – deixando muita gente no estúdio RKO de cabelos em pé. E, de quebra, mostrasse a que veio.

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Presente de grego (1987)

Presente de grego (1987)

Eu notei que nos últimos meses o Netflix tem desenterrado um monte de filmes aleatórios. Pensou em algum filme lado B com a Whoopi Goldberg dos anos 90 que você via na Sessão da Tarde? Pode apostar que está lá. Coisas que você nem lembrava que existia da década de 80? Também!

Um desses xuxuzinhos redescobertos foi a comédia Presente de grego, um daqueles filmes beeem yuppies dos anos 80. Temos uma Diane Keaton (que consegue me fazer assistir a algumas bombas só por sua digníssima presença) como uma mulher independente e workaholic – e dentro disso, um caminhão de estereótipos e ideias preconcebidas sobre esse perfil de mulher. Ok, ok, a gente bem sabe que é uma outra época, mas eu não consigo deixar meu eu lírico problematizador de fora, nem mesmo mais com clássicos da Old Hollywood. Mas, bem lá no fundo, Presente de grego (ou Baby Boom, no original), apesar dos clichês do gênero, consegue ter seus momentos divertidos.

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Cinco filmes adolescentes dos anos 80

Cinco filmes adolescentes dos anos 80

“…E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem pelo que atravessam...” (David Bowie)

É impossível negar: a década de 1980 foi inovadora e inesquecível de muitas maneiras. Com toda a certeza, o cinema foi uma delas. Diversos filmes produzidos durante esse período tem hoje status de clássicos e cults. Além disso, foi nessa época que um segmento da sétima arte ganhou força: o cinema feito especificamente para adolescentes, com tramas com as quais esse público poderia se identificar. Público esse que, aliás, sempre foi um dos grandes consumidores do cinema desde o seu surgimento.

Olhando agora, pode até parecer bobagem, mas essa ideia foi uma grande novidade na época, afinal, filmes com essa proposta ainda eram um tanto raros. Um dos grandes nomes dessa vertente foi John Hughes que soube como ninguém transpor para as telas a mente do jovem daquela década. Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s day off) é hoje um clássico absoluto, queridinho de nove entre dez amantes do cinema, e tudo devido a mente brilhante de Hughes, bem como seu feeling certeiro para escolher atores para dar vida aos seus personagens inesquecíveis.

Mas nem tudo é Ferris Bueller, e hoje listamos outros cinco clássicos do cinema adolescente da década de 1980. Anota aí!  Continue Reading…

A noviça rebelde (1965)

A noviça rebelde (1965)

THE HIIIIIILS ARE ALIIIIVE WITH THE SOUND OF MUUUUUUUUUSIIIIC…

(Taí um verso que estou constantemente cantarolando por aí. É inevitável!)

Eu não sei dizer exatamente quando a minha paixão por musicais começou. Eu sei precisar quando comecei a amar os clássicos, isso sim. Mas não sei explicar o porquê de ter demorado tanto para assistir A noviça rebelde. Foi só em 2014, depois de alguns bons anos de estrada no cinema clássico, eu perdi a birra velada que tinha contra  a cantoria dos Von Trapp. E, oh boy, como eu me surpreendi!

A verdade é que após ter comprado o DVD (uma edição comemorativa bonitinha), um belo dia me dignei a sentar para assistir a tal da noviça (talvez tenha sido um pouco depois de ter me encantando com O rei e eu), e foi amor à primeira vista. As quase três horas de filme passaram rapidamente, e me envolvi completamente na história da ex-quase-freira Maria (Julie Andrews), que rouba o coração das crianças Von Trapp – e do inicialmente carrancudo papai-Capitão delas, interpretado por Christopher Plummer.

Hoje, o Cine Espresso dedica um post para o clássico, que completou bodas de ouro no ano passado. Venha conosco para esse mundo de cantoria, roupas feitas de cortina, freiras doidinhas e montanhas bonitas. E com a participação de um amigo muito especial…

Ladies and gents, the hills are alive… no Cine Espresso!

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Os reis do iê-iê-iê (1964)

Os reis do iê-iê-iê (1964)

1964: quatro caras vindos do norte da Inglaterra acabam de espatifar milhares de corações ao redor do mundo. Sim, os Beatles estavam no auge em 1964; após conquistarem a América, nada parecia impossível para os rapazes de Liverpool.200_s

É por isso que quando o diretor Richard Lester surgiu com a proposta de um filme para o grupo, eles nem titubearam; toparam logo. O filme, ao contrário do que se imaginava, não seria um documentário acompanhando a banda, e sim, uma versão bonitinha e até mesmo um pouco nonsense da realidade dos Fab Four.

E foi com o típico humor britânico, que consagraria o Monty Python anos mais tarde, que A hard day’s night (ou Os reis do iê-iê-iê, como resolveram chamar o filme no Brasil pré-Jovem Guarda) entrou para a história da cultura pop.

(E isso que os tais caras ainda nem tinha descoberto a maconha…)

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Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Na segunda parte da nossa série com lembranças e curiosidades do Oscar, trazemos alguns momentos memoráveis que merecem serem lembrados. Alguns deles pela emoção. Outros pela vergonha alheia, daquelas que queimam as bochechas só de serem relembrados. Discursos embaraçosos, lágrimas, gafes, tombos, momentos históricos… Tudo pode acontecer na noite de premiação da Academia. Tudo mesmo.

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Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 1

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 1

Uma das épocas favoritas do ano dos cinéfilos está chegando. Sim! O Oscar tá logo aí, e enquanto corremos para ir assistindo os indicados na medida do possível, é bacana também relembrar um pouco da história da premiação. Afinal, o que não faltam são momentos inusitados, emoção, barracos e polêmicas na história da famosa premiação da Academia, alguns já bem esmiuçados por nós aqui no Cine, na retrospectiva do Oscar que fizemos no ano passado.

Por isso, nada melhor do que listar alguns momentos da célebre cerimônia ao longo dos anos.

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Creed: nascido para lutar (2015)

Creed: nascido para lutar (2015)

One step at a time. One punch at a time. One round at a time.

Se Sylvester Stallone é um dos meus heróis de infância (sim!), muito disso se deve ao personagem Rocky Balboa, o lutador de coração mole, eternamente apaixonado por Adrian (ADRIAAAAAAN!). Sempre adorei os filmes da série – excluindo-se daí o famigerado Rocky V, de 1990. Aliás, o tema de Rocky V tem semelhanças com o novo filme da franquia; em 1990, Rocky Balboa tentava treinar um lutador jovem. No entanto, seu protegido o trai. O filme é o mais odiado da saga, inclusive pelo próprio Stallone. Sendo assim, não é estranho entender os motivos de Sly para ter receio de aceitar um novo filme, de enredo ligeiramente similar.

Mas fora o fato de ter Rocky treinando outro lutador, Creed: nascido para lutar é muito diferente. Temos Rocky agora coadjuvante, e com um novo personagem-título que não fica devendo nada para seu pai. Sim! O caçula de Apollo Creed, Adonis (Michael B. Jordan) surge para se tornar a família que Rocky Balboa precisa para lutar contra um inimigo inesperado, tanto quanto o garoto precisa de treinamento para enfrentar seus próprios fantasmas.

E o resultado é surpreendente; não é à toa que Stallone levou o Globo de Ouro de ator coadjuvante, tendo faturado o mesmo prêmio no Critics Choice Award. Alguma dúvida que o Oscar também será dele?

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Amor à toda velocidade (1964)

Amor à toda velocidade (1964)

As incursões de Elvis Presley no mundo do cinema geraram, principalmente, duas coisas: baldes de dinheiro e muitas críticas severas ao astro, bem como aos roteiros dos filmes – na maioria das vezes, com razão. Mas quem realmente se importava? O negócio era destruir os cinemas e suspirar cada vez que Elvis aparecesse na tela.

Na data em que celebramos o aniversário do Rei do Rock, relembramos aquela que é considerada a sua melhor (ou menos pior) atuação: o mecânico-corredor-cantor-rebolador Lucky Jackson em Viva Las Vegas, de 1964, ao lado da beldade Ann-Margret.

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