Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Curiosidades e histórias do Oscar – Parte 2

Na segunda parte da nossa série com lembranças e curiosidades do Oscar, trazemos alguns momentos memoráveis que merecem serem lembrados. Alguns deles pela emoção. Outros pela vergonha alheia, daquelas que queimam as bochechas só de serem relembrados. Discursos embaraçosos, lágrimas, gafes, tombos, momentos históricos… Tudo pode acontecer na noite de premiação da Academia. Tudo mesmo.

– A linda Greer Garson botou todo mundo pra tirar um soninho com seu longo discurso de agradecimento (5 minutos e 30 segundos)  em 1942, fazendo um monólogo sobre a vida, o amor e ZzzzzZzzzzz… A pobre da Joan Fontaine, que entregou o prêmio e teve que ficar no palco, não sabia onde enfiar a cara. O pior foi que Greer começou o discurso dizendo: “I’m practically unprepared!” – imagina se estivesse. Garson ganhou o Oscar pela atuação em Mrs. Miniver, mas o que ficou mesmo para história foi o fato de que, desde então, a Academia limitou o tempo dos discursos em 45 segundos. Claro que nem todo mundo respeita o limite, mas se o bonito começa a falar demais, uma musiquinha embaraçosa começa a tocar.

– Em 1961, quando Bob Hope chamou William Wyler para entregar o Oscar Honorário para Gary Cooper, pouca gente sabia que o ator estava lutando contra um câncer. A notícia tinha sido escondida do grande público, e apenas amigos muito próximos sabiam. Assim, na noite de 17 de abril de 61, quem subiu ao palco para receber o prêmio foi um visivelmente emocionado James Stewart. “Coop, I’ll get this to you right away. And Coop, I want you to know this: that with this goes all the warm friendship and the affection, and the admiration and the deep respect of all of us. We’re very, very proud of you, Coop. All of us are tremendously proud”, disse Jimmy, com os olhos rasos d’água. Gary Cooper viria a falecer em pouco mais de um mês depois.

– Um dos momentos mais memoráveis e embaraçosos da história do Oscar foi protagonizado por David Niven e um peladão em 1974. Niven, que estava prestes à apresentar a atriz Elizabeth Taylor, foi surpreendido por um cara nu, pelado com a mão no bolso, correndo pelo palco (na época era moda aparecer assim, do nada, em público), e por uma fração de segundo não percebeu o que acontecia, e ficou com cara de aniversariante durante o Parabéns. Apesar do choque, o ator se recuperou rápido, e soltou essa: “Isn’t it fascinating to think that probably the only laugh that man will ever get in his life is by stripping off his clothes and showing his shortcomings.” VERY. BRITISH.

– Na noite de 29 de março de 1993, duas das maiores estrelas do cinema italiano de todos os tempos, Marcello Mastroianni e Sophia Loren subiram ao palco do Pavilhão Dorothy Chandler, para apresentarem o Oscar Honorário para um querido amigo de ambos: Federico Fellini. Inesquecível a presença do diretor e o orgulho visível dos seus dois amigos no palco, assim como os aplausos de pé que ele recebeu. Giulietta Masina, esposa e musa de diversos filmes de Fellini, não podia conter as lágrimas na plateia, arrancando um “Thank you, dearest Giulietta…and please, stop crying!“, carregado de italiano.

– Academia, por favor: tragam o Billy Crystal de novo para apresentar a cerimônia! Na minha humilde opinião, Crystal é, junto com Bob Hope, o melhor apresentador do Oscar. Um dos motivos que me faz amá-lo, foi quando, em 1998, ele pediu aplausos para Fay Way, então com 90 anos, a estrela de King Kong (1933). Fay ficou surpresa e emocionada quando Billy a apresentou na plateia, e pediu que ela o ajudasse a anunciar os próximos apresentadores, Matt Damon e Ben Affleck.

– Um momento histórico: a Academia levou incríveis 82 anos para premiar uma mulher na categoria de Melhor Diretor. Barbra Streisand (ela mesmo sendo uma diretora antes esnobada pelo Oscar pela direção em The Prince of Tides, que foi indicado por Melhor Filme em 1991) subiu ao palco na cerimônia de 2010 para anunciar o prêmio. Kathryn Bigelow era uma das indicadas por Guerra ao terror, um drama que se passa na Guerra do Iraque. A primeira frase de Babs foi: “Essa pode ser a noite em que, pela primeira vez, teremos uma mulher ganhando o prêmio de Melhor Diretor!“. Dito e feito. Ao abrir o envelope, Streisand sorriu e disse: “The time has come.” Uma emocionada Bigelow recebeu o prêmio das mãos de uma visivelmente orgulhosa Barbra Streisand. E, até então, apenas três outras mulheres haviam sido indicadas: a italiana Lina Wertmuller (em 1976), Jane Campion (em 1993) e Sofia Coppola (em 2003). Desde 2010, nenhuma mulher foi sequer indicada ao prêmio.

Fica ligado, que logo tem mais histórias do Oscar aqui no Cine Espresso!

 

Escrito por Camila

Formada em Letras e na Academia Douglas Sirk de sofrência e pregadora na Igreja Universal do Reino de Woody Allen. Uma professora de inglês apaixonada por musicais. Faz parte da Comissão de Avaliação, Seleção e Fiscalização, na área de Cinema e Vídeo, do Financiarte de Caxias do Sul.

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