Star Wars: O Despertar da Força (2015)

Star Wars: O Despertar da Força (2015)

Imagens reais do momento em que sentei para ver O despertar da Força.

[AVISO: ESSE POST CONTÉM SPOILERS.]

O dia chegou, finalmente! Na última quinta-feira eu pude assistir o filme pelo qual esperei muito tempo. E não saí decepcionada. Apenas de coração partido. Mas vamos por partes.

O Despertar da Força teve em mim o efeito de um bálsamo. Desde as cenas iniciais, fui arrebatada pela atmosfera do filme, que, pasmém, é muito fiel a estética da trilogia clássica, e que aposta na nostalgia para conquistar o espectador.

E, de cara, qualquer receio que eu pudesse ter em relação à nova era de Star Wars foi, com o perdão da piadinha infame, para o espaço.

Ouvi muuuuitas reclamações por aí a respeito de O despertar da Força. A maior parte relacionadas ao fato de que o filme segue quase que a mesma estrutura de Uma nova esperança. Mas eu, particularmente, quase não tenho do que me queixar. Fiquei 99,9% satisfeita. Explico.

Era quase óbvio que após anos do último filme, esse Star Wars seria uma espécie de homenagem à trilogia clássica, e um presente para os fãs. Um desses exemplos foi a volta da nave mais amada, a Millenium Falcon. Quando Rey e Finn precisam fugir de um ataque em pleno deserto, eles tem duas naves à disposição. Uma delas nós não vemos. “É sucata, não vamos usar essa”, diz Rey. No entanto, a outra explode, e então a “sucata” vai ter que servir. Quando a câmera vira para mostrar… é a Millenium Falcon! Nessa hora, lembro que um “uaaaau!” tomou conta do cinema. E isso seria algo que se repetiria durante muitas cenas do filme.

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Aliás, desde os primeiros instantes, quando o famoso letreiro amarelo aparece na tela acompanhado da trilha de John Williams, é impossível não deixar que um arrepio tome conta da alma de quem assiste. E esse letreiro fala a respeito do que já suspeitávamos: Luke Skywalker (Mark Hamill) está desaparecido. Sua irmã, a General Leia (Carrie Fisher), é líder da Resistência contra a Primeira Ordem, que ameaça dominar a galáxia, da mesma forma que o Império fez antes. Leia procura pelo irmão, que se exilou após uma malfadada tentativa de ressuscitar a ordem dos Jedi, e que é uma das únicas pessoas que podem ajudar a restaurar a paz na República.

Mesmo citando personagens que são velhos conhecidos nossos, de cara somos apresentados aos novos rostos de Star Wars: Poe (Oscar Isaac), o melhor piloto da galáxia, e que está do lado da Resistência; Finn (John Boyega), um stormtrooper em conflito; Kylo Ren (Adam Driver), o novo vilão e, pasmém, netinho do Darth Vader, cheio de conflitos, que deixou muita gente boladona; e, por fim, Rey (Daisy Ridley), a grande personagem do filme, com seu passado misterioso, e uma alta dose de badass – anotem: the Force is strong with this one. E eles são todos incríveis! Até mesmo o controverso Kylo Ren. Isso sem esquecer do novo robô queridinho da galera: BB-8.

Rey + Finn = magya.

Outra coisa que chama muita atenção além da nostalgia, é a forma como novos e velhos personagens interagem. Quando Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) apareceram enfim, o cinema veio abaixo! “Chewie, we’re home“, diz Han Solo ao entrar na sua amada Millenium Falcon, a quem ele sempre tratou como “ela”. Han e Chewie conduzem Finn e Rey em uma jornada que os leva até a Resistência, e consequentemente, até Leia, de quem o piloto está separado há algum tempo (o que realmente me deixou de coração partido; não tinha nada disso no universo expandido – sad face). Jedis, sabre de luz, luta contra o império, a Força… para Rey e Finn, tudo não passa de lenda, mas Han Solo logo põe as cartas na mesa e explica para as crianças que era tudo verdade, e que inclusive, ele tava no meio do tiroteio.

Aliás, especialmente a interação entre Rey e Han Solo foi algo que gostei muito. A garota realmente causou a maior impressão no velho piloto da Falcon. Afinal, ela é tão badass quanto ele, e entende tudo de mecânica e do funcionamento da amada nave de Solo. Ela o idolatra pela lenda viva que ele é. A dinâmica entre eles é incrível, e a amizade é quase que instantânea.

Falando em Han Solo, é uma grata surpresa ver Harrison Ford no papel que foi responsável por deslanchar sua carreira. Parece que ele nunca deixou de ser o scoundrel amigo de Chewie, um amigo leal e que costumava deixar a princesa Leia maluca. Está tudo lá. Parece que Ford fez as pazes com Han Solo de vez.

I always hated watching you leave.
That’s why I did it, so you’d miss me.

Sobre o casal mais fucking great da galáxia… não foi suficiente o pouco tempo que eles tiveram em tela. E confesso que o plot todo me magoou: Han Solo e Leia Organa, como imaginávamos, casaram após os acontecimentos de O retorno de Jedi. Mais ainda: eles tiveram um filho, Ben. Conforme ficamos sabendo no desenrolar da história, Ben foi treinado na Força por Luke Skywalker. No entanto, Ben se virou para o Dark Side, atraído pelo legado de Darth Vader, e seduzido pelo misterioso Snoke, o líder da Primeira Ordem. Ben tornou-se então Kylo Ren. O negócio foi tão feio, que Luke sumiu do mapa, e a culpa e a dor por perder o filho acabou por separar o nosso casal favorito, fazendo com que Han abandonasse a Resistência. Apesar disso, o reencontro deles, sabe-se lá depois de quanto tempo, é emocionante.

Some things never change.

Sobre Kylo Ren, o vilão que gerou polêmica pela sua fraqueza, e que deixou muitos fãs revoltados por isso. Bem, eu analiso de forma diferente: o fato do vilão estar em conflito, só o torna mais interessante. Ele tem medo de não ser tão poderoso quanto o avô, de não ser bom o suficiente para o Dark Side. Diferente de Anakin quando jovem, que era tentado por esse lado, Kylo Ren é, na verdade, tentado pela Luz. E assim como Luke que sentia o conflito em seu pai, aqui temos Leia que confia que pode salvar seu filho. Ela pede que Han vá atrás dele, e o salve. E aí J.J. Abrams tocou fogo no cabaré de vez. E temos a única parte que eu realmente detestei do filme, não pelo que acontece (que, afinal, eu já esperava) mas pela maneira que foi feita.

HEHEHEHE.

HEHEHEHE.

Mataram meu personagem favorito! E foi o filho dele… e quase ninguém deu a mínima! Explico: foi a impressão com que saí do cinema. Estava indo tudo bem: Han Solo e o filho conversando, o vilão em conflito, uma cena poderosa, num local que remete ao momento em que Darth Vader contou para Luke que era seu pai. Kylo Ren pede ajuda ao pai, para fazer a sua escolha (e nessa hora, ninguém respirava no cinema), e eis que, como esperado, ele o mata com seu sabre de luz! A palhaçada começa quando Han Solo cai que nem um saco de batatas pra Deus sabe onde, deixando muita gente em dúvida sobre ele morreu mesmo ou não (afinal não vemos o seu corpo). Leia sente naquele momento que houve algo de errado, Finn e Rey se desesperam, Chewie fica loucão mesmo, e mete bala no Kylo Ren… e é só. As coisas começam acontecer rapidamente, e quase nada de repercussão da morte do personagem mais carismático da saga. Logo tudo se resolve, vitória da República, todo mundo feliz, e o Chewie (e o povo todo no cinema) ainda tentando digerir a morte de Han Solo. Talvez vejamos algo no próximo filme a respeito… Veremos!

A morte de Solo, aliás, é um dos motivadores que faz com que Rey vá atrás de Kylo Ren com seu recém-descoberto sabre de luz feat poderes, e lute ferozmente. Essa luta, inclusive, foi motivo de muita discussão e falatório contra Kylo Ren, já que seu desempenho ficou aquém do esperado. Gente, o cara tinha levado um tiro do Chewie, e acabado de matar o pai, algo que o deixou visivelmente nervoso. E a Rey é extremamente poderosa na Força, como já ficou claro. Ainda não sabemos o porquê, mas a personagem tem uma ligação com Luke Skywalker, e promete MUITO. Se a moça sem treinamento é assim, imagina com uma mão mecânica HEHEHE do Luke? Além dela, acredito que Kylo Ren também promete. Afinal, seu treinamento no Dark Side não estava completo, e agora que ele matou o pai, com certeza, não existem limites para Kylo Ren FIQUE LONGE DA SUA MÃE, SEU FDP!

Falando na família Skywalker, o mistério acabou: Luke está vivo. Quando ele apareceu nas cenas finais, o cinema todo was shaking, Rosana. Rey o encontra, entrega a ele o seu sabre… e só Deus sabe o que está por vir. I can’t wait! E também não posso deixar de pensar que os amigos Han e Luke não vão mais se ver CRIES IN JEDI LANGUAGE. A não ser que Solo não tenha morrido… Enfim, qualquer coisa MESMO pode acontecer. Afinal, é Star Wars.

Por fim, quero comentar o provável casal que vai surgir: Finn e Rey. A química entre os atores é simplesmente fantástica, e é ótimo vê-los juntos em cena. Inclusive, ponto para Star Wars nesse quesito: um casal de protagonistas formado por uma mulher e um negro. O que me chateia é saber que, quando o cast foi anunciado, houveram protestos contra a escolha, justamente por isso. Triste ver gente assim ainda, não? Mas Finn e Rey estão aí para calar a boca desse povo, afinal, são dois personagens incríveis, e que, ao que parece, só nos deram uma pequena mostra nesse primeiro filme. Abaixa que vem tiro por aí!

Bom, não fiz nenhuma tentativa de tornar esse texto profissional. Sou apenas uma fã tentando falar de algo que simplesmente não sai de sua cabeça desde que assistiu. E que vai sentir na pele o que as pessoas que acompanharam a trilogia clássica passaram. Afinal, faltam 524 dias (só?) para a estreia do próximo episódio. Wake me up when September ends tocando ao fundo. Star Wars tem um universo incrível a ser explorado, e pode apostar que a Disney vai fazer valer os obaminhas que eles pagaram ao George Lucas. Sorte de nós fãs.

E eu aproveitarei cada segundo desse buzz maravilhoso. E tô indo ver de novo O despertar da Força essa semana. E de novo, e de novo.

E você o que achou? Também amou a Rey e o Finn? Ficou puto com a morte do Han Solo? Está boladésimo com o Kylo Ren?

Não deixe de comentar as suas impressões aqui embaixo. E que a Força esteja com você!

Escrito por Camila

Formada em Letras e na Academia Douglas Sirk de sofrência e pregadora na Igreja Universal do Reino de Woody Allen. Uma professora de inglês apaixonada por musicais. Faz parte da Comissão de Avaliação, Seleção e Fiscalização, na área de Cinema e Vídeo, do Financiarte de Caxias do Sul.

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