Quatro filmes de Julia Roberts nos anos 90 que ajudaram a formar seu caráter

Quatro filmes de Julia Roberts nos anos 90 que ajudaram a formar seu caráter

Fato: quando eu era criança não tinha esse amor infinito que geralmente se tem, nessa fase, pelos filmes da Disney. Enquanto a maioria das outras meninas babava, sei lá, pela Pequena Sereia, tudo que eu queria era ser legal como a Julia Roberts. Sim! Eu fui uma criança estranha, que amava comédias românticas, filmes de brucutu (sobretudo se estrelados pelo Stallone!) e novelas mexicanas. Disso tudo, resultou eu, euzinha que vos fala.

Mas, falando sério, não se pode negar que Julia Roberts foi um dos ícones da década de 90. Foi sucesso atrás de sucesso, um pequeno período de flop, e mais sucesso. E posso apostar que, em um momento ou outro, algum filme dela fez parte de sua vida, nem que fosse naquele lindo dia em que você estava em casa de bobeira, vendo Sessão da Tarde.

Sendo assim, o Cine Espresso traz, nessa quarta-com-cara-de-quinta, alguns desses clássicos da Juju nos anos 90 que simplesmente não podemos esquecer. 

1 – Uma linda mulher (1990) – Dir.: Garry Marshall

tumblr_ne3oi68Aca1rpuw07o1_500

Molly Ringwald se arrepende amargamente até hoje por ter recusado o papel da prostituta Vivian nesse estrondo sucesso de bilheteria. Se ela se arrepende, nos erguemos as mãos para os céus, porque esse foi o filme que fez com que Julia fosse vista e reconhecida de verdade. Muitas atrizes, como Sharon Stone e Wynona Ryder, fizeram o teste para o papel. Julia nem estava na lista, mas quando o diretor, Gary Marshall, viu a atriz em cena, percebeu que só ela tinha todas as características de Vivian.

De repente, parecia legal e glamouroso ser uma prostituta (!!!), já que seus clientes só poderiam mesmo (é claro!) serem bonitos, generosos e ricos como Richard Gere. É uma versão 90s de Cinder-fuckin-rella, que sem dúvida marcou o imaginário de muuuuita gente.

A trilha sonora é fantástica, o filme é divertido (sim!) e é um clássico do chamado gênero filme de mulherzinha (saudades, Sintonia de amor). E, é claro, atirou Julia e sua risada feat. sorriso maravilhosos na nossa cara para sempre.

P.S.: acho que levei alguns anos-luz pra entender a questão prostituta desse filme, mas é um dos meus favoritos, sei lá, desde os 8 anos de idade.

tumblr_m5qk0g5Tnw1r0nb8yo1_500

 2 – O casamento do meu melhor amigo (1997) – Dir.: P. J. Hogan

anigif_enhanced-buzz-6755-1414528146-24

Depois de alguns anos amargando o flop em outros gêneros, O casamento do meu melhor amigo marcou a volta de Julia Roberts às comédias e ao sucesso.

Julianne não é nada convencional. Ela usa roupas legais (eu tinha 9 anos e queria ser ela!), tem um cabelo maravilhoso, uma profissão legal (crítica de culinária, alok!), e um melhor amigo gay maravilhoso (não o do título!). Ela tem tudo, é feliz e etc, quando descobre que seu quase-ex-melhor-amigo-lindo está casando (isso não te lembra de algum sucesso brazuca antigo? deixe-me pensar…) e quer que Julianne seja seu padrinho. Só que ela se dá conta de que o ama (ah, sim! “Eu ia dizer que estava apaixonado, recebi o convite do seu casamento”), e não quer perdê-lo. Para tanto, vai aprontar mil e uma confusões na Sessão da Tarde para tentar separar o feliz casal.

Agora, sério, apesar da filha-da-putagem da Julianne durante boa parte do filme, dá pra tirar umas lições legais de O casamento do meu melhor amigo. Uma delas é: se você ama alguém, diga. Ou, simplesmente, o momento se vai (trilha triste do Chaves).

E também que é importante saber a hora de deixar alguém ir.

tumblr_ly07ebWHYm1r8589po1_500

 3 – Noiva em fuga (1999) – Dir.: Garry Marshall

tumblr_min120b7zm1r7oaheo1_500

A gangue de Uma linda mulher está de volta, incluindo nosso casal favorito de 1990. Na história, Julia é Maggie Carpenter, uma mulher que ganhou o status de maneater (“oh-oh, here she comes”…) e lenda na sua cidadezinha, após abandonar uma série de maridos no altar. As coisas parecem mudar de figurar quando um irritante repórter, Ike Graham (Richard Gere) chega na cidade para fazer uma reportagem sobre a noiva fugitiva, que o irritava profundamente. Ele só não contava com o fato de acabar se tornando mais uma vítima da fobia de Maggie.

Na trilha sonora U2 e outros sucessos legais dos anos 80.

runaway_bride_by_feedouce-d30i486

4 – Um lugar chamado Notting Hill (1999) – Dir.: Roger Michell

tumblr_msod6jhOfY1r1ah08o1_500

Notting Hill foi o filme que redimiu Hugh Grant perante o público, depois daquele flagra com a Divine Brown (90s, how I miss you!).

Hugh é William, um dono de uma livraria simpática e que tem cara de cachorro que caiu da mudança. Julia é Anna Scott, uma superstar de Hollywood, dando sopa em Notting Hill, onde o nosso adorável Bill mora. Os dois acabam se encontrando por acaso, e entre muitas idas e vindas se apaixonam, só que não conseguem lidar com o troço da fama dela e da tontice dele. Tudo isso ao som de Charles Aznavour e Al Green. Queria estar morta <3

Julia e Hugh fazendo o que sabem de melhor. Um clássico digno para fechar a década da rainha Juju e reafirmar seu posto de diva da comédia romântica.

tumblr_njptizVEe81qdjbb7o1_500

E abriu o caminho para o filme que, em 2001, lhe daria seu primeiro Oscar de melhor atriz: Erin Brockovich. Desde então, a atriz se dedicou a vários filmes de diversos gêneros, tendo sido novamente indicada ao prêmio por Álbum de Família, de 2013. Outro destaque na filmografia de Julia nas décadas seguintes é Closer, drama de Mike Nichols, feito em 2004. No gênero que a consagrou, temos um dos meus adorados guilty pleasures, Comer, rezar e amar, de 2010 (hey, eu acabei mesmo de confessar aqui que amo esse filme?), e também Larry Crowne – o amor está de volta, de 2011, um filme adorável, onde ela atua ao lado do amigo Tom Hanks.

Bom, a verdade é que adoro Julia Roberts. Ela fez parte da minha infância, foi meio que a minha princesa da Disney, e me ensinou boa parte do que sei hoje (trilha triste do Chaves de novo). Tomara que ela continue fazendo coisas maravilhosas – e outras, nem tanto – que estarei lá pra dar meu pitaco e adorar essa linda.

tumblr_mma8hrlPJJ1sp9fcho1_500

Escrito por Camila

Formada em Letras e na Academia Douglas Sirk de sofrência e pregadora na Igreja Universal do Reino de Woody Allen. Uma professora de inglês apaixonada por musicais. Faz parte da Comissão de Avaliação, Seleção e Fiscalização, na área de Cinema e Vídeo, do Financiarte de Caxias do Sul.

Comentários

Comentários

2 Comentários
  • Omiodio disse:

    Olá novamente! Eu também notaram o grande filme “Sleeping with the Enemy” … O verdadeiro teste … E eu realmente amo entre os novos filmes com Julia “O Maior Amor do Mundo” ( http://assistirfilmes.co/355-mothers-day-2016.html ) E você?

    • Camila disse:

      Olá! Também gosto desses dois filmes. Na verdade, sou suspeitíssima para falar da Julia, já que adoro quase tudo que venha dela. Dos mais recentes, confesso que adoro até o batidaço “Eat, pray, love” e “Larry Crowne”, com o Tom Hanks – que deu muito certo com ela. São filmes bem singelos, mas que estão naquela categoria: “se estiver passando na tv, e eu estou de boas, com certeza vou assistir” 🙂

      Obrigada por comentar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

                                    
Encontre-nos no Facebook
Filmes por Ator:
                                                                                                                       
Filmes por Atriz:
                                                                                                                       
Filmes por Diretor: