5 momentos que nos remeteram ao cinema em RuPaul’s Drag Race

5 momentos que nos remeteram ao cinema em RuPaul’s Drag Race

RuPaul’s drag race é aquele tipo de programa que nos deixa vidrados em frente à televisão. Coisas misteriosas acontecem quando você começa a assisti-lo, como terminar as seis temporadas em menos de uma semana. Para os fãs de cinema, o programa tem um gostinho diferente. Cada vez que RuPaul cita Joan Crawford, Judy Garland ou Mamãezinha Querida, nossos ovários explodem! Compilamos cinco momentos que nos fizeram nós, cinéfilos, adorar ainda mais esse reality show.

1) A imitação de Joan Crawford no Snatch Game da terceira temporada

Joan Crawford, assim como Bette Davis, é um ícone do mundo gay e até o momento eu me perguntava como ninguém tinha tido a ideia de imitá-las nesta prova de personificação que é uma das mais esperadas do reality show. Eis que a drag queen Mariah, na terceira temporada, resolveu realizar nossos sonhos e os de RuPaul (grande admirador de Crawford) trazendo a nossa amada atriz para o Snatch Game! Tinha tudo para dar certo e simplesmente lacrar. No entanto, Mariah não conseguiu segurar o peso de estar representando uma atriz como Joan e o que deu foi uma meleca. Embora a caracterização estivesse aceitável, a imitação deixou a desejar. A drag queen perdeu as melhores deixas e sequer tivemos o gostinho de piadas com os cabides de arame! Para nossa alegria, Jinkx Monsoon, participante da quinta temporada, fez uma imitação de Bette Davis que dá gosto de ver. Assista aqui.

oieeee

Joan enfiou o cabide de arame goela abaixo com esta imitação.

2) A imitação de Maggie Smith no Snatch Game da sexta temporada

Dez entre dez fãs de RuPaul’s Drag Race concordam que a quinta e a sexta temporadas são as melhores até hoje. E no Snatch Game da sexta temporada essa teoria é confirmada. Se eu fosse RuPaul, teria dificuldades monstruosas para escolher a vencedora. Bianca del Rio de Judge Judy? Adore Delano de Anna Nicole Smith? Não dá para decidir! No entanto, uma pessoa simplesmente fez todos os fornos caírem com a escolha de representar Maggie Smith nesta prova: Ben De La Crème. Caracterizada como Violet Crawley de Downton Abbey, essa Maggie não sabe o que é Twitter e humildemente o admite com o sotaque britânico mais amável que já ouvimos. A personificação chega no seu auge quando Nicki Minaj (personificada por Trinity K. Bonet) diz que RuPaul deve convidar pessoas para o jogo que falem inglês melhor em uma próxima vez. A resposta da nossa Maggie? Desculpe, mas nós originamos a língua! Dá-lhe, Dame Smith!

YOU GO MAGGIE

3) Gone with the window: o episódio inspirado em E o vento levou

Apesar de a segunda temporada de RuPaul’s Drag Race ser uma das mais fracas para mim, alguns momentos são dignos de can I get an amen?, como Gone with the window. Esse episódio é inteiramente construído a partir de E o vento levou, o filme que nos fez torcer por Scarlett O’Hara e Rhett Butler. As queens participam de uma sessão de fotos inspirada na Guerra Civil e precisam mostrar seu melhor lado As God as my witness, I will never go hungry again. Depois de quase perderem as perucas com a potência dos ventiladores, precisam criar um vestido de cortinas. Scarlett ficaria surpresa com a criatividade de algumas queens.

Serving some Scarlett O’Hara realness.

4) Ru Hollywood Stories: o episódio inspirado em A morte lhe cai bem

Por que tenho tremeliques com esse reality show? Porque RuPaul supera-se cada dia mais! Na sétima temporada, a última e mais recente do programa, tivemos dois momentinhos cinematográficos pra lá de especiais: o episódio inspirado em A morte lhe cai bem e outro homenageando o diretor John Waters. Em Ru Hollywood Stories temos uma mistura de O que terá acontecido à Baby Jane? feat A morte lhe cai bem. O desafio principal pedia que as queens, divididas em grupos, encenassem três versões da história O que diabos terá acontecido a Merle Ginsberg?. Merle foi jurada na 1ª e 2ª temporadas de RuPaul’s drag race, sendo substituída por Michele Visage nas temporadas seguintes. Já na passarela, elas tiveram que criar um look de morte. Siempre viva alguém?

5) Divine Inspiration: o episódio inspirado em John Waters

Amo/sou toda vez que RuPaul decide fazer episódios musicais. Já tivemos o RuMusical, a versão de Cisne Negro para não citar outros. Divine Inspiration supera todos os outros episódios musicais na minha opinião. Essa homenagem ao diretor cult-trash, John Waters, e super amigo de RuPaul reproduz algumas cenas icônicas de filmes desse grande diretor em forma de musical. Temos a personagem Edie de Pink Flamingos (Edith Massey) pedindo ovos e os cha-cha heels de Problemas Femininos. Só senti falta de Mamãe é de morte, aquela maravilha de filme com Kathleen Turner no papel principal.

 Aos que ficaram curiosos fica a dica: o Netflix possui quase todas as temporadas disponíveis para exibição. RuPaul’s Drag Race é uma aula sobre cultura pop e as referências cinematográficas que pipocam de todos os episódios fazem nosso coração fazer chica chica boom chic.

Escrito por Jessica Bandeira

Estudante de história, tradutora e noveleira.

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