Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir

Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir
Barbara Stanwyck e noir é como o trecho desta música : “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você”. Não conseguimos separar uma coisa da outra. Mas, não se engane, essa linda também é a rainha dos Westerns (mais um Top 5 no forno, sim ou claro?). Em minha humilde posição de fã, arriscaria dizer que ninguém se ajusta tão bem às ideias do noir quanto ela. Pensando nisso, elaboramos um top 5 dos melhores noir estrelados por ela. Porque, afinal de contas, não é só de Pacto de Sangue que vive o homem, não é mesmo?

 
 
5) A confissão de Thelma (The file on Thelma Jordon), de Robert Siodmak, 1950:

Vamos combinar que se Missy olhar para você com aqueles olhos fulminantes, você faria qualquer coisa que ela pedisse. Neste noir de Siodmak a personagem principal, Cleve Marshall (Wendell Corey), é um promotor de justiça, honesto, casado. Ao conhecer Thelma Jordon (Barbara Stanwyck), ele simplesmente joga toda a roupagem de bom moço para o ar ao ajudá-la a encobrir provas para que não a incriminem pelo assassinato da tia. Mas quem é a verdadeira Thelma? Logo Cleve vai descobrir que terá de pagar um preço muito alto por ajudar uma mulher como ela.


 
4) Testemunha do crime (Witness to murder), de Roy Rowland, 1954:

Alguns biógrafos afirmam que os anos 50 foram a época dos filmes mais agressivos de Barbara. Filmes em que ela aparecia como louca, assassina, tendo acessos de loucura (lembremos da cena em que ela enfia uma tesoura em Judith Anderson em The furies), com armas na mão. Tal agressividade teria uma razão: o divórcio com Robert Taylor. Testemunha do crime faz parte da safra desses filmes. Nele Missy interpreta Cheryl, uma mulher que presencia uma cena de assassinato pela janela do prédio vizinho, algo meio Janela Indiscreta feelings. O assassino em questão é Albert (George Sanders), mas ele é tão cínico e finge tão bem que todos acreditam que Cheryl está maluca. Fico pensando: se Cheryl fosse homem, será que eles fariam esse joguinho de “você teve um sonho, volte pra casa e vá pintar”? O apartamento de Cheryl, sempre escuro, e a possibilidade de Albert entrar a qualquer momento nele para assassiná-la dão a tônica desse ótimo noir. Gary Merrill está ótimo no papel do detetive que passa metade do filme duvidando das palavras de Barbara.


 
 
 
 

3) Uma vida por um fio (Sorry, wrong number) de Anatole Litvak, 1948:

Não sei se poderíamos classificar este filme como noir, mas achei relevante colocá-lo na lista por algumas razões:

a) Terceira indicação ao Oscar de Barbara Stanwyck (não ganhou é claro, tenho que lidar com isso todos os dias de minha vida);

b) Os gritos de Barbara Stanwyck são uma aula de interpretação;

c) O filme se passa quase todo em um único cenário e consegue nos prender do princípio ao fim;

Brincadeiras a parte, Uma vida por um fio é um GRANDE filme na carreira de Missy. Como disse acima, ele se passa quase todo em um único cenário, uma casa, e consegue sustentar o suspense do começo ao fim. A história é bastante simples. Leona Stevenson (Barbara Stanwyck) é uma mulher doente, presa à uma cama. Sua enfermeira foi dispensada, pois seu marido, Henry Stevenson (Burt Lancaster), prometeu voltar para casa mais cedo. No entanto, ele não chega nunca, e lá pelas tantas, ao tentar ligar para ele, Leona ouve uma conversa cruzada no telefone entre dois homens que planejam assassinar uma mulher à meia-noite. Ligando os pontos, Leona percebe que a vítima é ela, e aí começa o tormento do filme. Será que ela vai conseguir avisar alguém a tempo? Por que seu marido não chega nunca em casa? Barbara passa metade do filme deitada na cama, berrando ao telefone, em uma de suas maiores interpretações. A cena final é de tirar o fôlego!

 
 

 
 
2) O tempo não apaga (The strange love of Martha Ivers), de Lewis Milestone, 1946:

Missy, além de rainha dos noir e westerns, também era rainha de batizar/ salvar carreiras. Em O tempo não apaga, ela batiza a carreira de Kirk Douglas, pois este é seu primeiro filme. Assim como fez com William Holden em Golden Boy, Missy apadrinhou Douglas, ajudando-o com a intepretação e os textos. O tempo não apaga também mostra até onde o amor de um homem pode chegar. Neste noir temos também o fator “um passado que não pode ser deixado para trás”. Walter (Kirk Douglas) ajudou Martha (Barbara Stanwyck) a encobrir o assassinato da tia dela, a Sra.Ivers (Judith Anderson – mais uma vez sambando na cara da geral) quando eram crianças. Anos depois, quando os dois já estão casados, Sam (Van Welfin) que também se lembra do que aconteceu à Sra.Ivers reaparece na cidade. Perguntas começam a surgir: por que ele está aqui? Será que sabe de algo a mais? É uma clara ameaça ao casal.

Destaque para a cena final, uma das mais surpreendentes que já vi, e claro para a capacidade de Barbara interpretar personagens manipuladoras ao extremo. O controle que Martha exerce sobre Walter é assustador. Não mais do que o nosso primeiro lugar, é claro.


 
 
 
1) Pacto de Sangue (Double Indemnity), de Billy Wilder, 1944:

Enfim chegamos ao nosso primeiro lugar! Vocês realmente acham que eu perderia a chance de falar mais uma vez sobre este filme?

Em Pacto de Sangue temos o auge da filosofia “Vamos combinar que se Missy olhar para você com aqueles olhos fulminantes, você faria qualquer coisa que ela pedisse”. Porque é com seus olhinhos fulminantes e uma tornozeleira que ela convence o vendedor de seguros, Walter Neff (Fred MacMurray) a assassinar o marido dela para ficarem juntos e com o dinheiro do seguro. Neff fica enlouquecido por Phyllis Dietrietchson (Barbara Stanwyck), resolve passar por cima de sua moral para ficar com ela e o dinheiro do seguro. A tensão sexual é surpreendente, até mesmo para os dias de hoje. A famosa cena em que os dois falam de sexo através da metáfora da multa (A que velocidade estava indo, seu guarda?) é o auge dessa tensão que começa logo na primeira cena entre eles, em que Phyllis aparece só de toalha no alto da escada para Neff. É claro que esse plano tem muitos “poréns”, o destino dos dois amantes já está selado desde o começo.

Esperamos que tenham gostado dessa edição do Top 5, e aguardem porque daqui a pouco teremos Top 5 Westerns estrelados por Missy. Não, nunca nos cansaremos de falar nela.

Escrito por Jessica Bandeira

Estudante de história, tradutora e noveleira.

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