Os clássicos que não podem faltar no seu Halloween!

Os clássicos que não podem faltar no seu Halloween!

TRICK OR TREAT? O halloween já está aí e nada melhor do que assistir filmes para comemorar um de nossos feriados favoritos. Abaixo selecionamos alguns títulos, dos mais leves aos mais assustadores, para sua grande noite não passar em branco!

A profecia (The omen), de Richard Donner, 1976:
Quando os judeus voltarem de Sion e um cometa rasgar o céu, e o Sagrado Império Romano ascender então eu e você devemos morrer. 

Os anos 70 foram uma época bastante produtiva para os filmes de horror/terror. Tivemos tantos títulos bons, O exorcista, Carrie, a estranha que A profecia às vezes é deixado de lado. Realizado em 1976, o filme conta a história de Kathy Thorn  (Lee Remick), esposa de um diplomata, Robert Thorn (Gregory Peck), que perde seu bebê, mas não sabe disso porque o marido o substituiu por outro recém-nascido. No quinto aniversário de Damien, coisas estranhas começam a acontecer. A babá do garoto comete suicídio durante a festa, enforcando-se. Depois um padre morre de maneira sinistra ao tentar avisar Robert sobre algo extremamente sério. O pai começa a desconfiar que seu filho é o Anticristo. Talvez o mais assustador nesse filme é o fato de que o Anticristo retorna à Terra na figura de um garotinho. Quem poderia imaginar, afinal crianças simbolizam a inocência, certo? Muito trabalho de pesquisa foi realizado antes de se escrever o roteiro de A profecia. O roteirista do filme, David Seltzer, comenta que teólogos interpretariam “o mar eterno” da profecia como o mundo da revolução e do tumulto. Por isso, o Anticristo seria filho de um diplomata, um homem muito influente no meio político. Assim como O exorcista, incidentes bastante sinistros cercam as filmagens desse filme. Por exemplo, o avião que Gregory Peck viajava, vindo de Los Angeles, foi atingido por um raio. Três dias depois, David Seltzer estava em um voo e seu avião também foi atingido por um raio. Maldição ou coincidência? Independente disso, A profecia é um filme de arrepiar. Nós o desafiamos a assisti-lo com as luzes completamente apagadas!

Abracadabra (Hocus Pocus), de Kenny Ortega, 1993:

 

A figura de Winifred Sanderson (Bette Midler) fez parte da subjetividade das crianças dos anos 90. Como não lembrar de seu vestido verde musgo, de seus dentões e cabelos ruivos? Abracadabra é um clássico dos filmes de Halloween que merece ser visto e revisto muitas vezes! Por quê? Porque não é apenas uma historinha de bruxas, como a princípio pode parecer. Ela é repleta de humor negro e momentos memoráveis, como Bette Midler e Sarah Jessica Parker cantando. As três bruxas-irmãs protagonistas são tão cativantes que a gente quer que elas suguem a juventude das crianças para ficarem vivas para sempre! O filme foi um sucesso em 1993, pois reunia o que havia de mais inovador em questão de efeitos especiais. Binx, o gato falante, foi uma das maiores inovações da Disney nessa época. Fora as cenas em que Winnie enfeitiça Max (Omri Katz), aquelas faíscas saindo de seus dedos foram o supra sumo para as crianças dos anos 90. Hocus Pocus é um desses filmes que a gente usa adjetivos como “tão” o tempo inteiro, pois o elenco é TÃO bom (destaque para o núcleo juvenil, formado por Omri Katz e Thora Birch), o roteiro é TÃO engraçado (Olá, eu quero meu livro. Bonjour, je veux mon livre e outros momentinhos) que nós desafiamos você a não morrer rindo assistindo.

As bruxas de Eastwick (The witches of Eastwick), de George Miller, 1987:

E se um Jack Nicholson aparecesse na sua vida e fosse tudo o que você pediu em forma de homem? Pois é o que acontece com as protagonistas de As bruxas de Eastwick, Alexandra (Cher), Jana (Susan Sarandon) e Sukie (Michelle Pfeiffer). E se esse cara fosse o demônio em pessoa? Daryl Van Horne (Nicholson) chega a cidade de Eastwick, mas nem sabe por que está ali. Não é estranho que ele se encaixe TANTO naquilo que as três mulheres querem? O fato é que a chegada desse estranho forasteiro muda toda a rotina da cidade, especialmente porque coisas estranhas começam a acontecer. A cidadã mais conservadora de Eastwick começa a vomitar cerejas. Jack Nicholson está perfeito no papel, nunca vimos um ator se encaixar tão bem em papeis, digamos assim, peculiares? Daryl é tudo menos normal. Além disso, o time Cher-Susan-Michelle garante ótimas risadas, principalmente na cena na quadra de tênis. O filme é baseado no livro homônimo de John Updike.

 

Os fantasmas se divertem (Beetlejuice), de Tim Burton, 1988:

 

Um halloween que se preze não seria NADA sem Delia (Catherine O’Hara) dançando Harry Belafonte em torno da mesa. Os fantasmas se divertem não pode faltar na noite de halloween! O filme conta a história do casal Adam e Barbara Maitland (Alec Baldwin e Geena Davis respectivamente) que morrem de um jeito terrivelmente tosco e não sabem como lidar com o fato de que sua casa está agora ocupada por uma família pra lá de estranha. Cansados de tentar expulsar os novos moradores, acabam chamando sem querer um “exorcista de vivos”, Beetlejuice (Michael Keaton). O surrealismo permeia todo o filme, seja pela decoração da casa de Delia ou pelo mundo dos mortos. É tudo muito surreal, o assoalho da casa de Delia nos dá a impressão de que você vai cair dentro dele. Para os que morrem de medo de filmes do tipo O exorcista, essa é uma ótima pedida! Winona Ryder está encantadora no papel da freak girl, Lydia Deetz.

Fome de Viver (The Hunger), de Tony Scott, 1983:

“Ninguém precisa encher a cara para transar com Catherine Deneuve” muitos já devem ter lido sobre essa declaração de Susan Sarandon, dada no documentário “O Outro Lado de Hollywood” (1995) na qual, ela se refere a uma cena entre ela e Catherine Deneuve no filme “Fome de Viver” de 1983. Nesse filme de vampiros nada convencional, e dirigido por Tony Scott, que até então só era conhecido por vinhetas de comerciais, temos a história de terror/suspense de uma vampira Mirian (Catherine Deneuve) e seu amante John (David Bowie) que vivem uma vida feliz juntos em Nova Iorque, se alimentando do sangue de pessoas do submundo da cidade. O tempo de vida dos amantes de Mirian sempre foi contado, pois todos depois de alguns anos que foram transformados em vampiros, sofrem de uma “doença” que os fazem envelhecer, e isso começa a acontecer com John, que desesperado, procura a doutora Sarah (Susan Sarandon) especialista no assunto. É assim que começa a relação entre Mirian e Sarah, que resulta em uma das cenas de sexo mais memoráveis do cinema. A historia a partir daí,  leva o filme a uma reviravolta que deixa todos de queixo caído.

PS: O filme levou Susan Sarandon e David Bowie a terem um breve relacionamento durante as filmagens.
Jovens Bruxas (The Craft), de Andrew Fleming, 1996:


Perdi a conta de quantas vezes fui até a locadora alugar o VHS! Acredito que The Craft, lançado em 1996, marcou muitos dos que cresceram nos anos 90, de certa forma, o filme vinga os “desajustados” e convence de que você também pode pertencer ao círculo. A trama começa com a mudança de Sarah (Robin Tunney) para São Francisco, na escola chama a atenção de três colegas do ensino médio: Rochelle, Nancy e Bonnie (Neve Campbell ~ Hello Sidney ~ protagonista de Pânico, lançado no mesmo ano), que estudam Wicca e feitiços, enquanto são marginalizadas por alguns garotos (não se ouvia falar de “bullying”, até então). Depois de algumas decepções amorosas e a crescente curiosidade de Sarah sobre suas colegas, faz com que as quatro se unam para invocar os quatro elementos. Fairuza Balk, uma das protagonistas, tem uma loja de produtos esotéricos até hoje nos Estados Unidos. Me faz pensar que uma sequência para esse filme seria um deleite para os fãs devotos, nunca se sabe… Efeitos especiais impecáveis, doses de humor negro, tornam essa trama cheia de reviravoltas uma boa pedida para o Halloween e obrigatório para quem curte filmes com bruxas!

Nosferatu, de F.W. Murnau, 1922:

 

Da semente do demônio surgiu o vampiro Nosferatu, que vive e se alimenta de sangue humano. Vive em cavernas horríveis, túmulos e caixões. Estes contém terra amaldiçoada dos campos da Peste Negra.

 

O cinema recém dava os primeiros passos quando Nosferatu encontrou a luz do dia, gosto de sugerir esse filme para amigos que dizem não se assustar com filmes antigos. Se Nosferatu não o fizer, esqueça. Se na época só havia efeitos visuais (ao invés de tecnologia), em contra-partida no início do século passado, o medo da Peste que matara milhares de pessoas e a crença em lendas e figuras místicas estava mais viva do que nunca.

Na trama, Hutter trabalha numa imobiliária e deixa a esposa e amigos preocupados quando decide partir rumo ao castelo do Conde Orlok. Totalmente cético, ele não acredita na lenda urbana que envolve as criaturas no castelo. Somente quando o sol se põe e a neblina confunde sua visão, que pesadelos começam a atormentá-lo.

Por questões financeiras, durante as filmagens, o cinegrafista Fritz Arno Wagner só tinha uma única câmera a disposição, de forma que a difícil pós-produção do filme tenha atrasado o lançamento em um ano.

A narrativa fantasmagórica do livro de Bram Stoker e a sinfonia perturbadora de Hans Erdmann, tiveram êxito em perpetuar essa Obra-prima do cinema alemão!

 

Casei-me com uma feiticeira, de René Clair, 1942:

Se você é do time que tem horror a filmes sangrentos, e prefere coisas lights, ou ainda, se você é daqueles que precisa de um filme para relaxar na sexta à noite, I married a witch é o seu número. Veronica Lake nunca foi tão adorável! Nessa comédia fantástica, Lake é a sedutora feiticeira Jennifer, que junto com seu pai Daniel (Cecil Kellaway) é queimada na fogueira, na cidade de Salem no século XVII. Enquanto seu fim se aproxima, Jennifer joga uma praga em Jonathan Wooley (Fredric March): todos os homens da família Wooley serão infelizes no amor. Já no século XX, um raio atinge a árvore em que estão as cinzas da feiticeira e seu pai, e… os dois voltam a vida! (te amo por essa, René Clair). Buscando vingança, os dois vão atrás do Wooley contemporâneo, Wallace, que está concorrendo a governador e é noivo de uma garota a quem odeia (e o sentimento é recíproco). Jennifer decide então seduzir Wally e depois dar no pé. Só que a querida loirinha acaba tomando ela a poção do amor. Tem início, então, uma perseguição hardcore da garota, que acaba levando Wally a loucura, e culmina em uma das sequências de casamento mais hilárias do cinema. É claro que Jennifer acaba por conquistar Wally, mas será que esse troço de humanos amando bruxas (e vice-e-versa) dá certo?
O filme criou a tradição das bruxinhas adoráveis seduzindo caras pamonhas no cinema, e é uma das melhores comédias com o tema. Vale lembrar que I married a witch foi a inspiração para os roteiristas de A feiticeira escreverem o piloto da série, assim como para o filme Sortilégio de amorcom Kim Novak e James Stewart. Uma delicinha de filme para se ver na sexta à noite!

Com todas essas opções, ficou fácil decidir o que fazer nessa noite de Halloween, não?
Então, boa sessão
e Happy Halloween!

Escrito por Equipe

Pregadores da Igreja Universal do Reino do Cinema.

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