Bates Motel

Bates Motel
Série da A&E inspirada no livro de Robert Bloch e no filme de Alfred Hitchcock. O plot é simples, o que aconteceu antes de Norman se tornar “psicótico”. Na verdade, é um tanto audacioso pensar “vamos pegar esse personagem que todos já conhecem e contar mais sobre ele!”Mais que um suspense, é uma série de ação. Os roteiristas dividem-se entre mergulhar na consciência de Norman e explorar os conflitos maternos e ainda criar novas situações de suspense para atrair espectadores. Esse é um dos grandes desafios, satisfazer a nostalgia dos fanáticos pela história original e também cativar outro público que não assistiu o filme e acompanha a série. Na época do lançamento estava empolgado e desconfiado, acredito que muitos fãs do “legado” do filme original desconfiam no que diz respeito as adaptações do seriado para a televisão. Então vamos falar de Bates Motel…

Apesar de ser um “prelúdio”, a história se passa nos dias atuais e me desanimou bastante por causa disso – embora após ter assistido a primeira temporada, acho que não funcionaria se fosse diferente. A trama é mais agressiva que a do filme, pelo menos de acordo com a frequência de sangue por episódio, até porque chocar as pessoas é uma missão cada vez mais difícil. 
 
Logo no início, testemunhamos a morte do pai de Norman e a consequente mudança da família Bates para uma cidade costeira de Oregon, onde Norma Bates (Vera Farmiga) compra um hotel com o dinheiro do seguro de vida do marido. Apesar de a trama se passar nos dias atuais, o lugar contrasta muito com o resto da cidade, é quase absurdo aquela casa nos dias de hoje. Parte do elenco chegou a dizer que fica em “transe” no set de filmagens, deve parecer realmente como uma viagem ao tempo, já que os realizadores aproveitam boa parte da ambientação incomparável que assistimos no filme, lançado em 1960.
 
No episódio piloto, a primeira voz que escutamos é a de Cary Grant, numa cena do filme His Girl Friday assistido no quarto de Norman Bates (Freddie Highmore), que adora clássicos em preto e branco(!). Depois da mudança com a mãe para o hotel, logo matricula-se no ensino médio de uma escola nas proximidades de White Pine Bay. Embora seja bastante tímido, tenta enturmar-se e faz amizade com Emma Decody (Olivia Cooke), uma colega que parece tão deslocada quanto ele. Acontece que o pai da garota trabalha com taxidermia e desperta em Norman, pela primeira vez, a curiosidade acerca de animais mortos empalhados.
 
O filme estrelado por Anthony Perkins sugere que Norman tenha algumas frustrações com o sexo oposto, como na cena em que responde para o investigador Arbogast: “ninguém tira vantagem de mim, nem mesmo uma mulher”. E a série retrata o que parece ser uma primeira experiência, Norman se interessa por Bradley Martin (Nicola Peltz) que corresponde a suas investidas. Já pode-se imaginar que as consequências não serão um “piquenique”, mas o interessante é como ambos lidarão com tais sentimentos. Ainda no piloto, descobrimos que Norman tem um irmão mais velho, que passará um tempo na casa da família…
 
Uma grata surpresa é a atuação de Vera Farmiga (indicada ao Emmy na categoria “Melhor Atriz em Série de Drama”), formidável em todos os sentidos! Foi inesperado por mim, a escolha de uma atriz tão atraente para o papel da senhora Bates, mas faz sentido em vista de que esta mulher representa o principal conflito de Norman com o universo feminino e a idéia de que o primeiro amor de todo garoto é sua mãe. Farmiga foi feliz em nos convencer que por trás dessa mulher de boa aparência e aparentemente dócil, existe uma pessoa exigente e problemática. Norma é viúva, muda-se para uma nova cidade e está sozinha para defender seu filho e seu negócio. Creio que a Norma Bates do nosso imaginário, era a velha ranzinza de voz um tanto quanto anasalada. Teoricamente, nunca a tínhamos visto antes e então nos deparamos com uma mulher comum, investindo no mercado hoteleiro. Desde o princípio, nota-se algo de errado na relação mãe e filho, que são excessivamente próximos. Percebemos no passar dos primeiros episódios, traços da criação super protetora que poderia levar Norman a tornar-se o assassino frio que sabemos que ele irá se tornar e ainda tentar imaginar como isso acontece.

Não sei o que você espera da série, mas caso você também seja obcecado por tudo que refere-se a Psycho e toda aquela atmosfera, pode ser uma boa pedida!

Escrito por Guilherme

Still tryin' to find my place in the sun.

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