O Expresso da Meia-Noite (1978)

O Expresso da Meia-Noite (1978)

Baseado na história real de Billy Hayes detido na Turquia quando tentava ultrapassar a fronteira com uma quantidade desconhecida de drogas. O jovem americano descobre da pior forma que a constituição dos EUA não está em seu passaporte quando comete um erro no exterior. O estúdio apostou em um ator novato, um roteirista novato e o diretor estreante Alan Parker (Mississipi Burning, Evita, A Vida de David Gale), que só tinha realizado um filme independente, até então.

Em 16 de maio de 1978, O Expresso da Meia-Noite participou do Festival de Cannes sob protestos turcos. Na Holanda, representantes da Turquia foram aos tribunais para banir Midnight Express, mas o juiz determinou que o filme seria exibido. Quarenta e um dias depois de o filme ser exibido em Cannes, os Estados Unidos e a Turquia iniciaram as negociações formais para a troca de prisioneiros.

O jovem Billy Hayes (Brad Davis) tenta embarcar num vôo de volta para os EUA, quando é preso no aeroporto de Istambul tentando tráficar uma pequena quantidade de haxixe. Em seguida, é interrogado e levado para uma prisão em ruínas na Turquia e logo se dá conta da falta de recursos disponíveis, em termos de pena, para prisioneiros como ele. Escreve uma carta para a família e em seguida recebe a visita do pai, que tenta resgatá-lo com ajuda de advogados, que esperam reduzir sua pena ao máximo. De repente, o filme é sobre o retrado desesperador de um ser humano que passa seus dias isolado e sem qualquer esperança. Billy primeiramente estava intorpecido pela situação, e só com o passar do tempo se deu conta do desamparo e solidão que estava submetido. Na prisão se apega ao gatinho de um prisioneiro, enquanto escreve cartas para sua namorada Susan, que estava com ele no aeroporto, mas conseguiu embarcar de volta para a América.Para os turcos, estrangeiros eram considerados sujos. Homossexualismo era considerado um crime grave, apesar de muitos cometerem sempre que possível. Era permitido esfaquear alguém abaixo da cintura, nunca acima por que isso seria intenção de matar, os presos referiam-se as facadas como “vingança turca”.

 

Billy conhece presos nativos e estrangeiros, que cometeram crimes semelhantes ao seu, outros uma variedade de pequenos delitos. Erich está preso por posse e Jimmy foi pego roubando dois castiçais numa mesquita, o que ali é considerado grave. Divide a mesma cela que Max (John Hurt) que está preso há sete anos e entende sobre advogados. Acaba escutando sobre o “expresso da meia-noite”, uma gíria dos presos para a fuga.

– A melhor coisa a fazer é sair daqui. Da melhor forma possível.
– Sim, mas como?
– Pegue o expresso da meia-noite.
– O que é isso?
– Não é um trem.

Apesar de superar todos os dias os limites da claustrofobia, Billy espera com ansiedade a data prevista para sua libertação. Um dos melhores momentos é durante a audiência, quando lhe é permitido proclamar algumas palavras sobre a permanência na prisão. Um momento emocionante, que gera uma reflexão honesta sobre o sistema carcerário, ainda mais perante um julgamento absurdo, em um país onde os prisioneiros eram literalmente esquecidos em prisões arcaicas. Billy Hayes e seus parceiros cogitam toda e qualquer possibilidade para escapar e ultrapassar a fronteira, apesar de estarem sujeitos a todos os tipos de torturas física e psicológica. O tempo os desgasta, presos no sistema que pretende convencê-los de que não fazem mais parte da sociedade.

A ONU e a Anistia Internacional dizem que várias nações inclusive a Turquia, ainda tem prisões rigorosas que usam tortura. A pressão recente dos pais americanos e o apoio de alguns líderes do congresso geraram tratados de troca de presos com o México e o Canadá para que os americanos condenados nesses países possam vir para casa. Para Billy Hayes não houve tratado. Só a gíria dos prisioneiros para o “Expresso da Meia-Noite.”

Alan Parker e parte do elenco no set de Midnight Express.

 

Escrito por Guilherme

Still tryin' to find my place in the sun.

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