Um Clarão nas Trevas (1967)

Um Clarão nas Trevas (1967)

O plot é até simples, sobre uma jovem cega interpretada por Audrey Hepburn, o marido, uma vizinha curiosa e uma boneca recheada de heroína. Rodado quase que inteiramente dentro de um apartamento durante mais um dia cotidiano, conta com um roteiro tão ardiloso que você não vai deixar de assistí-lo sem saber o final!

Outra dica para os viciados em suspense, Wait Until Dark (Um Clarão nas Trevas no Brasil) foi um sucesso de público e crítica no ano do seu lançamento, faturando $7,350,000 apenas na América do Norte. Mesmo assim, acho que não sobreviveu tanto ao teste do tempo e deveria ser mais lembrado. Como aconteceu com Marilyn Monroe, Hepburn se destacava nas comédias e romances, até que filmes como o inesquecível “Infâmia” e “Um Clarão nas Trevas” nos permitiram apreciar outra face de sua performance. O filme rendeu a Audrey uma indicação ao Oscar em 1967.

Na trama, uma mulher ligada com o tráfico de drogas tenta entrar no país com uma boneca forrada com um “material” suspeito. Graças a uma confusão no aeroporto, entrega a boneca para um desconhecido chamado Sam Hendrix, combinando de entrar em contato para buscá-la. Em seguida, um homem ligado ao crime negocia com dois vigaristas para que achem a boneca que está em algum lugar no apartamento de Sam, esses dois só tem idéia da dimensão do problema quando a traficante aparece morta. Para se verem livres da confusão, precisam resgatar a mercadoria.

Sam Hendrix é um homem honesto que tem um estúdio fotográfico e é casado com Suzy (Audrey Hepburn), que ficou cega à quase dois anos devido a um acidente, que envolveu um incêndio. Já habituada com a nova situação, toma conta das tarefas domésticas e ainda acompanha Sam no estúdio. Além de ter uma vida ativa ao lado de Sam, conta com a companhia da jovem Gloria, uma vizinha que costuma passar as tardes no apartamento e pode ajudá-la a fazer compras. Quando são procurados, a princípio, o casal parece não lembrar onde foi parar a misteriosa boneca.

Os marginais logo dão um jeito de enviar Sam para longe, inventando um trabalho fotográfico há algumas horas dali, afim de resgatar a droga. A tensão inicia quando Suzy está sozinha e um deles bate no apartamento, apresentando-se como Mike, um antigo amigo de Sam que tenta convencê-la de que seu marido está envolvido em um assassinato e que sua segurança depende de encontrar a tal boneca de porcelana.

A fragilidade de Suzy é evidente, dentro de um jogo de manipulação, você sente como se de alguma forma o personagem beirasse a ingenuidade. Surpreendentemente, a quadrilha não imagina que apesar de ela não enxergar, conta com outros sentidos aguçados. Uma boa audição, olfato e a mente perspicaz são sua única chance de sobreviver ao ataque dos bandidos. A medida em que nossa protagonista passa a desconfiar que algo está errado e a ansiedade de Mike aumenta, a situação foge de controle.

 

Testemunhamos o legítimo caráter assassino de um homem capaz de cometer crimes hediondos. Será que Suzy é tão impotente quanto se supõe? Na minha opinião, o filme realmente atinge o clímax no final que envolve uma perseguição e a luta pela sobrevivência. De tirar o fôlego!

Nos bastidores, colaboradores para o sucesso: o diretor Terence Young, o compositor Henry Mancini e Audrey Hepburn.

Escrito por Guilherme

Still tryin' to find my place in the sun.

Comentários

Comentários

2 Comentários
  • Manoel José Lucas Pacheco disse:

    Tantos anos já se passaram desde que vi este filme pela primeira vez, e ainda continuo fascinado por ele em sua inteireza: fotografia, enredo, interpretações!

    • Oi, Manoel! Obrigada pelo comentário, eu também adoro esse filme. Você sabia que a Eva Wilma estrelou uma adaptação do filme no teatro? Gostaria muito de poder ter assistido, é uma pena que não fosse nascida naquela época. Apareça sempre por aqui, um abraço!

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