Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989)

Conhecido como um grande mestre do terror, teve suas criações incansavelmente adaptadas para o cinema e séries de televisão. Há quem diga que Stephen King está para o terror, como Hitchcock para o suspense! Mas seu trabalho fora desse gênero também é reconhecido, principalmente depois das adaptações de sua Obra para o cinema em “Conta Comigo”, “Um Sonho de Liberdade” (contos retirados do livro As Quatro Estações), “Eclipse Total” e “À Espera de Um Milagre”.

PET SEMATARY (ou Cemitério Maldito, no Brasil) segue a fórmula que virou uma marca: eventos sobrenaturais ocorrem em uma cidade pequena, longe da civilização. Também envolvendo crianças. O filme lançado em 1989 foi dirigido por Mary Lambert, com roteiro do próprio King. O livro é inspirado na antiga casa do autor, localizada próximo a uma rodovia onde passavam muitos caminhões. Muitos animais acabavam sendo vítimas de atropelamento, seus donos faziam verdadeiros funerais em um cemitério de animais.


Considerado por alguns como a adaptação mais assustadora de um romance do Stephen King feito para as telas do cinema. Cemitério Maldito foi um sucesso de bilheteria, com um orçamento de US$ 11,5 milhões, lucrou US$ 57 milhões apenas nos Estados Unidos. Poucos filmes do gênero conseguem manter-se como um clássico do terror. Muito se deve ao elenco carismático, inclusive os personagens secundários que estão ótimos, sem contar as crianças, que surpreendem ao longo da trama. Tamanha foi minha surpresa com os filhos do casal Creed. Tentarei poupar o post de spoilers alarmantes, espero que você não tenha vasculhado muito o Google antes de assistir.

O filme começa quando a família Creed muda-se de Chicago para uma cidade pequena, em Ludlow, Maine. Na companhia do seu gato de estimação Church se adaptam à casa espaçosa que fica em frente à uma rodovia. Tudo parece perfeito, se não fossem dois detalhes: o barulho dos caminhões e uma trilha que leva a um cemitério, do qual os vizinhos evitam conversar. O casal decide ficar graças ao pátio para as crianças e a proximidade com a escola, onde Louis trabalha como médico.

A fim de encerrar com o mito acerca do cemitério de animais, a família faz um passeio ao local na companhia do vizinho Jud, um senhor carrancudo, mas que parece ter boa vontade. Quando a trilha termina, Jud promete contar mais a Louis sobre MicMac, uma terra de “solo podre” que fica além do cemitério e pertencera a uma extinta tribo índigena.

Rachel e Louis tem opiniões diferentes sobre vida após a morte e espiritualidade, mas se esforçam para responder as perguntas dos pequeninos quanto ao assunto. Certo dia, Rachel confidencia que quando criança costumava ficar sozinha em casa cuidando da irmã Zelda, que foi diagnosticada com câncer terminal e acabou se tornando um fardo para a família. Até hoje, com certo complexo de culpa é assombrada pelos gritos da irmã que implora por cuidados.

Enquanto isso, durante um dia de trabalho no campus, Louis não consegue salvar um estudante chamado Victor Pascow que chegou à emergência com traumatismo craniano… eis que então, começa a ter pesadelos e a ouvir a voz do garoto, que parece querer alertá-lo de alguma coisa.

Quando um acidente na estrada mata o gatinho de estimação de Ellie, Jud explica para Louis que Micmac, a terra que fica além do bosque, pertecente à tribo indígena ressuscita tudo que for enterrado lá, mas que Church nunca seria o mesmo. Mais tarde, quando questionado se uma pessoa pode ser enterrada lá, Jud conta a história de um rapaz chamado Timmy Baterman, que morreu durante a Segunda Guerra e foi enterrado em Micmac, pelo pai transtornado pela dor. Alguns dias depois, o corpo reanimado de um Timmy enfurecido volta espalhando pânico na comunidade, que decide atear fogo na casa com ele dentro. O pai, incapaz de suportar perder o filho novamente, entrou e morreu com ele.

Sempre que penso no filme, lembro das palavras de Jud: “As vezes a morte é melhor”. Na minha opinião, Cemitério Maldito se mantém no páreo entre as melhores adaptações do SK para o cinema, apesar de realizado quase no fim da década, o filme tem a cara dos anos 80. A trilha-sonora conta com a música do The Ramones, que lançou “Pet Sematary” em homenagem à obra. Termino o post, com o video da música que diz: “Eu não quero que me enterrem no Cemitério de Animais. Eu não quero viver minha vida novamente.” 

Escrito por Guilherme

Still tryin' to find my place in the sun.

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